ESPECIAL COPA

São Paulo: onde comer bem na cidade

Uma seleção de catorze restaurantes para se esbaldar à mesa na capital brasileira da gastronomia

Por: Marcelo Ventura - Atualizado em

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Não é exagero dizer que em São Paulo você pode sair para almoçar e jantar — e bem — todos os dias do ano sem repetir o restaurante. Confira uma seleção de endereços que valem a visita. 

COMIDINHAS DE ESTÁDIO

Sanduíche de pernil. O lugar mais tradicional para provar o sanduba é a lanchonete Estadão, que funciona 24 horas no centro. Montado no pão francês, o lanche vem com 150 gramas da carne temperada com cebola, pimentão e tomate. No restaurante Ruaa, o sanduíche chega junto de chips de mandioquinha e vinagrete de pimenta cambuci. 

Hot-dog. No The Dog Haüs, ele pode ser feito com seis tipos de salsicha. A de vitela possui casquinha mais firme. Passada na chapa, ela entra no meio do pão com mostarda de Dijon e relish de pepino. Outro lugar bacana para saborear cachorro-quente é a Lanchonete da Cidade. O dois porquinhos traz salsicha e linguiça com vinagrete. 

Espetinho. Que tal experimentar um antichucho? É assim que os espetinhos são chamados no peru. No Killa Novoandino, eles são feitos de coração bovino. Conhecido como robata pelos japoneses, o petisco está no cardáoio de restaurantes como o Jam, que serve versões de peixe, legumes, shiitake e camarão. 

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Pizzas para todos

São mais de 1 500 pizzarias espalhadas pela cidade. A melhor delas é a Bráz. Ali são montados discos de massa alta e coberturas saborosas e criativas, como a norma, com- posta de berinjela, mussarela, tomate, ricota e manjericão. Também faz bonito a 68 La Pizzeria, que prepara uma boa pizza de linguiça de javali com mussarela.

Hambúrgueres suculentos

No Meats, o chef Paulo Yoller faz bifões de 180 gramas, vermelhinhos por dentro. Eles entram em lanches como o palha, com catupiry, coentro picado, mandioquinha palha e pancetta. Imagine um hambúrguer de 14 centímetros de altura. O OT, do Butcher`s Market, tem bacon, queijo gorgonzola, picles e três anéis largos de cebola empanada.

Precisão japonesa

Há mais de 300 restaurantes típicos em São Paulo. Boa parte opera como rodízio. Keisuke Egashira, do minúsculo Kan, é o melhor sushiman da cidade. Ele faz bolinhos com chu-toro (parte meio gorda do atum), lula com shissô, camarão... No bacanudo e caro Kinoshita, provam-se receitas como o ovo or- gânico com enguia grelhada e aspargo. 

Seleção Brasileira

A cozinha rica e abrangente do Brasil está muito bem representada por aqui. No Dalva e Dito, um prato trivial faz sucesso. Trata-se da galinhada, um ensopado com pedaços da ave mais quiabo, arroz de pequi e farofa, oferecida em esquema de bufê à meia-noite de sábado. O cardápio traz outras opções, como o porco na lata com purê aromatizado com pequi. No Brasil a Gosto, a chef Ana Luiza Trajano viaja pelo país para pesquisar receitas e reinterpretá-las. Entre as sugestões, o pirarucu grelhado com molho de coco, capim-santo, gengibre e legumes e a rabada no tucupi com creme de mandioca. Para quem gosta de sabores do Nordeste, a chef Mara Salles, do Tordesilhas, oferece carne de sol em manteiga de garrafa mais cebolas miúdas, mandioquinha assada e marinada de maxixes.

Visual incrível

Beleza se põe à mesa. Pelo menos em dois restaurantes cartões-postais de São Paulo. No A Figueira Rubaiyat, os clientes disputam um lugar para almoçar ou jantar debaixo de uma majestosa e centenária figueira, cujos galhos se espalham por todo o salão envidraçado que pode ser visto da rua. Ali, saboreiam receitas como o tucunaré na capa de sal grosso feito no forno a lenha. No Kaá, uma imponente parede forrada de plantas, como um jardim vertical, parece abraçar a clientela. Nesse ambiente de pé-direito alto, que deixa queixos caídos, provam-se pratos como o tortelloni de burrata ao molho de tomate com ragu de berinjela e folhas de rúcula.

Menus Refinados

Se existe um restaurante em que as expressões “requinte” e “alta gastronomia” se aplicam como nenhum outro, este lugar é o Fasano. Em seu ambiente elegante, são servidos pratos como o tortelli de vitelo regado ao creme de queijo parmesão e fios de molho rôti. Quem comanda a cozinha é o chef Luca Gozzani, um craque. Aliás, numa cidade de tantos bons chefs como ele, dois foram convocados para jogar na seleção do mundo. Alex Atala ocupa o sétimo lugar do ranking da revista inglesa Restaurant. No D.O.M, onde prepara menus degustação, aparecem receitas como brandade de palmito com filezinho de anchova e crocante de tapioca ao molho rôti. Também na posição de ataque, Helena Rizzo, eleita a melhor chef mulher do mundo pela mesma publicação, subiu dez degraus no ranking e colocou o contemporâneo Maní na posição número 36 neste ano. Ao lado do marido, Daniel Redondo, ela elabora pratos como o tutano de boi envolvido em palmito pupunha ao molho de açaí com espinafre.

 

 

 

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO