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Blog do Lorençato

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O editor-executivo Arnaldo Lorençato é crítico de restaurantes há mais de 30 anos. De 1992 para cá, fez mais de 16 000 avaliações. Também comanda o Cozinha do Lorençato, programa de entrevistas e receitas no YouTube. O jornalista é professor-doutor e leciona na Universidade Presbiteriana Mackenzie

9 restaurantes autorais que fazem de SP uma capital mundial da gastronomia

Saiba quais são os endereços campeões e os participantes da categoria na edição especial de 30 anos de VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER

Por Arnaldo Lorençato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 set 2026, 12h00
Uma tigela branca com caldo escuro e fatias de cogumelos e um bule de vidro com cogumelos brancos no topo, sobre uma superfície escura
Capelete in brodo à brasileira: tortellini recheado de castanhado-pará em caldo de zimbro e cogumelo (Ligia Skowronski/Veja SP)
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Um exercício constante de criatividade, a cozinha autoral é uma digital de chefs que imprimem sua marca a menus que mudam a cada temporada. Não à toa, dois deles levam neste ano as três estrelas máximas do Guia Michelin, coisa que VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER, sabe faz tempo. Campeão da categoria, o Evvai tem as cinco estrelas máximas do guia anual da Vejinha desde 2023. Segundo colocado, o Tuju, estreou sua nova fase em novo endereço também com as cinco estrelas máximas também há três anos.  Na edição do guia anual, que celebra 30 anos, estão reunidos os nove melhores endereços que você conhece a seguir.

Confira os vencedores e participantes estrelados:

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1º Evvai

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pernil suíno laqueado com abacaxi (Tadeu Brunelli/Divulgação)

Uma refeição no Evvai é um enfileirar quase só de sutilezas reunidas em um menu degustação (R$ 1 650,00). Por trás de cada receita está um trabalho meticuloso de Luiz Filipe Souza, o Chef do Ano por VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER, e de uma equipe afiada.

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A refeição autoral ítalo-brasileira começa com um camafeu azul colorido com espirulina, que recebe na cobertura ostra combinada a cambuci e pepino.

Em vez de pão, a bruschetta leva na base uma placa de merengue, em bela apresentação. Sobre ela, vai atum, tomate lactofermentado em hidromalte e uma guirlanda de miniflores.

Naquele clima de festa vintage no visual, a barquete traz na cobertura garum de garoupa com tinta de lula, tartare de lula, creme azedo de limão-caipira e caviar uruguaio (sim, as ovas são indefectíveis no que se chama hoje de fine dining).

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Palmito pupunha laminado se transforma em um rigatoni banhado por um molho clarificado de açaí com creme de amêndoa obtido no ultracongelador da máquina Pacojet (um tiquinho menos desse complemento o deixaria formidável, como os demais pratos).

Item essencial nos cardápios do cozinheiro, a bomba de vieira, inspirada em uma receita do chef Niko Romito, aparece com escolta. Quente e na forma de um cestinho frito, fino e crocante, é recheada de pasta do molusco, lardo artesanal e ovas italianas de truta.

Chega ao lado de uma concha feita das aparas desidratadas e fritas da viera — molusco que também vira tartare depois de marinar por doze horas em alga kombu — sobre molho agridoce de goiaba (Romito usa tomate). Um espetáculo para os olhos e o paladar.

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O creme de bobó ao azeite de dendê e açafrão é coroado por um tartare de camarão defumado e também por um inteiro na brasa mais a farofa gelada de coco e coentro. Servido em uma xícara coberta por espuma de mandioquinha e um crocante feito com ela, o cappuccino de bacalhau confitado em azeite da Mantiqueira tem o realce poderoso do tucupi preto.

Ainda do mar, o robalo no vapor recebe uma emulsão de sururu e mexilhão com purê da parte verde do alhoporó. A galinha, ou melhor, o peito dela, tem seu sabor projetado pela adição de rodelas de quiabo refogadas e dadinho de cotechino.

Um capelete in brodo à brasileira e vegetariano: esse é o tortellini com recheio esplêndido de castanha-do-pará em caldo de zimbro e cogumelo.

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É a melhor etapa da refeição. Tratada como se fosse um peito de pato com capa fina de gordura, a picanha do churrasco nacional ganha um molho de beterraba para encerrar o extenso capítulo salgado.

A partir daqui, os holofotes vão para Bianca Mirabili, a Chef de Confeitaria do Ano. O sorvete de iogurte ganha espuma de mel de abelha emerina, que tem um ataque ácido que enfeitiça o paladar.

Há ainda uma reinterpretação do creme de papaia com cassis, com sorvete, marshmallow e crocante da fruta, tudo com calda do licor francês. E mais: o duo de cacau e cupuaçu, que é um bolinho de chocolate intenso com cremes de chocolate 60% e cupuaçu.

Acabou? Só depois dos docinhos sobre gelo como picolé de pistache, bombom romeu e julieta e cremino de amendoim, além de frutas frescas. Um retoque a fazer? Sim, uma sequência um pouco menor, para que se possa desfrutar os pratos em toda sua plenitude.


Avaliação
: EXCELENTE (✪✪✪✪✪)
Rua Joaquim Antunes, 108, Jardim Paulistano, tel. 3062-1160 (51 lugares). 19h/23h (sáb. também almoço 12h/15h; fecha dom. e seg.). Taxa de rolha (R$ 451,00). Tem acessibilidade.  Aberto em 2017. $$$$

2º Tuju

Prato gourmet com tentáculo de polvo grelhado, batata palha, molho cremoso e folhas verdes, servido em um prato branco sobre uma mesa de mármore verde
Polvo ao molho de ouriço: no menu de aniversário (Ligia Skowronski/Veja SP)

Um restaurante que surpreende pelo impacto do projeto arquitetônico. Uma ousadia ainda maior está presente na cozinha sazonal, com a direção do chef Ivan Ralston, que tem como base uma pesquisa desenvolvida por sua mulher e sócia, Katherina Cordás, responsável também pelo atendimento. Quebrando a sequência de menus por ciclos do ano, está em cartaz desde 18 de agosto uma degustação que celebra os dez anos do Tuju — como a primeira versão do Tuju abriu em 2014 e a atual, nove anos depois, descontaram-se os dois anos de fechamento por causa da pandemia. “São releituras dos melhores pratos de toda a história do Tuju”, explica Katherina. Duas delas estavam na brilhante temporada que acaba de se encerrar: o marisco branco em uma sopinha fria de coco com folhas de limão kaffir, que reverberam de maneira discreta a Tailândia, e amendoim; a outra é o polvo ao molho de ouriço, este também na forma in natura, junto de um mil-folhas de cebolão, crocante de quinoa e o trio de plantas rosinha do sol, salicórnia e beldroega do mar. O menu custa R$ 1 650,00.

Avaliação: EXCELENTE (✪✪✪✪✪)
Rua Frei Galvão, 135, Jardim Paulistano, tel. e WhatsApp 91899-0002 (35 lugares). 19h/22h30 (fecha dom. e seg.). Taxa de rolha (R$ 480,00). Tem acessibilidade. Aberto em 2023. $$$$

3º D.O.M. 

Prato gourmet com dois raviólis verdes, um aberto mostrando o recheio, guarnecidos com talos de aipo e folhas de salsinha, sobre um prato preto com borda ondulada, em uma mesa de madeira rústica
Ravióli de tapioca recheado de ervilha-torta no caldo de tucupi: vegano (Ligia Skowronski/Veja SP)

A mais recente e exponencial degustação criada por Alex Atala, secundado pelo chef-executivo Geovane Carneiro e pelo sub-chef Romario Rodrigues, se intitula Quando a Onça Bebe Água. Sem amarras, passeia pelos cinco biomas onde pode ser encontrado o maior felino brasileiro. A exceção é o caviar beluga iraniano, adicionado com brilho a um doce de coco verde. A sequência em mais nove etapas traz receitas como o ravióli de tapioca vegano, que vem com recheio de ervilha-torta e mergulhado em caldo de tucupi e ervas, servido frio. De uma beleza extrema, o creme de cará com ouriço-do-mar e espirulina coberto por uma lâmina de dashi é hipnótico ao olhar. De sobremesa, há o excelente e ótimo sorvete de louro infusionado com leite, coberto por espuma de chocolate com “pedras” de cupuaçu, chocolate branco e uísque mais “terra” de cacau. Da gentil equipe de salão, vale destacar o serviço de vinhos do sommelier Luciano Freitas. O menu custa R$ 1 150,00 e, com harmonização, sobe para R$ 1 930,00.

Avaliação: EXCELENTE (✪✪✪✪✪)
Rua Barão de Capanema, 549, Jardim Paulista, tel. 96918-9947 (66 luga res). 12h/15h e 19h/21h (sáb. só jantar; fecha dom.). Taxa de rolha (R$ 200,00). Tem acessibilidade. Aberto em 1999. $$$$

Confira os estabelecimentos participantes:

Casa Rios

Como havia acontecido com o Cepa, o chef Rodrigo Aguiar também trouxe o Casa Rios do Tatuapé para a região de Pinheiros. O restaurante, que nasceu como Rios há uma década, está no novo endereço desde março de 2026. Mesmo com a mudança, o cozinheiro continua com receitas que se beneficiam dos efeitos da brasa. Nada é excepcional, mas se come bem por lá. Assado com precisão, o peixe do dia (garoupa ou cherne, entre outros) sai da grelha de pele bem tostada para ganhar a companhia de vagem holandesa e quiabo tostados com pinhole (R$ 119,00). A torta de queijo de textura cremosa (R$ 45,00), preparada agora com queijo de ovelha em vez do de vaca, continua no cardápio e vem com cobertura de goiabada. 

Avaliação: BOM(✪✪✪) 
Rua Deputado Lacerda Franco, 478, Pinheiros, tel. e WhatsApp 2091-7323 (65 lugares). 19h/23h (sex. e sáb. também almoço 12h/16h; dom. 12h/16h; fecha seg. e ter.). Taxa de rolha (R$ 110,00). Tem acessibilidade. Aberto em 2021. $$

Corrutela

No fim de 2025, o chef Cesar Costa deu baixa no Corrutela por divergências societárias, mas o anúncio foi feito somente em abril deste ano. O lugar dele foi ocupado pelos antigos subchefs Renato Mello e Leticia Ferreira, que vêm demonstrando grande talento. O cardápio não teve mudanças radicais, sem descaracterizar o restaurante. Com ingredientes orgânicos, muitos deles processados lá mesmo, como o trigo, o milho e o chocolate, eles preparam itens como o ótimo brioche (R$ 24,00) na companhia de manteiga fermentada com koji obtido durante a fermentação do arroz para a produção de saquê. O peixe do dia, que pode ser a pescada-amarela, ganha a companhia de homus, erva-doce, molho de agrião e sumac (R$ 108,00). Sobremesa que já fazia parte do menu, os ovos nevados vêm sobre creme azul de jenipapo (R$ 39,00). Se saírem, podem gerar protestos da clientela. 

Avaliação: ÓTIMO (✪✪✪✪) 
Rua Meideiros de Albuquerque, 256, Vila Madalena, tel. 3097-9490 (48 lugares). 12h/16h e 19h/23h (dom. só almoço até 16h30; fecha seg. e ter.). Taxa de rolha (R$ 90,00). Tem acessibilidade. Aberto em 2018. $$

Dêze

O casal Yuri Escobar e Joanna Côrtes, ele, responsável pela cozinha, ela, pelo atendimento, trouxe para São Paulo o restaurante que fundou na vila de pescadores de Caraíva, na região de Porto Seguro (BA), e onde funcionou por quatro anos. Eles ocupam hoje um antigo sobrado do início do século XX que até recentemente funcionou como escritório na verticalizada região dos Jardins. À maneira do Tuju, a refeição acontece em duas etapas e diferentes ambientes, a primeira delas em uma mesa coletiva no térreo. Para a segunda fase, o comensal é convidado a subir ao piso superior, onde fica uma cozinha aberta, na qual Yuri faz apenas uma degustação (R$ 819,00) no jantar com a ajuda de uma equipe composta de oito pessoas. Em sequência, vão chegando doze pratos, alguns realmente encan tadores, como o sacotini recheado de rabada e molho demi-glace regado por dashi de rabada, com broto de ervilha, folha de shissô e um toque de gochujang, e o linguado grelhado coberto por escamas de mamão quase verde ao molho beurre blanc de iogurte com lentilha caviar ou beluga. Funciona apenas com reservas. Tanto pela ousadia no investimento quanto pelo atrevimento da cozinha, o Dêze fica em terceiro lugar entre os finalistas de Estreia do Ano.

Avaliação: BOM (✪✪✪) 
Rua Marília, 40, Cerqueira César, tel. 99706-1906 (34 lugares). 19h/23h30 (fecha dom. e seg.). Estação Trianon Masp. Taxa de rolha (R$ 250,00). Tem acessibilidade. Aberto em 2026. $$$$

Ecully

O restaurante instalado no quintal de um antigo casarão, onde funciona uma loja de vinhos, é comandado pelo casal Guilherme Tse Candido e Juliana Amorim. Da cozinha envidraçada, saem pratos cujos resultados podem oscilar. Tenra, a lula confitada chega na companhia de guanciale crocante e assentada sobre homus de feijão-fradinho (R$ 65,00). A caprichada receita se completa com aïoli de tinta do próprio molusco e azeitona taggiasca, além de torradas finíssimas e bem bronzeadas. É uma das melhores entradas. Pode vir em seguida o entremet de cupim laminado ao molho rôti com mandioquinha (R$ 110,00). A carne cortada em fatias finíssimas tem uma timidez de sabor que se acentua por complementos marcantes como o vinagrete de maçã verde, a farofa de milho quase imperceptível devido à reduzida quantidade e o cogumelo eryngui, que, embora grelhado como se deve, acaba sobrando na composição. 

Avaliação: BOM (✪✪✪) 
Rua Cotoxó, 493, Perdizes, tel. e WhatsApp 3853-3933 (100 lugares). 12h/15h e 19h/23h (sáb. e feriados almoço 12h30/16h; dom. só almoço até 16h; fecha seg.). Taxa de rolha (R$ 120,00). Tem acessibilidade. Aberto em 2013. $$

Jacó

Iago Jacomussi, Chef Revelação por VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER 2025, está sempre em busca de um aprimoramento do cardápio, periodicamente reformulado. Não exatamente mudanças radicais, mas formas de reapresentar receitas, com mudanças de ingredientes ou mesmo uma guarnição. Em linda apresentação, o crudo de peixe (R$ 84,00), que pode reunir namorado e atum em um único bloco, recebe um detalhe essencial: gel de laranja-baía e um crocante de quinoa vermelha para realçar a textura. À mesa, recebe molho adicionado de shoyu, mirin, pimenta-de-cheiro e gochujang. O dumpling de massa escura traz no recheio abóbora e cogumelo e flutua em caldo de tucupi (R$ 93,00). Oculto por uma vistosa camada de creme de milho, o porco chega com a carne desfiada com broto de feijão (R$ 111,00). A língua de wagyu, de ótima textura, é combinada a uma refrescante coalhada de ovelha ao lado de um ninho crocante de batata (R$ 149,00). 

Avaliação: ÓTIMO (✪✪✪✪)
Rua Fidalga, 357, Vila Madalena, tel. e WhatsApp 98563-4163 (42 lugares). 19h/23h (sáb. também almoço 12h/15h; dom. só almoço 12h/16h; fecha seg. e ter.). Taxa de rolha (R$ 130,00). Tem acessibilidade. Aberto em 2024. $$

Maní

Coisa rara entre restaurantes de alta gastronomia, o Maní continua a oferecer opções à la carte, como faz desde a estreia. Mas nem pense em pular a mais recente degustação criada pelos chefs Willem Vandeven e Helena Rizzo. É o melhor menu dos últimos anos, marcado por uma ousadia de diferentes intensidades picantes. É sedutora. Na comissão de frente, chegam os acepipes: o radicchio caramelado no suco de beterraba com fígado de galinha na base e um disquinho de biscoito de polvilho com nibs de cacau e uma nuvem de coração de pato ralado, num fabuloso jogo de contrastes; a cebola desfiada com creme de amêndoa, gelatina de jerez, ouriço do mar, emulsão e pó da hortaliça valorizada pela adição picante de pimentas jiquitaia e do reino; e as ótimas brânquias da tainha com ervilha e caldo de peixe com marcante quantidade de pimentas dedo-de-moça e biquinho. A tainha volta a aparecer no recheio de um tempurá de flor de abobrinha com creme de jaca e na forma de ovas raladas sobre um crocante de banana verde com a fruta braseada, lâmina de coco fresco enrolada e pimenta togarashi ao lado de um espaguete de chuchu, mexilhão sem casca e espuma de pimenta-cambuci com vôngole que também integra o caldo que banha a receita. A sequência inclui ainda o namorado laqueado no tucupi preto sobre leite e castanha-do-pará, a ostra envolta em um cesto de ora-pro-nóbis com alga kombu em fios e a salicórnia sobre dadinhos de mangarito com um “dashi” de presunto cru que quase ofusca os demais ingredientes. O timo grelhado aparece sobre um lagostim assentado em camarão-seco no molho ardido de azeite de dendê e amendoim. Na sequência, a carne, com sal vibrante, é um par de bifinhos de wagyu no caldo de feijão-fradinho com cogumelos, purê de anchova e berinjela. Seguem duas sobremesas fabulosas, entre elas um “lego” de cubos de abóbora cozidos ligados por creme de arroz-doce mais leite de arroz-doce, sorbet de cajá com catuaba e crocante de semente de abóbora caramelada ao toque de canela. O banquete custa R$ 715,00.

Avaliação: EXCELENTE (✪✪✪✪✪)
Rua Joaquim Antunes, 210, Jardim Paulistano, tel. 97473-8994 (70 lugares). 12h/15h e 19h30/22h30 (sáb. almoço 13h/16h e 19h30/23h; dom. só almoço 13h/16h30; fecha seg.). Taxa de rolha (R$ 200,00). Tem acessibilidade. Aberto em 2006. $$$

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