Avatar do usuário logado
Usuário

Os chefs que revolucionaram a cozinha paulistana

Confira como o prêmio mudou a vida desses profissionais premiados por VEJA COMER & BEBER entre 1999 e 2015

Por Mônica Santos 21 out 2016, 23h00 | Atualizado em 20 jan 2022, 10h03
VejaCB-TomasArthuzzi-0265-FINAL
VejaCB-TomasArthuzzi-0265-FINAL (Veja São Paulo/)
Continua após publicidade
Os chefs que revolucionaram a cozinha paulistana Priorizar nos meus resultados Google

Entre 1999 e 2015, dez cozinheiros foram eleitos o chef do ano – alguns casos, em mais de uma ocasião. A trajetória desses profissionais, de certa forma, se confunde com a trajetória da cozinha paulistana. Veja como o troféu ajudou a consolidar a carreira de cada um deles e, de quebra, como eles ajudaram a colocar a cidade de São Paulo entre os principais destinos gastronômicos do mundo.

+ Rodolfo De Santis, o chef do ano em 2016

Laurent Suaudeau – O cozinheiro francês, que nunca se limitou a reproduzir as receitas de seu país, foi eleito o número 1 em duas ocasiões, à frente de restaurantes que levavam o seu nome, ambos já fechados. Permanecem na memória seus pratos cheios de originalidade, que exibiam o bom uso de ingredientes regionais brasileiros. Atualmente, Laurent se dedica a consultorias e à Escola da Arte Culinária Laurent, que ele criou em 2000 para formar novos talentos.

Erick Jacquin – A fama chegou para o cozinheiro francês muito antes do MasterChef Brasil. De 1999 a 2004, ele era a estrela do extinto Café Antiqüe. Carismático desde sempre, ia de mesa em mesa apresentando sugestões como foie gras, escargots, lagostins… e também o até hoje desejadíssimo petit gâteau. Em 2007, aos 42 anos, o chef nascido no Valedo Loire ganhou mais uma vez otítulo. À frente de seu restaurante na época, o extinto La Brasserie Erick Jacquin, ele se mostrava cada vez mais preciso na elaboração de receitas autorais. O lugar fechou em 2013, deixando dívidas em torno de1 milhão de reais. Atualmente, ele é consultor do Le Bife e do Tartar&Co.

Salvatore Loi – O casamento com o Fasano durou quase treze anos, tempo suficiente para Loi ser eleito duas vezes e lançar modas como a fregula, massa típica da ilha da Sardenha, onde ele nasceu. Depois de deixar a grife, em 2012, Loi passou por dois restaurantes antes de abrir, em maio deste ano, uma nova casa com seu nome.

Continua após a publicidade

Alex Atala (D.O.M. e Dalva e Dito) – O paulistano da Mooca levou o primeiro dos cinco títulos em 2002,conquistando paladares com combinações consideradas ousadas atéh oje, entre elas o foie gras no vinagre balsâmico com baunilha, iguaria que ele, em seguida, baniu do menu. Três anos depois, quando foià festa de VEJA COMER & BEBER para buscar o seu segundo troféu, já era uma celebridade admirada internacionalmente. Mas ele não parou por aí: dempre atento às mais arrojadas técnicas culinárias, Atala foi o grande responsável pela valorização de ingredientes regionais, entre eles o palmito pupunha, e mantém-se até hoje como modelo para aspirantes a chef apaixonados por gastronomia de vanguarda. Em 2009, além de brilhar no D.O.M., passou a inventa rmoda no Dalva e Dito, onde há clássicos brasileiros como porco na lata.

Tsuyoshi Murakami (Kinoshita) – Figura singular, trabalhou em Tóquio, Nova York e Barcelona antes de aterrissar em uma casa simples da Liberdade, que desapareceu em 2007 — naquela época, Murakami já se destacava. A carreira decolou no ano seguinte, quando ele se associou a Marcelo Fernandes para abrir o Kinoshita.

Continua após a publicidade

Helena Rizzo (Maní) – A cozinheira que trocou a carreirade modelo por estágios culinários no Brasil e na Europa, entre eles no premiado El Celler de Can Roca, na Espanha, domina técnicas arrojadas como poucos. Tudo é posto em prática no Maní, cujo cardápio ela assina com o ex-marido, Daniel Redondo, chef do ano de 2015.

+ Seis talentos revelados por VEJA COMER & BEBER

Paola Carosella (Arturito) – A cozinheira argentina faz as melhores empanadas da cidade e é a jurada maisquerida do MasterChefBrasil. Seu talento culinário, porém, chamou atenção muito antes. Chef do ano em 2010, serve pratos cheios de sabor, nos quais a qualidade dos ingredientes fica em primeiro plano.

Continua após a publicidade

Rodrigo Oliveira (Esquina Mocotó) – Não bastasse revisar com sabedoria as receitas nordestinas do cardápio montado pelo pai no Mocotó, ele deu novo status à culinária nacional com pratos autorais, entre eles o consagrado dadinho de tapioca e a costelinha de javali com cuscuz de milho.

Jefferson Rueda – Inventor da chamada cozinha ítalo-caipira, o cozinheiro de São José do Rio Pardo consagrou-se no Attimo ao criar pratos italianos desabor quase rural. Saiude lá para montar o bem-sucedido A Casa do Porco Bar.

Daniel Redondo (Maní e Manioca) – O espanhol chegou aqui com Helena Rizzo, que conheceu no El Celler de Can Roca, e a parceria no Maní continua após o fim do casamento deles, em 2014. No menu, ele deixa sua marca em receitas espanholas como o arroz-bomba com linguiça e lagostim.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

Revista em Casa + Digital Completo
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Completo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês