22 botecos bons de copo e petisco São Paulo
Saiba quais são os endereços campeões e os participantes da categoria na edição especial de 30 anos de VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER
Um lugar descontraído para petiscar, onde a cerveja gelada não pode faltar. Assim são os botecos, que têm versões para todos os gostos na cidade.
Entre eles está o Bar do Luiz Fernandes, eleito o Melhor Boteco por VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER. Fundado em 1970, o endereço segue com o clima dos primórdios, com mesas de metal e banquetas de plástico.
Veja, a seguir, as melhores sugestões da capital paulista selecionadas pelo guia anual de gastronomia da Vejinha, que completa 30 anos em 2026.
Confira os vencedores e participantes estrelados:
O Bar do Luiz Fernandes honra as origens sem viver do passado. Fundado em 1970 pelo casal Eduardo e Idalina Fernandes, hoje com 89 e 87 anos, o endereço foi crescendo pouco a pouco e é tocado por um dos filhos do casal, Luiz Eduardo Fernandes, desde 2005 na direção.
Hoje, o anfitrião labuta lado a lado no bar com duas das filhas: a nutricionista Carol, de 29 anos, na linha de frente da operação (e também responsável por uma unidade de menu distinto na Avenida Engenheiro Caetano Álvares, 5470), e a administradora Clara, de 25, no marketing e nas redes sociais. Com a chegada das meninas, o botequim ficou mais profissionalizado. Mas quem vai ao bar encontra o mesmo clima de botequim dos primórdios: mesas de metal, banquetas de plástico e um anfitrião boa-praça passando de mesa em mesa (Edu, no caso).
O bolinho de carne (R$ 13,00) é saboroso, mesmo que às vezes venha compactado. É o quitute mais antigo do bar, que todo ano tem lançamentos. O bolinho caipira (R$ 14,00), do ano passado, traz na massa de farinha de milho carne moída com um toque de gorgonzola. Em março, chegou o virado (R$ 14,00), de tutu de feijão-vermelho, copa-lombo, linguiça defumada e couve na forma de bolota, entregue no pratinho sobre purê de banana-da-terra e com ovo de codorna por cima.
São receitas “encomendadas” por Edu à cozinha, assim como os disputados pê-efes servidos nos almoços de sexta (R$ 48,00) e de domingo (R$ 54,00). Das caipirinhas, peça a de limão “com pouco açúcar”, como indica a car – ta, feita com cachaça baiana (R$ 25,00). Com 56 anos de serviços boêmios prestados e dois prêmios de VEJA COMER & BEBER pelos bolinhos, o Bar do Luiz Fernandes recebe, pela primeira vez, o título de Melhor Boteco da cidade. Mais que merecido.
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Rua Augusto Tolle, 610, Mandaqui, ☎ 2976-3556 (220 lugares). 16h/23h (sex. a partir das 12h; sáb. 12h/20h; dom. 12h/18h; fecha seg. e ter.). ⑥ (R$ 40,00). → Aberto em 1970.
Nascido há 64 anos, o boteco segue sob o comando da família Nozoie, que honra o legado do fundador, Luiz Nozoie (1930-2024). A iluminação em excesso e os recortes de revista nas paredes ajudam a dar a atmosfera de pé-sujo. Há quem prefira se aboletar no balcão de fórmica e tem quem goste mais das mesinhas com cadeiras dobráveis.
A depender da hora, pode-se conseguir algum petisco frio do dia, caso do camarão-rosa ao vinagrete (a partir de R$ 35,00). Dos tachos e fritadeiras de Márcia Nozoie, filha do fundador, pulam delícias como a manjubinha (R$ 30,00, dez unidades) e os bolinhos de massa de milho com bastante queijo holandês no recheio (R$ 9,00 a unidade).
Também de estilo caseiro são os rissoles (R$ 6,00 a unidade), com recheios de carne, camarão ou muçarela. “Cuidado, a azeitona é com caroço”, alertam os atendentes. Acompanha bem os petiscos a caipirinha de caju e limão (R$ 30,00) ou a batida de maracujá (30,00), conservada em garrafa PET. As cervejas geladas de 600 mililitros custam a partir de R$ 20,00.
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Avenida do Cursino, 1210, Jardim da Saúde, ☎ 5061- 4554 (40 lugares). 17h30/22h (sáb. 12h/17h; fecha dom.). Aberto em 1962.
3º Ó pro Cê Vê
A expressão em mineirês do nome entrega a origem do bar, inspirado em botecos de Belo Horizonte. O mentor desse projeto é o chef Bruno Perial, natural da capital mineira, em parceria com os sócios do Xepa, bar-restaurante que fica do outro lado da rua. A freguesia se acomoda no salão bem iluminado por lâmpadas brancas ou se espalha nos assentos na calçada, mais agradáveis de se estar. Um pão de queijo feito pelo anfitrião, de massa molinha e saborosa, pode ganhar recheios como pernil desfiado (R$ 25,00).
Bem dourado, o chamado frango safado (R$ 38,00) é salpicado de farofinha de paçoca. Direto da estufa, podem ser escolhidas outras atrações mastigáveis, como a carne de panela (R$ 29,00) e o saboroso feijão-tropeiro (R$ 22,00), que só mereceria uma gema mais cremosa no ovo frito que vem por cima. As cervejas (a partir de R$ 17,00, 600 mililitros) chamam atenção na hora do beberico, assim como os drinques sem frescura do bartender Diogo Sevilio, caso do conto do vigário (R$ 20,00), de cachaça envelhecida e cordial de acerola e abacaxi.
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Rua Jaguaribe, 520, Santa Cecília, ☎ 96172-5857 (30 lugares). 16h/23h (qui. a sáb. até 0h; dom. 12h/20h; fecha seg. e ter.). Aberto em 2025.
Confira os estabelecimentos participantes:
A casa é comandada por duas mulheres. A portuguesa Rosa Brito supervisiona os fogões, e a filha paulistana Daniella Brito cuida da administração — e sempre rola um pitaco de uma na área da outra. O menu é variado, mas vale mesmo pelas receitas de origem portuguesa. Muito bom, o bolinho de bacalhau pode ser unitário e alongado (R$ 12,90) ou vir em tamanho menor, em porção de seis gorduchos acepipes (R$ 30,00). Não deixe de provar a ótima pimenta da casa com eles. O pescado também pode aparecer em versões como a zé do pipo (R$ 230,00, para dois), em lascas, sob purê de batata e cebola frita na companhia de arroz soltinho. Quem não liga para uma caipirinha adocicada e aparentemente inofensiva pode ficar com a da rosinha (R$ 34,90), de uva-niágara, limão e gengibre, feita com vodca.
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Rua Caravelas, 374, Vila Mariana, ☎ 5572-2571 e 99394-3506 (70 lugares). 11h/22h (sáb. e feriados até 18h; fecha dom.). ⑥ (R$ 30,00). Aberto em 1992.
Ainda que os botecos se configurem no estilo mais simples de bar, nem sempre a conta sai barata, ainda mais em São Paulo. O Adega Habibi, botequim árabe aberto em abril de 2026 por alguns dos sócios do Standing Sushi Bar, é uma exceção. Em um calçadão, serve em marmitas de alumínio pedidas como o homus com beterraba (R$ 20,00), o tabule de polvo (R$ 34,00), o quibe cru coberto de quibe salteado, tabule, coalhada e cebola frita (R$ 38,00), o espeto de frango shish taouk (R$ 18,00)… Para beber, além do chope (R$ 9,99), há um spritz de romã (R$ 19,99), criado em parceria com a Companhia dos Fermentados, leve e fácil de tomar.
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Avenida Brigadeiro Faria Lima, 272, Pinheiros. Não tem telefone. 11h30/23h30 (sáb. a partir das 12h30; fecha dom. e seg.). ⑥ (R$ 45,00). → Aberto em 2026.
O território do boteco, premiado como o melhor da categoria em 2025, é indicado pelas mesas de latão na calçada. Não raro, o freguês é cumprimentado pelos sócios Thiago Pereira (bartender) e Thiago Maeda (chef), que se revezam entre este boteco, o bar vizinho Koya88 e o japonês Yug. Para alternar com a cerveja em garrafa (a partir de R$ 16,00), há drinques da casa simples e bons, como o cajá sour (R$ 33,00), uma batidinha de cachaça de jambu, purê de cajá, calda de hortelã e cítricos. O bolinho de arroz de tomate (R$ 30,00, cinco unidades) seria muito melhor com uma casquinha mais crocante e uma massa menos compactada. Foi mais negócio ficar com o chamado quiabinho de Seoul (R$ 32,00), quiabos na chapa cobertos com molho de missô, pimenta fermentada coreana e amendoim.
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Rua Frederico Abranches, 197, Vila Buarque, ① Santa Cecília, ☎ 3500-2080 (48 lugares). 16h/23h30 (sex. e sáb. a partir das 12h; dom. 13h/19h). ⑥ (grátis). Aberto em 2021.
Parece muito um botequim da velha guarda, embora tenha sido fundado só em 2023. Fica em um imóvel antigo que mantém as marcas do passado, como o piso de ladrilhos. A casa ganha pontos pelos petiscos que fogem do lugar-comum. O virado à paulista sando (R$ 36,00) é um sanduíche no pão francês que leva tiras de bisteca suína, tutu de feijão, banana frita, couve-manteiga e picles de cebola-roxa. De inspiração japonesa, o menchi katsu karê (R$ 23,00) dá nome ao bolinho de carnes bovina e suína, empanado e frito, servido sobre molho de karê, o curry japonês. Quem prefere drinques pode ficar com o mojito de umbu (R$ 34,00), mix de rum, polpa de umbu, limão-taiti, hortelã e toque de tônica.
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Rua Camaragibe, 131, Barra Funda, ☎ e 96855-1782 (45 lugares). 17h/23h (sáb. a partir das 13h; dom. 13h/20h; fecha ter. e qua.). ⑥ (R$ 50,00). → Aberto em 2023.
O bar que foi fundado pelo saudoso botequeiro profissional Gilberto Abrão Turibus (1957-2025), o Giba, segue concorrido, sobretudo nas mesas externas que tomam conta dos dois lados da calçada. Antes vetado (convicções do finado anfitrião), o cardápio físico hoje fica logo na porta e até impressiona os que não sabiam que era tão extenso. Quem conhece a casa bem pede direto os pastéis em tamanho médio, gostosuras de lá, como os de camarão cremoso e os de carne moída (R$ 71,80 a porção de oito).
Gonzagão dá nome à saborosa porção de carne de sol desfiada com cebola, mandioca (bastante), abóbora e batata-doce cozidas e farofa (R$ 131,00). As cervejas de 600 mililitros (a partir de R$ 23,50) costumam imperar nas mesas da freguesia animada, composta sobretudo de grupos na faixa dos 40 ou mais. Versões de caipirinhas como maracujá e limão agradam ao pessoal (com Espírito de Minas e copo alto; R$ 43,50).
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Avenida Moaci, 574, Moema, ☎ 5535-9220 (140 lugares). 17h30/0h (sáb. a partir das 13h; dom. 12h/19h; fecha seg.). ⑥ (R$ 45,00). → Aberto em 1987.
Um dos melhores botecos da Mooca, é tocado por Chiquinho Pascifal e Didi Fernandes, sempre dispostos a cumprimentar a numerosa clientela. A galera do bairro aparece para petiscar os pastéis bem recheados em tamanho médio (R$ 99,90, dez unidades), com recheios de carne moída, muçarela, palmito, carne-seca e camarão, sempre com a parceria de vinagrete. Outra tradição na casa é a porção de moela ao molho de tomate (R$ 75,90), macia. No brinde, o público se divide entre cascos de cerveja (de R$ 21,90 a R$ 23,90) e caipirinhas bem-feitas (a partir de R$ 39,90). Lá pertinho fica a Choperia do Quintal (Rua Valentim Magalhães, 255, Mooca), dos mesmos donos.
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Rua Lituânia, 454, Mooca, ☎ 3807-6371, 99558-0030 (120 lugares). 17h/1h (sáb. a partir das 12h; dom. 12h/20h; fecha seg.). ⑥ (grátis). → Aberto em 2012.
Montada em uma atraente esquina da Barra Funda, com uma esplanada cheia de mesas, a casa da chef Manuelle Ferraz remete às origens do restaurante dela, A Baianeira, finalista da categoria Melhor Brasileiro neste ano. Hoje, em um portentoso espaço no Masp, o A Baianeira nasceu com a mesma simplicidade do botequim, naquela região da Zona Oeste. O sucesso de público é tamanho que foi até montado um balcão na área externa para atender quem quer ficar bebericando em pé ou esperar por uma mesa. Além das cervejas em garrafa (a partir de R$ 18,00, 600 mililitros), há opções de drinques simples, como o mel de cupuaçu (vodca com infusão da fruta e melado de cana; R$ 36,00), facinho de tomar. Macio, o croquete de carne-seca (R$ 34,00, quatro unidades) ajuda a tapear o apetite. Quem aparece nas tardes de sábado pode provar a boa feijoada (R$ 69,00).
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Rua Lavradio, 235, Barra Funda, 98867-3379 (60 lugares). 18h/23h (sáb. até 0h; dom. 12h/17h). Aberto em 2024.
Misto de boteco e restaurante, a casa de Léo Gomes e Manoel Cícero atrai famílias e grupos de amigos a uma esquina da Mooca. A origem cearense da dupla é homenageada no cardápio, bem variado, onde se destacam pedidas nordestinas. O baião de dois úmido, na companhia de bifinho de carne de sol, mandioca frita e pedaços grandes de cebola-roxa crocante, dá para duas pessoas (R$ 145,00). O caldo de camarão (R$ 33,00) é outro acepipe que acompanha bem os bebericos. Há por volta de 300 rótulos de cachaça (a partir de R$ 12,90 a dose), que podem render boas caipirinhas como a variação de seriguela na época da fruta (a partir de R$ 38,00). Na vizinhança, o Boteco Ouro Verde (Rua do Oratório, 1613, Mooca, ☎ 2966-5963) pertence aos mesmos sócios.
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Rua do Oratório, 1750, Mooca, ☎ e 2084-0508 (120 lugares). 17h/1h (sáb. a partir das 12h; dom. 12h/23h; fecha ter.). ⑥ (R$ 55,00). → Aberto em 2018.
Cuidadosamente construído para parecer um botequim antigo, o espaço com balcões de fórmica clarinha é tocado pelos chefs Júlia Tricate e Gabriel Coelho, que pela casa arremataram o prêmio de Melhor Boteco em 2023. Agora com parte também disponível por delivery, o cardápio tem um quê de criativo, embora seja baseado em receitas tradicionais. A deliciosa versão do buraco-quente é um sanduíche aberto montado em uma metade de pão francês coberta de carne moída ao molho de tomate, gratinado com muçarela e gorgonzola (R$ 38,00). Também merece ser devorado o croquete de carne de panela (R$ 22,00 a dupla), carnudo e acompanhado de aïoli. Em vez das cervejas em garrafa grande, o bar aposta em chope (R$ 14,00) e drinques como a caipirinha verdinha de coentro (R$ 32,00). Dedicado aos grelhados, o Quintal De*Primeira (Rua Aspicuelta, 268, Vila Madalena, ☎ 3819-8682) opera do outro lado da rua.
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Rua Aspicuelta, 271, Vila Madalena, ☎ 2362-9455 (40 lugares). 12h/23h (sex. e sáb. até 0h; dom. até 19h; fecha ter.). ⑥ (R$ 80,00). → Aberto em 2022.
O boteco, que tem entre os sócios o bartender-astro-das-caipirinhas Deusdete Neris de Souza, o Souza, virou rede. Além do ponto de esquina na região da Pompeia, mantém uma unidade na Vila Leopoldina e, em junho, ganhou a filial da Vila Romana. A estrela é a caipirinha, em uma infinidade de variações — como às vezes elas vêm doces demais, vale pedir moderação no açúcar. Há das versões mais “tradicionais”, como caju com limão (R$ 38,00, com cachaça), às mais diferentonas, caso da de geleia de goiaba, abacaxi e coco queimado (R$ 45,00, com vodca). Para variar, vale ficar com o bom chope (R$ 13,90) na tulipa. As coxinhas têm bastante requeijão misturado ao frango desfiado (R$ 33,00 o trio). Uma pena que o molho de pimenta seja industrializado.
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Rua Coronel Melo de Oliveira, 1066, Pompeia, ☎ 2538-1861 (160 lugares). 17h/23h30 (sex. e sáb. a partir das 12h; dom. 12h/19h; fecha seg.). ⑥ (grátis a primeira). Mais dois endereços. → Aberto em 2018.
As mesas ficam todas do lado de fora, naquela região de Santana chamada Santa Teresinha. São ocupadas por casais e grupos que petiscam acepipes de peixes e frutos do mar propostos pelo sócio Rodrigo Einsfeld e pelo chef peruano Franco Fernandez. Para honrar as origens, o titular faz ceviches bem temperados (R$ 47,00 o só de peixe). É só uma pena que o único pescado branco utilizado seja a tilápia. Das sugestões calientes, tem uma casquinha de siri cremosa (R$ 18,00) e os camarões cobertos de catupiry e empanados (R$ 55,00, seis unidades do tamanho GG), bem bons. É bem cotada a caipirinha da casa: cachaça com maracujá, limão-cravo e mel de abelha-uruçu (R$ 38,00). Na esquina do outro lado da rua, Einsfeld abriu em fevereiro o Kadoya (Rua Luís Antônio dos Santos, 349, ☎ 97086-7071), um boteco japonês.
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Rua Itaici, 161, Santana, ☎ 95395-0688 (40 lugares). 12h/23h (ter. a partir das 17h; dom. até 18h; fecha seg.). Aberto em 2025.
Fórmula bem-sucedida se replica, não é verdade? E o Moela, surgido em 2020 numa esquina-quase-sem-salão de Santa Cecília, mas com calçadas abarrotadas de gente em pé (ah, tem quem sente também), seguiu esse movimento. Hoje são três casas, a mais recente aberta na Vila Mariana, em dezembro de 2025. O cardápio de deliciosos bolinhos vendidos por unidade segue firme. Um ou outro pode dar ruim às vezes, é verdade, como o de camarão (R$ 15,00), com pedaços quase não encontrados do crustáceo.
Bem melhor é o torresmo de orelha de porco (R$ 27,00), em tirinhas gostosamente crocantes para provar com vinagrete de laranja, prato disponível apenas na unidade caçula. O chamado berinjiló é uma das opções frias: conserva de berinjela e jiló (R$ 21,00) em que pouco dá para saber quem é quem, porque tudo está envolto em um molho de chili ardido e adocicado. O bom caju-amigo (R$ 38,00) e a caipirinha clássica com cachaça da casa (R$ 30,00) funcionam como alternativas à cerveja (a partir de R$ 16,00). Embora não seja mais dono do Zé Bolim, em Santa Cecília, o grupo mantém ainda o Sururu, na Barra Funda, e o novíssimo Braseiro Bom Bom, em Pinheiros (Rua Marcos Azevedo, 102).
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Rua Canuto do Val, 136, Santa Cecília, ① Santa Cecília, ☎ 2385-2144 (20 lugares). 14h/0h (seg. a partir das 16h; sáb. a partir das 12h; dom. 12h/20h). Mais dois endereços. Aberto em 2020.
Com mesas na calçada e salão pequeno e rústico, o boteco, aberto em outubro de 2025, tem um diferencial: um piano no salão. De sexta a domingo, o instrumento costuma ser utilizado em apresentações de MPB, jazz e blues, que invadem a calçada (o couvert custa R$ 24,00). Para beber, aposte em long necks (a partir de R$ 14,00) e vinhos (a partir de R$ 95,00). Na cozinha, o sócio Bruno Mendonça investe em peixes e frutos do mar. A bochecha de prejereba empanada e servida com molho de maracujá e mostarda fermentada (R$ 40,00) também está disponível no modo sanduíche no brioche (R$ 42,00). Vôngole ao vinho branco e alho (R$ 35,00) e conservas variadas (de R$ 16,00 a R$ 30,00) se mostram outras boas opções mastigáveis.
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Rua Caetés, 482, Perdizes, ☎ 98687-5212 (40 lugares). 18h/23h30 (sáb. 12h/0h; dom. 12h/18h; fecha seg. a qua.). ⑥ (R$ 35,00). Aberto em 2025.
As conversas da animada galera precisam conviver com o barulho de locomotivas sobre trilhos — o bar fica de frente para a linha do trem na Barra Funda. Embora tenha um pequeno salão, é a calçada o lugar cativo da maioria dos grandes grupos que aparecem ali. Os pedidos devem ser feitos no caixa, e o garçom leva tudo até os convivas. Da ala líquida, são bem cotados a cerveja em garrafa (a partir de R$ 19,00, 600 mililitros) e os drinques como a batida docinha de pé de moleque (R$ 16,00). A cozinha capricha em pitéus como o macio coração de galinha com tempero à moda asiática de gochujang, alho, gengibre e açúcar (R$ 39,00).
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Rua Luigi Greco, 222, Barra Funda. Não tem telefone (35 lugares). 18h/23h30 (sex. até 0h; sáb. a partir das 14h; dom. 14h/21h; fecha seg. e ter.). → Aberto em 2025.
Montado em uma antiga mercearia, ao lado de uma praça, o bar tem toda uma atmosfera de antigamente, com um piso e um balcão dos velhos tempos. Tocada por membros da mesma família, a casa serve receitas simples, mas do tipo que buscamos em botequins, como o pastel, que não precisa ser um batido de carne ou queijo, mas de jiló com queijo meia cura (R$ 38,00, quatro unidades). Além das cervejas em garrafa (a partir de R$ 21,00, 600 mililitros), é possível ir de coquetéis clássicos como o negroni (R$ 42,00). De quarta a sexta, passou a abrir para almoço com um cardápio de pê-efes.
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Rua Maria Otília, 110, Tatuapé, 96977-5701 (45 lugares). 11h30/15h e 19h/0h (sáb. 12h/0h; dom. 12h/18h; fecha seg. e ter.). ⑥ (R$ 50,00). Aberto em 2016.
O boteco tem as paredes repletas de itens relacionados ao futebol: fotos, camisas, ingressos, flâmulas… Tanto esse espaço interno quanto a calçada costumam ficar entupidos de uma galera acima dos 30 anos — futebolistas ou não — que tem à disposição cervejas em garrafa (R$ 22,00, 600 mililitros), chope (Brahma, R$ 14,90) e caipirinhas bem-feitas com cachaça goiana (R$ 32,00). O cardápio mordiscável é caprichado tanto na seleção de petiscos como na de pratos. A carne de panela é macia e servida com um bom molhinho (R$ 48,00). A casa tem uma filial com mais sugestões do mar, o São Cristóvão Regatas (Rua Wisard, 161, Vila Madalena, ☎ 2365-1440). Também do mesmo dono, o Simpatia 105 é dedicado às pequenas porções (Rua Simpatia, 105, ☎ 3819-0978).
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Rua Purpurina, 370, Vila Madalena, ☎ 2691-3858 (110 lugares). 12h/1h (dom. e seg. até 23h). ⑥ (R$ 60,00). → Aberto em 2000.
A antiga filial do Bar da Adelaide, de Jaú, perdeu parte dos sócios e virou Sardosa Bar em setembro de 2025. Segue com clima interiorano, tanto na Vila Leopoldina quanto na unidade inaugurada em junho na Vila Madalena, com armários que lembram os de farmácia antiga. O chope Brahma é muito bem cuidado e aparece gelado na caldeireta com um creme espesso por cima (R$ 12,50). Os beliscos evocam a culinária caipira e, pouco a pouco, os menus das duas unidades serão unificados. Uma delícia, o bolinho de quirera tem massa de milho, bastante muçarela por dentro e crosta de canjiquinha crocante (R$ 44,00, seis unidades).
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Rua Carlos Weber, 1750, Vila Leopoldina, ☎ e 97659-0326 (200 lugares). 12h/15h e 17h/0h (sex. e sáb. sem intervalo; dom. 12h/19h30; fecha seg.). ⑥ (R$ 50,00). →; Rua Aspicuelta, 42, Vila Madalena, 97659-0326 (140 lugares). 12h/15h e 17h/0h (sex. e sáb. sem intervalo; dom. até 19h). → Aberto em 2025.
Em uma região mais residencial que boêmia, o Sarjeta tem mais de 90% das mesas na calçada e ocupadas por um público fiel na faixa dos 40 anos. Entre os sócios, estão nomes como Cassiano Rubi, do Lolla Meets Fire, e o criador de conteúdo gastronômico Gabriel Gasparini, o Gaspa, do Fueda Bar, em Pinheiros. A cozinha é caprichada e, como manda a cartilha dos bons botecos, os bolinhos podem ser pedidos por unidade. É o caso da croqueta de rabada (R$ 13,00). Corte usado cada vez mais nos menus da cidade, o cupim é defumado, desfiado e disposto sobre coalhada com cebola marinada com sumac e uva-passa (R$ 58,00), numa combinação fresca e que lembra o Oriente Médio — é até servido com pão pita. As gargantas são umedecidas com caipirinhas como a de tangerina e maracujá (a partir de R$ 40,00). O serviço precisa de uma boa melhorada.
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Rua Álvaro Rodrigues, 459, Brooklin, ☎ e 98878-8341 (90 lugares). 12h/23h (dom. 12h/18h; fecha seg.). ⑥ (R$ 50,00). Aberto em 2020.
É a versão praiana dos bares da rede Moela, que pertence aos mesmos donos. Com uma bancada generosa e mais mesas na parte interna (em comparação aos botecos-irmãos), a casa está instalada muito perto do Theatro São Pedro e não raro tem um fervinho em frente. Servido por garçons de jeitão beeem informal, o cardápio está repleto de petiscos de pescados. Podem ser sugestões frias do balcão ou quentinhas diretamente da cozinha, como o caldo de peixe (R$ 13,00) no copo americano. São boas opções para acompanhar a cerveja gelada (a partir de R$ 16,00 a garrafa de 600 mililitros).
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Rua Barra Funda, 197, Barra Funda. Não tem telefone (70 lugares). 16h/0h (sáb. a partir das 12h; dom. 12h/20h). Aberto em 2024.
Embaixo de um prédio residencial numa rua movimentada de Santa Cecília, a casa tem feito sucesso entre o público do bairro. Como o bar é pequenino, com apenas 19 lugares no salão e mais mesas na calçada, tem-se a impressão de que está sempre cheio. A jornalista Mílibi Arruda Figueiredo cuida do atendimento e ajuda o marido, o chef Pedro Galante, na cozinha. Enxuto como o ambiente, o cardápio sugere um bom frango frito (R$ 39,00), úmido no interior, servido com creme de amendoim, ketchup e maionese de gochujang. A caipirinha (R$ 22,00), disponível só na versão clássica de limão e pinga, está entre as melhores do bairro.
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Rua Martim Francisco, 162, Santa Cecília, ① Santa Cecília, ☎ e 97280-7864 (19 lugares). 18h/23h (sáb. a partir das 17h; fecha dom. a ter.). → Aberto em 2025.
Eis um endereço que reside no coração boêmio de muitos moradores da cidade — e de turistas também. A freguesia se espalha entre o salãozinho no imóvel de esquina, o original, e a casa vizinha, onde cabem grupos maiores. As variações de caipirinhas costumam sair no capricho desde os primórdios, como maracujá e limão-taiti (R$ 30,00, com cachaça Janaína), e fazem tabela com o chope fresco e de espuma cremosa vindo na tulipa (R$ 12,50). Produzidas em escala para atender a tanto público, as coxinhas têm recheio cremoso e branquinho de frango e catupiry (R$ 10,00 a unidade) — no número 70 da mesma rua há até uma loja dedicada ao petisco. O filé aperitivo (R$ 75,00) vem em tirinhas no molho suave e untuoso de gorgonzola.
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Rua Conceição Veloso, 54, Vila Mariana, ① Ana Rosa. Não tem telefone (180 lugares). 17h/23h30 (sex. até 23h45; sáb. 15h/23h45; dom. 15h/22h; fecha seg.). ⑥ (R$ 130,00). Aberto em 2005.







