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Notas Etílicas - Por Saulo Yassuda

Por Saulo Yassuda Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
O jornalista Saulo Yassuda cobre cultura e gastronomia. Faz críticas de bares na Vejinha há dez anos. Dá pitacos sobre vinhos, destilados e outros assuntos

Dia do Bartender: A história dos profissionais premiados pelo COMER & BEBER

Saiba mais sobre Lula Mascella, Chula e Gabriel Santana, os três nomes destacados pelo guia em 2023, 2022 e 2021

Por Saulo Yassuda Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 out 2023, 14h51 | Atualizado em 4 out 2023, 15h07
Homem de camiseta branca e boné sorrindo atrás de balcão de bar segurando um drinque na mão direita e desenhos de drinks na mão esquerda.
Lula Mascella: bartender do ano em 2023 (Ligia Skowronski/Veja SP)
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Sempre que há um bar aberto, é Dia do Bartender, esse ou essa profissional que prepara coquetéis e põe em prática a boa hospitalidade (sem contar aquela função informal de terapeuta, que ouve nossas lamentações). No Brasil, há uma data certa para celebrar: 4 de outubro (há, ainda, o 24 de fevereiro, o Dia Mundial do Bartender). Aproveito, então, para dar um viva a essa galera que (na enorme maioria das vezes, rs) me recebe muito bem.

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Abaixo, conto a história dos três últimos profissionais que receberam o título bartender do ano pelo guia VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER. São eles: Lula Mascella, que mergulhou na profissão só depois de abrir o próprio bar, o Picco; Chula, argentina que escolheu São Paulo como morada ao topar cuidar do Cineclube Cortina; e Gabriel Santana, que fez escola em hotéis de luxo na Europa mas não deixa a boa informalidade de lado no Santana Bar e no novo Cordial.

O bonito de ver é que esse trio põe luz nas equipes que coordena, e isso é fundamental. Ser bartender, ainda, é uma função que precisa ser muuuito valorizada. Lutemos para que seja.

 

Lula Mascella

Dono do título bartender do ano da edição de 2023 do guia VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER, lançada no último dia 28, Lula Mascella, 32, está à frente do bar Picco, em Pinheiros, que levou o prêmio de bar de drinques na mesma publicação. Com três amigos, o então designer abriu o endereço no fim de 2016. Naquela época, servia apenas misturas consagradas preparadas de maneira ligeira. A primeira carta autoral chegou só em 2018, após os pedidos de clientes fiéis e sócios. Com o tempo, o trabalho dele evoluiu — e muito. Uma prova disso é a pizza que virou drinque chamada de marguerita. Leva tequila, molho de tomate clarificado, limão-siciliano, xarope de agave, manjericão, orégano e água de muçarela de búfala. E não é que fica muito bom? A nova carta, repleta de misturas clarificadas, merece ser explorada. A vocação gastronômica já parecia estar no DNA de Lula. Desde os 15, ele dava expediente nos estabelecimentos do pai, o empresário Luiz Mascella, hoje já fechados: a pizzaria Ritto, o italiano Osteria Ritto e o boteco BarDe, todos na Vila Leopoldina. Em 2021, Lula e os sócios abriram outro bar, o Nu i Cru, na Casa das Caldeiras.

 

Chula Barmaid - Cineclube Cortina
Chula, no Cineclube Cortina (Ligia Skowronski/Veja SP)
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Chula

A argentina Chula — ou Chula Barmaid —, de 36 anos, vem deixando sua marca em diferentes endereços da cidade. Fez a consultoria para Matiz, Trópico, Bar Alto, Futuro Refeitório, Cortés Asador… Mas foi pelo Cineclube Cortina, no Centro, o bar revelação de 2022 pelo COMER & BEBER, que ela levou o prêmio de bartender do ano no guia do ano passado. A carta será renovada na semana que vem, e vale ficar de olho, pois a profissional é cheia de criatividade. Um dos segredos de Chula é o uso de técnicas das artes cênicas por onde passa. A bartender fez um curso técnico de teatro ao terminar o colégio e passou a investir nessa seara dentro do mundo do bar. A história de Chula em São Paulo começou em 2018, quando assumiu o Bar dos Arcos, onde permaneceu até junho de 2021. Havia decidido ir embora da cidade, mas não aguentou: acabou voltando um ano depois. Antes, passou ainda por bares portenhos importantes, como o Nicky Harrison, e trabalhou com nomes como Tato Giovannoni. De tempos em tempos, viajou pelo mundo e passou por balcões de Uruguai, Índia, França e Espanha, entre outros

 

O bartender Gabriel Santana sentando sobre uma cama segurando nos dedos um martini.
Gabriel Santana, à frente do Santana Bar e do Cordial (Ligia Skowronski/Veja SP)

Gabriel Santana

O bartender paulistano Gabriel Santana, 35, conquistou o título de bartender do ano pelo COMER & BEBER em 2021. Na mesma edição, seu então recém-aberto Santana  Bar levou o troféu de melhor bar de drinques da cidade. O endereço continua na elite do setor etílico, sobretudo pela execução de clássicos de forma impecável, mas agora Gabriel se divide com outro bar: seu novo Cordial, no Centro, com misturas mais simples e feitas de forma mais expressa, de bonita apresentação. Cheio de simpatia, o anfitrião recebe bem o público. O talento e a cortesia foram lapidados na Suíça, onde passou oito anos em Genebra a trabalhar em hotéis de luxo. Depois de uma longa temporada no exterior, voltou a São Paulo em 2017 para cuidar do balcão do extinto Benzina, um bar com jeitão de balada e drinques caprichados, que durou até 2020, na Vila Madalena. Mestre de concursos, Gabriel venceu a etapa brasileira da copa dos coquetéis World Class em 2019 — e já havia ganho a regional suíça em 2017.

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