Cantinas e trattorias para saborear boas massas

Do tradicional ao moderno, saiba onde encontrar as melhores receitas regadas a molho

Os restaurantes italianos são queridinhos entre os paulistanos. Fazem parte dessa categoria as clássicas cantinas, como Jardim de Napoli e Famiglia Mancini, endereços tradicionais que servem pratos fartos e adaptados ao paladar do paulistano.

Junto a essa leva, vêm as trattorias modernas, que conquistaram os corações do pessoal que gosta de sair para comer fora em São Paulo. É o caso da Moma Modern Mamma Osteria, premiada na edição especial VEJA COMER & BEBER. 2017/2018

Conheça abaixo cantinas tradicionais e trattorias modernas para comer boas massas.

Basilicata: o restaurante, instalado no piso superior da padaria centenária, tem o pão como um item quase essencial em muitas de suas receitas. Na forma de farinha de rosca, serve para empanar douradas lulas frescas (R$ 39,00). No terreno das massas, o tortelloni com recheio de queijo cacciocavalo, semelhante ao provolone, com molho de tomate (R$ 47,00), resulta num prato tão delicioso quanto calórico.

Bráz Trattoria: parmigiana do menu executivo

Bráz Trattoria: parmigiana do menu executivo (Ricardo D'Angelo/Divulgação)

Bráz Tratorria: com cara moderna e industrial, o ambiente se torna acolhedor ao provar os pratos clássicos e as ótimas pizzas. Bom exemplo, a cacio e pepe leva mussarela, queijo peccorino e pimenta do reino (R$ 53,00 individual; e R$ 85,00 grande). Dos pratos, a parmigiana com espaguete bianco, servido sem molho (R$ 72,00), também faz sucesso. Durante a semana, o almoço executivo com salada, pizza individual e sobremesa custa R$ 46,00.

lo3d1636-jpg.jpeg Buttina: espaguetine de cacau, vai bem servido ao molho de queijo mascarpone e presunto cru

Buttina: espaguetine de cacau, vai bem servido ao molho de queijo mascarpone e presunto cru (Mario Rodrigues/Veja SP)

Buttina: com dois endereços na cidade, a trattoria de Filomena Chiarella do Shopping Morumbi Town tem espaço mais moderno e um cardápio menor do que a matriz. Clássicos de Filó, como a fundadora é conhecida, estão disponíveis na casa. É o caso do espaguetine de cacau ao molho de queijo mascarpone e presunto cru (R$ 56,00).

Cantina do Piero – Il Vero: o restaurante recebe os clientes com couvert composto de fatias largas de pão italiano, manteiga e pastas típicas (R$ 12,50). De prato principal, o capelete grande mergulhado em caldo suave de frango, trazido à mesa numa travessa metálica (R$ 49,50) é uma boa pedida.

Don Pepe Di Napoli: as porções generosas do restaurante por vezes servem mais do que o indicado. É o caso da perna de cabrito servida com batatas coradas e brócolis (R$ 189,00) – indicada para duas ou três pessoas, pode servir mais integrantes da família. Fresquinho como poucos, o filé de peixe do dia à fiorela (R$ 93,00), surpreende.

Rotoli do restaurante Etto: canelone de ricota e espinafre no molho de tomate

Rotoli do restaurante Etto: canelone de ricota e espinafre no molho de tomate (Clayton Vieira/Veja SP)

Etto: com jeitão de trattoria moderna, os pratos da casa seguem a linha clássica. A berinjela à diavola (R$ 33,00) vem com um ragu de carne deliciosamente ardido. O rotoli (R$ 53,00) é um canelone de ricota e espinafre no molho de tomate nada ácido. Para finaliza, a receita do merengue de café tem sabor intenso (R$ 21,00).

Lasanha do Famiglia Mancini: massa verde entremeada de carne moída

Lasanha do Famiglia Mancini: massa verde entremeada de carne moída (Leo Martins/Veja SP)

Famiglia Mancini: uma das cantinas mais charmosas da cidade, tem como uma de suas maiores atrações o tentador e caro bufê de antepasto (R$ 130,00 o quilo). Pedida sem erro é a lasanha de massa verde com carne moída (R$ 128,00). As porções servem três paladares com tranquilidade. Por isso, os casais costumam levar uma quentinha ao fim da refeição.

Friccò Ristorante: do italiano Sauro Scarabotta, o endereço localizado dentro de um pequeno empório se tornou um lugar certeiro para provar charcutaria. O lombo defumado, bresaola e porchetta aparecem em porção mista (R$ 55,00) para petiscar na companhia dos pães de produção própria. Na lista de pratos, sempre mutante, pode aparecer risoto arbóreo com salame artesanal, creme de abóbora e batata (R$ 59,00).

Hospedaria: risoto com legumes orgânicos, ovo mole e costelinha de porco

Hospedaria: risoto com legumes orgânicos, ovo mole e costelinha de porco (Welligton Nemeth/Divulgação)

Hospedaria: comandado pelo chef Fellipe Zanuto, dono também da Pizza da Mooca, o restaurante possui um almoço executivo (R$ 49,00) de terça a sexta, com as mesmas sugestões do cardápio regular. Os pratos de destaque são o risoto de imigrante, com legumes orgânico, ovo mole e costelinha de porco (R$ 48,00), e o bife à milanesa, servido com salada de batata temperada com maionese de produção própria (R$ 48,00).

 Il Sogno di Anarello: último restaurante da figura mítica na história das cantinas paulistanas, o italiano Giovanni Bruno (1935-2014), tem em seu cardápio um clássico: o molho romanesca – que, acredita-se, é uma criação do próprio Bruno. Leva creme de leite, cogumelo-de-paris, ervilha e presunto cozido e cobre massas como o agnolotti verde recheado de ricota, passas e nozes (R$ 80,00). Uma gentileza: o estacionamento é gratuito.

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Linguine de camarão: no Jamie’s Italian, acompanha erva-doce, pimenta dedo-de-moça e rúcula crocante (Fernando Moraes/Veja SP)

Jamie’s Italian: boa pedida principal: espaguete alla norma, com berinjela, manjericão e pimenta dedo-de-moça (R$ 29,00). Outro prato com grande saída é o linguine de camarão, acompanhado de erva-doce, pimenta dedo-de-moça e finalizado com rúcula crocante (R$ 69,00).

jardim-de-napoli.jpeg Polpettone: prato famoso do Jardim de Napoli, é recheado com mussarela e regado com muito molho de tomate

Polpettone: prato famoso do Jardim de Napoli, é recheado com mussarela e regado com muito molho de tomate (Mario Rodrigues/Veja SP)

Jardim de Napoli: eleita em 2017 a melhor cantina, é conhecida pelo polpettone frito recheado de queijo mussarela (R$ 48,00 individual. R$ 66,00 para dois), coberto sempre por uma quantidade generosa de molho de tomate. A casa acerta ainda no capelete de carne moída bem soltinha (R$ 62,00), que não precisa mais do que molho ao sugo e parmesão ralado para ficar no ponto.

La Pasta Gialla: uma das sugestões mais saborosas da rede de restaurantes é uma criação do extinto La Vecchia Cucina, do chef Sergio Arno: raviolli recheado com mussarela e molho pomodoro (R$ 64,00). Ainda na linha nostálgica, há uma massa que saiu de moda mas continua uma delícia: o rondelli de presunto e queijo com molho branco e molho de tomate gratinado (R$ 59,00).

La Pergoletta: uma rotisseria fundada pelo italiano Elia Saganti originou esta cantina famosa pelos lados do Tatuapé. Com um sabor bem intenso que lembra o de tempero industrializado, o caldo de galinha com bons capeletes de carne imersos custa R$ 49,00 e serve duas pessoas. O espaguete mais grosso servido ao molho de tomate com lagosta (R$ 98,00, para dois) é a melhor pedida.

Lellis Trattoria: o lugar de decoração folclórica — vide as uvas de plástico e as cabeças de alho pelo salão — é frequentado por turistas e famílias que conhecem a casa de longa data. Os garçons fazem as vezes de fotógrafos a pedido da clientela enquanto servem pedidas como o ravióli recheado com mussarela de búfala, molho de tomate, cubos de filé mignon, rúcula e tomate seco (R$ 143,00, para dois).

Pizza marguerita Margherita: sabor tradicional da pizza da Maremonti Trattoria & Pizza

Margherita: sabor tradicional da pizza da Maremonti Trattoria & Pizza (Tadeu Brunelli/Veja SP)

Maremonti Trattoria & Pizza: com vocação pizzaiola, a rede tem versões individuais (R$ 38,00 a margherita), além das clássicas de oito pedaços. O pappardelle napoletano (R$ 79,00 individual. R$ 126,00 para compartilhar), ao molho de tomate fresco, linguiça e carne bovina, cozido por oito horas, chega depois de uma salada. A fumegante lasanha bolonhesa clássica com molho abundante (R$ 119,00, para duas pessoas) esquenta os dias frios.

Tiramisu do Moma – Modern Mamma Osteria

Tiramisu do Moma – Modern Mamma Osteria (Ligia Skowronski/Veja SP)

Moma – Modern Mamma Osteria: queridinha das trattorias modernas, apresenta clássicos preparados de maneira renovada: Paulo Barros (ex-Italy) e Salvatore Loi (ex-Fasano e ex-Salvatore Loi) trabalham a quatro mãos. O campeão de pedidos na casa é o pici com ragu de linguiça e cogumelo porcini, servido com queijo grana padano (R$ 57,00). Termine a refeição com o tiramisu (R$ 25,00) com delicioso toque de café, como manda a receita original.

Nello’s: com decoração relacionada ao cinema, a cantina atrai casais e famílias. Massas como o tonnarelli são produzidas na casa, e envolvidas em molhos saborosos, como o clássico à matriciana (R$ 41,00). Para um prato aquático, a truta grelhada ao molho de limão-siciliano vem guarnecida de batata sautée (R$ 52,00).

Espaguete à carbonara: pancetta, queijo pecorno e ovo, do restaurante Pasquale

Espaguete à carbonara: pancetta, queijo pecorno e ovo, do restaurante Pasquale (Ligia Skowronski/Veja SP)

Pasquale: os clássicos italianos, em especial do sul da Itália, são os preferidos do chef Pasquale Nigro, nascido na Puglia. Bom começo, o prato de antepastos (R$ 159,00 o quilo) pode reunir caponata, lascas de bacalhau no azeite e berinjela desfiada. Entre as massas, tem grande saída o espaguete à carbonara preparado com ovo, pancetta e pimenta (R$ 48,00).

Roma Ristorante: o espaguete à carbonara (R$ 67,00) daqui leva bastante creme de leite, como é costume em muitas cantinas paulistanas que adaptaram receitas italianas à sua moda — e conquistaram um público fiel. No almoço executivo, há uma versão de lasanha gratinada com molho branco por R$ 51,00. Uma porção mais caprichada ao molho de tomate está no menu regular por R$ 68,00, e a com bolonhesa R$ 70,00.

Roperto: é difícil dizer não às fatias de pão italiano com sardela e outras pastas (R$ 12,00 a R$ 14,00) — mas fique de olho para não exagerar e perder o apetite para as fartas porções para duas pessoas. No caso das opções frescas, o fettuccine verde de manjericão vai bem ao molho napolitano (R$ 75,00). O filé que leva o nome da casa vem com ervilha, palmito, batata cozida e rodelas de linguiça frita (R$ 120,00).

Arancino: servido em dupla no Spadaccino

Arancino: servido em dupla no Spadaccino (Divulgação/Veja SP)

Spadaccino: para começar, na trattoria tocada por Paula Lazzarini, o arancino recheado de carne (R$ 23,00 a dupla) cai bem. De vez em quando, dá para ver no mezanino um funcionário todo enfarinhado a produzir as massas que vão ao prato, caso do ravióli de abóbora ao pesto (R$ 47,00). Um ou outro envelope de massa não chega bem vedado, é verdade, mas costuma agradar ao paladar.

Taormina: a casa só funciona no almoço, em esquema de menu completo por um preço fixo, e as opções costumam sempre mudar. De entrada, pode aparecer batata com gorgonzola e raspas de amêndoa e uva passa. O fusilli fresco ao molho de tomate e linguiça calabresa se mostra tentador, de raspar o fundo do prato com pão. De segunda a sexta, o combo custa R$ 54,90 ou R$ 64,90 (com camarão); aos sábados, domingos e feriados, o preço sobe para R$ 79,90.

Zena Caffè: o renomado chef Carlos Bertolazzi é o mentor das receitas da moderna trattoria. É quase impossível pular o coelho ao vinho branco com azeitona e pinhole; R$ 67,00). Uma boa sobremesa é o latte dolcce fritto (bastões de leite empanados, fritos e polvilhados de canela com doce de leite; R$ 23,00).

Coelho assado ao vinho branco: servido com batatas e pinholes no Zena Caffè

Coelho assado ao vinho branco: servido com batatas e pinholes no Zena Caffè (Leo Martins/Veja SP)

 

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