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COMER & BEBER 2016/2017: variados

Confira a seleção dos melhores endereços dessa categoria

Por Arnaldo Lorençato, Helena Galante e Saulo Yassuda Atualizado em 1 jun 2017, 14h20 - Publicado em 21 out 2016, 23h00

A edição especial VEJA COMER & BEBER São Paulo reúne 400 restaurantes. Abaixo, a seleção de cozinha variada:

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America: como conforto é a palavra de ordem entre os clientes por aqui, muita gente vai logo de delivery na hora de provar as receitas da rede. Ainda que a entrega costume ser eficiente, não se compara a qualidade dos pratos à dos servidos no salão, claro. Entradinha carregaaada de creme, o dip de espinafre gratinado acompanhado de torradas (R$ 29,90) é indicado para partilhar. Em porção de 220 gramas, o ribeye que vem com salada de repolho coleslaw e baked potato ao molho de queijos (servida mais para morna do que fumegante) ganha o nome de minuano (R$ 65,50). Antes sazonal, o hambúrguer deluxe (R$ 38,90, com batata frita) com queijo gruyère, cogumelos frescos salteados e maionese trufada entrou para o menu regular.

Aragon: É um sucesso a casa montada por Fernando Rios e seu pai, Rafael Rios (ex-Don Curro), com outros sócios. Em vez de ficar apenas na culinária espanhola, a dupla oferece também receitas portuguesas. Quem prepara os pratos (a maioria dá para dividir por duas pessoas) é o chef cearense Ivanildo Oliveira. Clássico da Espanha, o polvo à feira, aromatizado com páprica e acompanhado de batata, custa R$ 39,00. Servida junto de um espeto de berinjela, cebola, abobrinha e cenoura, a bem temperada paleta de cordeiro (R$ 152,00) é gigantona. Finalize com o toucinho do céu (R$ 16,00) em porção individual.

Arturito: embora quase não se veja no salão o rosto de Paola Carosella, ocupada com o reality culinário MasterChef Brasil, o Arturito está cada vez mais afinado. Lembra a época em que o restaurante foi seguidamente premiado por VEJA COMER & BEBER e sua cozinheira levou o título de chef do ano, em 2010. Brilham a empanada de escarola, ricota, nozes e parmesão (R$ 12,00 a unidade) e o peixe do dia na chapa com brócolis salteados, tahine e sumac (R$ 72,00). Também assado no forno, o ótimo ojo de bife brangus ao molho chimichurri tem a companhia de cebola tostada e farofa de ovo (R$ 86,00).

Arturito
Arturito

Batubara: o imóvel grandioso que já pertenceu ao extinto Fidel é o cenário da casa, que oferece uma boa seleção de carnes à moda argentina — os sócios do endereço também tocam a churrascaria Cabaña del Asado, em Pinheiros. Servido no ponto solicitado, o prime rib (R$ 90,00) ganha a companhia de arroz biro-biro, fritas e farofa. Do cardápio amplo, merece ser pedida ainda a moqueca (R$ 239,00), suficiente para três pessoas, preparada com peixes e frutos do mar.

Bistrô Charlô: depois de quase quatro anos, não é mais Chico Farah quem toma conta da cozinha desta casa do banqueteiro Charlô Whately. Antigo subchef, o jovem Gabriel Erbella assumiu o fogão. Não há alterações no menu, que traz sugestões de entrada como o polvo ao vinagrete imerso em azeite com um toque picante de pimenta dedo-de-moça (R$ 45,00). A costelinha tailandesa ao curry de legumes (R$ 65,00) é servida macia, macia, mas vez ou outra completamente sem sal. Na sobremesa, continua a estrela o pudim de leite com ameixa na calda de armanhaque (R$ 24,00), criado anos atrás por Charlô.

Bona: embora tenha surgido com a proposta de oferecer preços muito atraentes, o restaurante de Raúl Florenza se sofisticou e aumentou-os um pouco. Em seu arejado salão, são oferecidas caprichadas saladas como a de quinoa (R$ 34,00). Peixe do momento na cidade, a sororoca ganha a parceria de purê de abóbora (R$ 48,00). A costelinha de porco chega à mesa junto de um sedoso purê de batata (R$ 48,50), enquanto o arroz de pato (R$ 49,00) ficaria muito melhor sem o dispensável azeite de trufa. Servida separada da calda de frutas vermelhas, a cheesecake (R$ 16,00) é a pedida para a sobremesa.

Brado: instalada entre a Rua dos Pinheiros e a Avenida Rebouças, a casa tem um agradável ambiente com teto transparente, varanda e uma mesa comunitária lançada neste ano em frente ao endereço. Frequentemente, o chef Pedro Vita mexe no cardápio sem nacionalidade definida para incluir pedidas como o peixe bonito selado servido com espuma de shoyu, guacamole e chips de mandioca (R$ 58,00). Antes, um bom aperitivo é a lula salteada ao lado de creme de batata, ovo de gema mole e cubos de linguiça espanhola (R$ 29,00).

Brace Bar & Griglia: o nome do único restaurante com salão próprio do megaempório culinário Eataly pode confundir seus frequentadores. Afinal, trata-se de um lugar dedicado à arte do fogo, mas não é uma churrascaria. Embora a grelha comandada pela chef Ligia D’Andretta Karazawa seja essencial na maioria das receitas, o menu vem se mostrando mais variado. A burrata aparece na forma de uma salada com figo que passa pelo efeito das brasas (R$ 44,00). O pappardelle de produção própria recebe a companhia de frutos do mar com vistosos camarões e tenras lulinhas num molho de laranja e caldo de mexilhões (R$ 66,00). Entre os cortes bovinos, peça o ribeye de black angus em peça de 400 gramas (R$ 88,00). Vem com saladinha de folhas crespas e tomate confit para apaziguar a consciência na contagem calórica. O jardim de chocolate e framboesa em conserva é um agradável jogo de texturas com mirtilos e brotos na cobertura (R$ 28,00).

Caverna Bugre: o barulho intenso do lado de dentro do salão não nega: o restaurante fica na rota dos ônibus e carros da Rua Teodoro Sampaio. Numa linha antigona, a cozinha prefere a sustância à leveza nas receitas. Um delicado filé de pescada, por exemplo, é oferecido à parmigiana, com molho de tomate, catupiry e provolone (R$ 38,80). Os mesmos queijos aparecem no filé alpino (R$ 48,90), bife mergulhado no molho inglês e coberto também por copa. Para acompanhar os dois pratos, basta o arroz branco soltinho e uma porção extra de brócolis ao alho e óleo (R$ 16,20).

Cereja Flor Café Bistrô: paredes acolchoadas em tons de roxo cintilante, cadeiras banhadas em falso ouro, lustres de cristal e um piano de cauda no meio do salão. Da decoração à execução das receitas, não espere nenhum tipo de sutileza nesta casa do Tatuapé, que forma filas de espera em dias de semana. A paleta de cordeiro (R$ 71,00) ganha a companhia de uma gordurosa polenta com um cheiro de queijo grana padano, que quase passou longe do prato. De sobremesa, as gigantescas taças doces fazem o nível de glicose explodir. A versão de Oreo (R$ 48,00) junta um bolo de chocolate, ganache de chocolate branco, sorvete de creme, brigadeiro mole e marshmallow.

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Cha Cha: nas mãos do banqueteiro Charlô Whately, este misto de delicatessen e restaurante enche os olhos de quem entra nele. No térreo de um prédio comercial, uma vitrine oferece pedidas prontas desde o café da manhã. Dali, escolha uma ótima quiche do dia, como a de cogumelos com salada (R$ 36,00). A happy hour combina com os dadinhos de tapioca (R$ 22,00). Para uma refeição completa, vá de medalhão ao molho de mostarda, que chega rosadinho ao lado de gâteau de batata gratinada (R$ 52,00) seguido da adocicada torta caipira de banana (R$ 14,00).

ChefVivi: com grande sensibilidade para perceber tendências e imprimir sutilezas aos pratos para agradar à clientela, a chef Viviane Gonçalves desliza justamente em detalhes do seu último menu degustação proposto (R$ 180,00). Uma das entradas traz um pedaço tão grande de queijo da figueira, vindo da Fazenda Atalaia, que nem as cenouras quase cruas ou o mel evitam que o sabor fique enjoativo. No creme de ervilha fresca (R$ 44,00), a salsa de pimenta dedo-de‑moça e as raspas de limão-siciliano garantem o sabor fresco. Na lista de acertos, torça para o cardápio rotativo incluir o ótimo pato confitado com couve-flor, abóbora e redução de laranja (R$ 69,50) e um bolo quente de tâmara com açúcar mascavo e caramelo (R$ 21,00) de raspar o prato.

ChefVivi
ChefVivi

Chez Mis: emendar uma das boas exposições do Museu da Imagem e do Som com drinques e petiscos no salão de fachada envidraçada é um programa para lá de agradável. Tão agradável que a maior parte do público nem liga que o menu não surpreenda. Para entrada, há dadinhos de tapioca (R$ 22,00). Sim, você já os viu em muuuitos lugares. Mesmo um pouco oleosos, eles vão bem ao lado do chutney de pimenta adocicado. Depois, parta para o tartare de salmão temperado com cebola e coalhada acompanhado de salada e uma fatia de pão caseiro (R$ 53,00) ou o filé à milanesa servido ao lado de purê de batata e folhas de rúcula (R$ 61,00).

Chez Oscar: com múltiplos salões, cada um com sua personalidade, o endereço procura agradar a (quase) todos os públicos. O menu segue a mesma linha. Na entrada fresca de avocado com camarão e chips de batata-doce (R$ 39,00), falta uma dose mais corajosa de sal e outros temperos. Na normalmente infalível linha bife com batata frita, o bife ancho de 300 gramas sai por R$ 79,00. Uma sobremesa de jeitão infantil mas que os adultos também adoram é a banana split com sorvete Diletto, calda de chocolate mais farofinha doce (R$ 24,00).

Chou: quem chega para jantar aqui invariavelmente encontra uma fila — a demora é maior para ocupar as mesas no quintal, onde a decoração com fios de luzes convida a primeiros encontros e pedidos de casamento. Autora do recém-lançado Como Cozinhar Sua Preguiça, Gabriela Barretto investe em receitas simples, sem muitas etapas de preparação. Só na brasa, consegue um sabor defumado ao carapau grelhado com cabeça e tudo. Por cima do peixe, uma combinação de gengibre, pimenta-vermelha, limão-cravo e coentro no óleo de gergelim (R$ 65,00). Entradinhas para dividir, a exemplo dos lagostins (R$ 32,00) e do homus (R$ 17,00), e pratos de fogão, como o tagliatelle com bacon, raspas de limão e poejo (R$ 44,00), fazem qualquer um vencer a moleza e encarar com otimismo a espera.

Clementina Forno & Fogão: é uma versão mais arrumadinha daqueles botecos de PF. Em um minúsculo e ajeitado salão, servem-se as receitas triviais da chef Carolina Brandão. Da pequena lista fixa, desponta o bife ancho com manteiga de ervas junto de fritas e salada (R$ 40,00). Sem data certa para aparecer, o picadinho de coxão mole em pedaços grandes e fibrosos é cozido com cenoura e cogumelos-de-paris (R$ 35,00). Vem montado no prato com arroz, farofa e salada. Cheio de açúcar, o chamado sorvetão de leite em pó se mostra uma sugestão bem pop (R$ 15,00).

Cozinha 212: a alma desta casa aberta pela dupla Victor Collor e Stefan Weitbrecht na sede do extinto Beato é a grelha. Sobre brasas e à vista dos clientes, são preparadas ou finalizadas sugestões como a costelinha de porco (R$ 42,00) e o polvo com aïoli de óleo de linguiça espanhola (R$ 48,00). Entre os acompanhamentos cobrados à parte, há a abóbora com purê de alho (R$ 12,00). Para começar, escale os lagostins (R$ 36,00) ou o tartare de angus (R$ 32,00). O bolo com calda toffe de manjericão e mascarpone (R$ 20,00) arremata.

Empório Frutaria: este espaço múltiplo e charmoso deriva da quase vizinha casa de sucos Frutaria. Um único salão abriga o restaurante, a lanchonete e o mercadinho de comida e ingredientes orgânicos. Grande como um prato principal, a salada marroquina com queijo feta, hortelã, erva-doce, amêndoa e frutinhas asiáticas goji berries custa R$ 36,00. O steak de filé-mignon à cavalo (R$ 58,00) vem com o chamado ovo perfeito cozido com gema mole mais farofinha crocante e palmito pupunha sauté. O creme de tapioca com um cheiro discreto de cachaça e calda de maracujá (R$ 22,00) encerra bem.

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Era uma Vez um Chalezinho…: para desfrutar da melhor maneira possível um jantar por aqui, tenha em mente antes de sair de casa que as filas serão inevitáveis e os clichês românticos, infinitos. Caso esteja acomodado em uma das mesas dos jardins, aproveite para pedir a fondue de carne (R$ 152,00) no óleo com oito molhos da casa. Nos salões internos, são oferecidas versões de diferentes queijos combinados, que custam a partir de R$ 119,60. Para ostentar na sobremesa, há uma cara versão de chocolate, conhaque e pó de ouro comestível, por R$ 296,00. Todas essas pedidas satisfazem duas pessoas.

Esther Rooftop: fica na Praça da República a nova aposta culinária do chef e apresentador de TV Olivier Anquier. Em vez de oferecer um único prato como faz no Bistro l’Entrecôte d’Olivier, apresenta um menu variado sem pretensões gastronômicas neste estabelecimento montado com o irmão Pierre Anquier, o chef Benoit Mathurin e um investidor. A saborosa terrina da casa (R$ 32,00) lembra aquelas que se provam em bistrô da França. Sobre guisado de feijão-branco, o pernil de cordeiro vem em uma única fatia (R$ 58,00). O brioche caramelado e quentinho ganha a companhia de sorvete crocante (R$ 25,00). Instalado na antiga cobertura que foi residência de Anquier em um edifício tombado da década de 30, o ambiente chama a atenção pela vista privilegiada de um belo pedaço do centro.

A Figueira Rubaiyat: restaurante-cartão-postal, atrai clientes e mais clientes que querem se sentar sob a sombra de uma gigantesca e centenária figueira no salão da entrada. No cardápio estão receitas executadas pelo chef potiguar Francisco Gameleira. Logo que se consegue um lugar, chega à mesa o farto couvert (R$ 29,00), que inclui um dos melhores pães de queijo da cidade, além de itens variáveis como salmão ao vinagrete e franguinho morno com cebola assada. Do forno, sai o robalo na companhia de batata ao murro e aspargo (R$ 134,00). Nesta casa, também se provam boas carnes na grelha, entre elas o baby beef marmorizado com fritas suflê (R$ 141,00).

A Figueira Rubaiyat
A Figueira Rubaiyat

Galuska: nascido como o franco-italiano Rive Gauche Cuisine, o restaurante transformou-se, pelas mãos da sócia Ida Maria Frank, no Galuska, de cardápio variado. Na mudança, a cozinha passou a ser comandada por Tony Gualberto, ex-Vecchio Torino. Da casa italiana, o cozinheiro reproduz o nhoque no molho de tomate com queijo fontina (R$ 55,00). O cardápio traz ainda costelinhas suínas ao molho de pimenta com purê de mandioquinha (R$ 59,00). Para abrir a refeição, peça ostras frescas (R$ 29,00, meia dúzia).

Gardênia: no meio da parede lateral de tijolinhos pintados de branco, um quadro-negro tenta os visitantes na hora do almoço a pedir uma das cervejas disponíveis na casa, como a Madalena Weiss Premium (R$ 27,00), de trigo. Se estiver a passeio, renda-se ao copo acompanhado de uma entrada irresistível de tiras de berinjela levemente enfarinhada e frita finalizada com raspas de laranja (R$ 22,00). Um fio de mel de produção própria do restaurante numa fazenda em Itu dá um interessante toque adocicado. Queridinho do público, o macio corte do lombo de cordeiro vem junto de risoto de cogumelos al dente (R$ 55,00).

Ícone GastroRock: o menu, tocado a quatro mãos pelos chefs e sócios Roberto Satoru Shimabukuro e Alexandre Ortigoso, não sai do ritmo. Comece pelo ceviche de peixe branco com cebola-roxa, azeite cítrico, cubos de caju fresco e pimenta dedo-de-moça (R$ 40,00). Uma mistura de Japão e Coreia compõe o frango empanado karaague ao molho picante de kimchi (R$ 28,00). O saboroso atum, ou outro peixe do dia, vem envolto em gergelim e salpicado de amêndoa com purê de wassabi (R$ 64,00). Na sobremesa, caju confitado no uísque com pain perdu (R$ 25,00).

Insalata: a casa encontrou no salão informal e no cardápio descomplicado composto de saladas e pratos rápidos uma fórmula para agradar ao público. Se o dia está mais frio, muita gente foge do carro-chefe e fica nos dadinhos de tapioca (R$ 18,00) seguidos de um salmão grelhado (R$ 48,00). Só não espere muito de tortas como a de palmito (R$ 39,00), mais seca. É melhor ficar apenas na salada caprina de mix de folhas verdes com repolho-roxo, tomatinhos, pera, queijo de cabra e mel (R$ 44,50) e depois se permitir um sorvete com calda de chocolate meio amargo, chantili e farofa doce (R$ 20,00).

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Jacarandá: fundadora do charmoso restaurante com salão que circunda uma árvore antiga e esguia, a argentina Ana Maria Massochi vendeu o estabelecimento em setembro. Os novos proprietários não farão, ao menos por enquanto, alterações nem no cardápio nem na equipe. É torcer para que se mantenham boas receitas como as lulinhas na chapa salpicada de palha de batata (R$ 42,00), e o sorrentino de abóbora (R$ 46,00), um delicioso ravióli redondo num caldo denso de cogumelo shiitake com folhas de espinafre.

Kaá: falta constância à cozinha que funciona no belíssimo salão de pé-direito alto e com o jardim vertical mais impressionante da cidade. Mesmo com o chef executivo Massimo Barletti à frente do menu (o francês Laurent Suaudeau saiu recentemente), acontecem falhas como um lombo de bacalhau confitado salgado demais, servido com batata, tomate-cereja e azeitona no caldo de vôngole (R$ 87,00). É muito melhor a costela de angus guarnecida de risoto de açafrão (R$ 74,00). Para a sobremesa, peça uma versão de tarte tatin feita com pera e creme de amêndoa (R$ 25,00).

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La Frontera: depois da venda em setembro do Jacarandá, em Pinheiros, a sócia Ana Maria Massochi concentrou seus negócios na churrascaria Martín Fierro, na Vila Madalena, e nesta charmosa casa ao lado do Cemitério da Consolação. O menu sem bandeira e beneficiado pelos efeitos da grelha, inclui sugestões como o polvo tostado com arroz de tomate e grão-de-bico (R$ 65,00). De origem italiana e em porção míni, o agnellotti de rabada e limão-siciliano ganha molho de manteiga de ervas (R$ 19,00). Antes, prove a salada de abóbora assada, tomate desidratado, rúcula, queijo de cabra e avelã (R$ 27,00).

Las Chicas: não são mais duas as chicas que comandam a apertadinha e agradável casa. A chef Carla Pernambuco se desligou do negócio, agora nas mãos apenas de Carolina Brandão. Outra mudança: o bufê de almoço foi substituído por opções à la carte em sistema rotativo, entre elas o estrogonofe com batata palha. No self-service, há somente saladas que guarnecem as pedidas. O cardápio se altera no jantar e traz receitas fixas como o polvo com páprica picante e batata rústica (R$ 57,00). Um balcão deixa à vista as sobremesas, caso do pavê de goiabada e queijo mascarpone no copinho (R$ 14,00).

La Tambouille: as irmãs Carla e Claudia Bolla levam com brilho o restaurante herdado do pai, Giancarlo Bolla (1940-2014). No menu de sotaque franco-italiano um bom início é o colorido carpaccio de polvo (R$ 69,00). Ao lado de tagliolini fresco, a paleta de cordeiro vem com untuoso molho do próprio assado (R$ 133,00). Feito como manda a tradição, o tiramisu (R$ 42,00) vale cada caloria na sobremesa.

Limonn: escondido no quarteirão menos movimentado da Rua Manuel Guedes, o salão com bastante entrada de luz natural reserva boas surpresas no menu. Extensa, a seção de massas inclui uma meia-lua recheada de queijo de cabra e pistache (R$ 55,00). Para os fãs de uma receita de pegada portuguesa, há uma posta alta de bacalhau dourado no azeite com os acompanhamentos clássicos: batata, brócolis, cebola, ovo cozido e azeitona (R$ 79,00). As carnes são representadas pelo entrecôte na mostarda com redução de vinagre balsâmico e batata rústica (R$ 59,00).

Manioca: este filhote sem pretensões gastronômicas do excelente Maní fica nos fundos da Livraria Cultura. Sob a orientação dos chefs Helena Rizzo e Daniel Redondo, a equipe prepara receitas como o moderninho ceviche de peixe branco incrementado por raspadinha de tangerina com cachaça de jambu, coentro, pimenta dedo-de-moça e batata-doce (R$ 59,00). Rica em gordura, a costela de porco vai à mesa com mandioca e cebola na brasa (R$ 67,00). Ponto final na refeição? Mil-folhas crocante de banana (R$ 26,00). O espaço também funciona como café e fica aberto o dia todo.

Manioca
Manioca

Maria Escaleira: os nomes impronunciáveis dos pratos (ao menos para a maioria dos paulistanos) e a denominação de “restaurante polonês” podem sugerir um lugar de receitas muito diferentes. Mas o paladar da maioria das combinações nos é familiar. Dois exemplos: o croquete de batata e nozes servido com molho agridoce (R$ 21,50) e o filé-mignon suíno no molho de cogumelo, páprica e vinho com batata (R$ 37,00). Só não vale pedir o estrogonofe (R$ 36,00) e esperar a versão caseira brasileira. Menos cremoso, o picadinho é acompanhado de arroz e purê de batata com gergelim (R$ 37,00).

Max Abdo Bistrô: desde a inauguração, um saboroso detalhe do couvert (R$ 7,00) é difícil de esquecer: uma manteiga rosa, feita com morango. Ainda para abrir o apetite, vai bem o mix de cogumelos com geleia de pimenta (R$ 25,00). Trazido no ponto solicitado, o bife ancho alto vem acompanhado de escarola e palmito (R$ 61,00). Para um prato vegetariano, invista na berinjela à parmigiana com mussarela, parmesão e um toque inconfundível de ricota defumada (R$ 51,00).

Mercearia do Conde: é difícil não ser cativado pelo ambiente alegre e colorido. Basta olhar para o teto e observar divertidas peças de artesanato, quase todas à venda, como fadinhas, bandeirolas e outros penduricalhos. A chef e sócia Flavia Marioto se encarrega da cozinha com receitas de pegada criativa, ainda que a preços salgados. Boa combinação de sabores e texturas, o risoto de abóbora e carne-seca com folhas de mostarda (R$ 68,00) ganha ainda mais graça com a mandioquinha palha por cima. Versão “míni” do restaurante, o Condessa Bistrô (Rua Bueno Brandão, 66, ☎ 3842-5141) trocou de endereço no ano passado, mas permanece na Vila Nova Conceição.

Nattu: embora tenha uma pegada natureba como o próprio nome entrega, este não é um restaurante vegetariano. A maioria das receitas é preparada com ingredientes orgânicos. Pode-se começar com o steak tartare com uma gema crua de ovo de codorna na companhia de fritas ao alecrim (R$ 28,80). Outra entrada é o ceviche de peixe branco feito da maneira clássica peruana (R$ 26,80). De prato principal, vai bem a panelinha de camarão grelhado e ensopado no leite de coco com um toque asiático de capim-cidreira. Na parceria com arroz-cateto integral com brócolis salpicado de chia, custa R$ 54,80.

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Nou: talento inegável dos proprietários: conferir ao salão apertadinho um clima de sala de estar num encontro de amigos — mesmo quando a espera ferve e a fila se estende até a calçada. O público cativo volta para provar receitas descomplicadas como os bolinhos de arroz (R$ 19,00) e o steak tartare com fritas (R$ 42,00). No molho carregado de vinho tinto, o lombo suíno é servido ainda com polenta cremosa e folhas de agrião (R$ 44,00). Durante a semana, o menu executivo em três etapas custa R$ 39,90.

Obá: colorido, o restaurante do mexicano Hugo Delgado lembra uma residência. Enquanto beberica uma margarita (R$ 23,00), passe os olhos pelo cardápio, que inclui sugestões de México, Tailândia, Itália e Brasil. Pedida da terra natal do proprietário, as puntas de filete al chipotle (R$ 65,00) são tiras de filé-mignon em molho picante de tomate e pimenta chipotle com arroz, pasta de feijão-preto e tortilhas de milho.

Parigi: França e Itália se encontram no cardápio desta casa da grife Fasano. Há sugestões elaboradas sob a supervisão do francês Eric Berland, que está no comando desde a inauguração. Depois de entradas como a salada mista com lulinhas (R$ 66,00) e o creme de espinafre com ovo pochê (R$ 44,00), vai bem o pato assado no estilo do famoso restaurante Tour d’Argent, em Paris. Na preparação, a ave é prensada até perder todo o sangue. Custa 108,00 e vem na companhia de purê de batata. O suflê de chocolate com sorvete de baunilha (R$ 39,00) é obrigatório na sobremesa.

Paris 6: uma surpresa, a cozinha do Paris 6 teve uma melhora neste ano. Da lista interminável de pratos para atender a todo tipo de paladar e com sugestões dedicadas a celebridades que se tornou o cardápio do bistrô, é possível pinçar uma ou outra opção que não faz feio. É o caso do bife de fígado acebolado com arroz e fritas (R$ 62,00). A receita saiu do caderno de Jeanette Azar, mãe do proprietário Isaac Azar. Ainda que pudesse ser mais macio, o medalhão de filé com purê de banana à marcelo antony (R$ 78,00) também vale. Para os fãs, o grand gâteau de Ovomaltine (R$ 32,00) é a pedida. Um pouco acima no número 1159 da Rua Haddock Lobo, funciona o Paris 6 Vaudeville (☎ 2548-2790), de cardápio idêntico.

Paris 6 - Isaac Azar
Paris 6 – Isaac Azar

Pateo: o imóvel de pé-direito alto numa esquina da Rua Pamplona tem seus melhores lugares na varanda junto à rua, que, infelizmente, é muito barulhenta por causa do intenso movimento de carros. É um tal de ouvir o ruído da primeira marcha… No papel de aperitivo, o quarteto de míni-hambúrgueres (R$ 18,00) tem dois com blue cheeese e os outros com queijo prato. Opção sem erro, o polvo grelhado no forno espanhol Josper sai na companhia de mandioquinha ao murro, tomate assado e tapenade (R$ 59,00).

Praça São Lourenço: nos dias de sol, é o jardim arborizado que atrai primeiro as atenções do público que vem atrás do bufê de almoço (R$ 62,00, de segunda a sexta; R$ 107,00, nos sábados; R$ 116,00, nos domingos e feriados). De positivo, aparecem pedidas como a maminha braseada, a maçã ao curry e a couve-flor gratinada. Uma ou outra opção, no entanto, precisa de revisão, caso da salada de tomate, cebola-roxa e coentro, que costuma trazer folhas de rúcula murchas. No jantar, o lugar oferece apenas sugestões à la carte.

Ramona: se você procura um lugar descolado e que não fecha cedo, dê um pulo na casa. Em plena Avenida São Luís, agrada pelo ambiente escurinho e pelo som de Bob Dylan e Stones tocando ao fundo. O chef Bruno Fischetti prepara ótimos hambúrgueres e também faz pratos como o penne al dente com azeitona, catalonha, alcaparra, queijo grana padano e farofinha de pão (R$ 45,00). O devil cake equilibrado no açúcar traz duas pequenas fatias de bolo de chocolate bem escuro (R$ 25,00).

Ritz: imutável no Ritz, somente a porta giratória vermelha. O cardápio tem passado por frequentes alterações, e inclui agora uma seção que permite montar o prato. Cabe ao cliente escolher um grelhado, um molho e acompanhamento. Entre as combinações está o bombom de alcatra ao molho de pimenta com fritas (R$ 56,00). Sucesso nos anos 90, o sanduíche de milanesa bovina retornou ao cardápio. Leva mostarda, picles e maionese de produção própria (R$ 38,00). Dá direito a um acompanhamento que pode ser uma porção de crocantes bolinhos de arroz.

Ruaa: paredes de tijolos brancos e quadros em exposição dão atmosfera cool ao pequeno espaço. Esse ar descontraído, porém, não explica o serviço lento. Grandalhão, o bolinho de pernil com geleia de pimenta ganha pontos pela cremosidade (R$ 21,00, meia dúzia). A tenra bochecha suína ao molho teriyaki com purê de mandioquinha vem nos tamanhos pequeno (R$ 23,00) e grande (R$ 38,00). Dispense a torta de chocolate branco e frutas vermelhas (R$ 20,00), de massa bem grossa.

+ O melhor boteco da cidade

Skye: na cobertura do Hotel Unique. com uma vista linda da cidade, fica este território culinário do francês Emmanuel Bassoleil. O cardápio organizado pelo chef inclui uma saborosa salada provençal (R$ 65,00), versão da clássica niçoise feita com atum fresco quase cru, um ótimo ovo mollet, batata-doce assada, alface-romana, aspargo, rabanete, cenoura e milho em tamanho míni. Preparado com leveza, o clássico boeuf bourguignon (R$ 88,00) é banhado em um molho deliciosamente untuoso. Um toque de brasilidade aparece no creme brûlé de milho (R$ 20,00).

Solo Cozinha & Bar: depois de terem trabalhado juntos na Bráz Trattoria, Marcio Cardeal, responsável pelo atendimento, e Danilo Gozetto, comandante da cozinha, decidiram abrir essa casa bacana. Petiscos e entradinhas como a coxinha de pato (R$ 24,00, seis unidades) e o carpaccio de língua bovina com vinagrete de pimentões, cebola-roxa e agrião (R$ 19,00) formam uma caprichada entrada. Na seleção de bons pratos, não deixe passar a barriga de porco de pele crocante com quirera de milho e couve queimada (R$ 38,00). E não se preocupe se encherem seu copo de água filtrada o tempo todo. É uma cortesia.

Spot: são dois endereços sempre apinhados de gente bonita e descolada. O cardápio é organizado pelas sócias Maria Helena Guimarães e Lygia Lopes. Leve e irresistível, a terrine de queijo de cabra, pimentão vermelho e berinjela (R$ 39,00) leva molho de salsinha e alho. Banhada em um delicioso molho agridoce, a costelinha vem macia e descolando do osso (R$ 38,00 ou R$ 46,00). De acompanhamento, vai bem o purê de batata com alho-poró (R$ 28,00). Uma dose de glicose é conferida pelo suflê de doce de leite com sorvete de doce de leite (R$ 31,00).

O salão badalado do Spot
O salão badalado do Spot

Tavares: tem algumas mesinhas na calçada e um salão bonito, com móveis de design. Executivos predominam no almoço enquanto o jantar é adorado por turmas gays. Todos vão em busca das saborosas receitas do menu. O tajine de cordeiro (R$ 71,00), um cozido de origem marroquina,vem acompanhado de caponata e cuscuz. Para uma pedida levinha, a salada de grãos, frango e frutas secas sai a R$ 34,00. Quentinho e bem molhado, o pudim de brioche (R$ 18,00) adoça o paladar antes do café.

TonTon: é o território do chef Gustavo Rozzino. Pedida para o começo da refeição, o discotuna (R$ 44,00) aparece como círculos de massa folhada entremeados de maionese da casa e ovas de peixe-voador, com uma posta de atum selado. Uma saladinha complementa a entrada. O orichiette com polvo, linguiça, tomate e brócolis segue a linha terra e mar (R$ 49,00). Não deixe de pedir o bolo de figo seco com sorvete de nata e calda toffee (R$ 19,00).

Vinoteca & Sushi Empório Santa Maria: instalado no mezanino do Empório Santa Maria, o restaurante tem dupla personalidade. Não à toa, há dois cardápios. Um deles lista as especialidades japonesas do chef Cris Mori, entre elas um ótimo temaki de atum (R$ 26,00) e sushis por unidade, como o de salmão maçaricado (R$ 14,00). Do lado “vinoteca”, dá para harmonizar os pratos de inspiração europeia com alguns dos 48 rótulos de vinho em taça. No almoço, além do sushi há apenas bufê variado (R$ 69,90; R$ 79,90, nos fins de semana).

011 Gastronomia: o salão fica no fim de um longo corredor. Ao passar por ele, avista-se a cozinha envidraçada na qual trabalha o chef Gustavo Goussain. Durante a semana ao meio-dia, ele monta menu executivo (R$ 39,00), que muda a cada dia. Entre os pratos principais, uma gordice saborosa: a panqueca recheada de chili picante de pimenta vermelha e tostada no forno. No jantar e nos fins de semana, há opções à la carte como o caprichado nhoque de tangerina ao ragu de costela (R$ 49,00). Com o suco da mesma fruta, o chef prepara o brigadeiro salpicado de raspas de limão e um toque de sal capaz de despertar a felicidade (R$ 12,00).

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