Avatar do usuário logado
Usuário

Restaurantes que ficam perto do metrô

Selecionamos 22 casas que dispensam o uso de carro para chegar ao endereço

Por Veja São Paulo
11 Maio 2016, 17h17 • Atualizado em 20 jan 2022, 09h18
Terraço Itália
Terraço Itália (Fernando Moraes/)
Continua após publicidade
  • Com o preço de estacionamento nas alturas, usar o transporte público para ir almoçar ou jantar pode ser uma boa uma forma de economizar na refeição — em geral, o que é gasto com o serviço equivale a uma boa sobremesa. Pensando nisso, VEJA SÃO PAULO reuniu 22 restaurantes bacanas, todos avaliados com três estrelas (bom) ou mais e que se localizam até 500 metros do metrô. Só não se esqueça de checar o horário de funcionamento do transporte público para não perder a viagem.

     

    BRESSER-MOOCA

    Presidente: nos fins de semana, quem vai de carro pode ter dificuldade para chegar a este restaurante antigão. Explica-se. A vizinhança do portentoso Templo de Salomão fica repleta de ônibus de fiéis — que sem pudor travam as ruas para manobrar e estacionar os veículos. Vá de metrô para facilitar e não se esqueça de conferir se tem dinheiro vivo ou uma folha de cheque na carteira, pois o Presidente não aceita cartões. Uma vez lá, relaxe e deguste as boas receitas de bacalhau da casa.

     

    BRIGADEIRO

    Aizomê: cada vez mais dedicado ao Sakagura A1, no Itaim Bibi, o chef Shinya Koike vem passando o bastão para sua sucessora e sócia, Telma Shiraishi. É a cozinheira quem se encarrega de dirigir a equipe e preparar as receitas quentes. Alguns de seus pratos são encantadores, como o peixe branco numa reinterpretação do clássico molho à belle meunière de maracujá (R$ 45,00). 

    Baby Beef Rubaiyat - Itaim Bibi
    Baby Beef Rubaiyat – Itaim Bibi ()
    Continua após a publicidade

    Baby Beef Rubaiyat: são raras as churrascarias que podem dizer, como a rede deste endereço, que produzem uma parcela significativa das carnes assadas em suas grelhas. Um total de 38% dos bifes servidos nos dois restaurantes paulistanos e nas outras unidades brasileiras vem de uma fazenda em Dourados (MS). Trata-se de uma propriedade de 9 400 hectares da família Iglesias, fundadora do negócio e hoje proprietária de 30% da rede — os 70% estão sob controle do fundo espanhol Mercapital. 

    Dinho’s: tanto o serviço gentil quanto o agradável salão com jardim de inverno, perto da Avenida Paulista, ajudam a manter vivo o interesse do público pela casa de carnes de Fuad Zegaib. Mas é a qualidade do que sai da grelha que define seu sucesso, como o bife portenho (R$ 105,00), extraído do contraflé, ou a ótima fraldinha (R$ 103,00).

    Kan Suke: minúsucla, a casa já foi considerada duas vezes a melhor de sua categoria por VEJA COMER & BEBER. Fera em sua arte, o chef Keisuke Egashira fatia peixes como poucos. A melhor maneira de conhecer seu trabalho é saborear a degustação a R$ 240,00 (ou R$ 260,00 com pratos quentes), que inclui sashimi de toro sobre cerâmica aquecida e o sushi de carapau marinado e queimado no maçarico com salsinha e gengibre ralado. Reservar é indispensável.

    Shin – Zushi: não sai barato comer no balcão comandado por Marco Keniti Mizumoto, o Ken. Mas a recompensa aparece assim que se inicia a degustação, cujos pratos mudam diariamente (R$ 280,00), oferecida apenas no jantar até as 21h. Primeiro, o sushiman envia sashimis que variam com a oferta do dia, seguidos pelos sushis, caso do de sardinha com cebola e de camarão com shissô. A sopa é servida conforme a estação do ano. Encerra o banquete salgado um peixe do dia cozido, como a garoupa com cogumelos. 

    + Doze ruas da capital para um passeio gastronômico

    CONSOLAÇÃO

    Amadeus: na casa de Ana e Tadeu Masano, a alma da cozinha é a filha deles, Bella Masano. Além de manter as antigas receitas do cardápio, que têm muitos fãs pela cidade, a chef também propõe sugestões de sua autoria. É o caso do saboroso duo de polvo (R$ 48,00), na forma de um carpaccio e também grelhado num jogo de texturas.

    Continua após a publicidade
    Capim Santo - Robalo marinado na beterraba
    Capim Santo – Robalo marinado na beterraba ()

    Capim Santo: a chef Morena Leite tem a capacidade, como poucos, de se dividir entre muitas tarefas. Além do restaurante, que funciona no almoço como um bufê e à noite à la carte, ela administra um bufê de festas corporativas e casamentos, cuida do Santinho (hoje com três unidades em centros culturais da cidade) e lança livros. O antídoto materializa-se como colherinhas de brigadeiro de capim-santo que acompanham o expresso. 

    Jiquitaia
    Jiquitaia ()

    Jiquitaia: desde que montou esta casa, três anos atrás, o chef paranaense Marcelo Corrêa Bastos vem mantendo o padrão da cozinha a preços para lá de razoáveis. É sempre surpreendente sua deliciosa moqueca de peixe do dia com camarão na companhia de arroz e farofinha de dendê (R$ 46,00). 

    Gopala Hari: o público jovem e desencanado sobe alguns degraus salpicados de pétalas de rosas antes de entrar no restaurante. As sugestões de toque indiano estão a cargo da chef Nrihari Devi, que não tem medo de usar derivados de leite nas receitas lactovegetarianas. A refeição completa, que inclui suco, salada e sobremesa, custa R$ 33,50 nos dias de semana e R$ 39,00 aos sábados. 

    Continua após a publicidade

    Gopala Maghava: tem esquema bem parecido com o da casa irmã, o Gopala Hari (ambas formavam um só endereço até a cisão, em 2008), e oferece duas opções de prato diárias, a conta é paga diretamente no caixa e a cozinha segue a linha lactovegetariana. A grande diferença: não aceita cartões de crédito como forma de pagamento, e os de débito podem ser utilizados apenas aos sábados. Por isso, muna-se de dinheiro, cheque ou vale-refeição antes de ir ao estabelecimento. 

     

    FRADIQUE COUTINHO

    Almodovar: a coluna da direita do cardápio — sim, aquela dos preços — é uma delícia de ser consultada por aqui. Abaixo dos 20 reais, coisa rara na cidade, há boas opções de entrada, como a lula na chapa (R$ 34,00), para duas pessoas. A porção do molusco ganha harmonia com a maionese de alho, quase sem sal. O mesmo molho se repete no saboroso e vegetariano fideuá, composto de macarrão cabelo de anjo quebradinho com tomate, abobrinha, cebola, berinjela defumada e cogumelos (R$ 47,00). 

    Fachada do Brado
    Fachada do Brado ()

    Brado: laje lembra churrasco? Errado. Aqui, esse espaço pouco aproveitado nos centros urbanos foi transformado em horta. No telhado do restaurante, o chef Pedro Vita plantou em caixas desde o trivial alecrim até ervas da Amazônia. Ainda que o cardápio proponha alguns toques de sofisticação, o público jovem, muitas vezes acompanhado dos cachorros de estimação, não costuma evitar o hambúrguer da casa (R$ 38,00), feito de fraldinha com bacon crocante, queijo brie mais cebola passada na cerveja preta. 

    Continua após a publicidade

    Consulado da Bahia: se forçar um pouco, dá até para se sentir em um boteco praiano nesta casa da Rua dos Pinheiros. Com peças de artesanato baiano decorando o salão e mesas na calçada, o ambiente desencanado convida o público a bebericar uma cerveja em garrafa enquanto aguarda por um lugar nos concorridos fins de semana. Para petiscar, vai bem o saboroso acarajé individual (R$ 15,00), com vatapá, vinagrete e camarõezinhos à parte. 

    Le Jazz Brasserie Iguatemi Shopping
    Le Jazz Brasserie Iguatemi Shopping ()

    Le Jazz Brasserie: não sem um quê de improviso, o primeiro Le Jazz Brasserie foi aberto por sete amigos em um espaço apertado, no térreo de um prédio residencial em Pinheiros. O local, onde havia funcionado uma oficina mecânica, nem espaço para estoque tinha. Mas deu tão certo que se multiplicou por mais dois endereços vistosos, um nos Jardins e outro no Shopping Iguatemi . A política é igual em todas a unidades: receitas tradicionais a preços que cabem no bolso. 

    Miya: cozinheiro experiente, o chef Flávio Miyamura faz uma ponte entre a cozinha contemporânea e o Oriente, em especial com o uso de ingredientes japoneses, chineses e coreanos. Chamada de tostada, a tortilha crocante de milho vem com fatias de atum marinadas no molho de shoyu, limão, laranja e óleo de gergelim, tudo arrematado por maionese de wassabi (R$ 42,00). Esse namoro com a Ásia inclui ainda o bolo de matchá com calda de coco (R$ 19,00), que poderia ter sabor mais marcante.

    + Rua dos Pinheiros reúne boas opções para comer e beber

     

    LIBERDADE

    Lamen Kazu: ficar na fila é praxe por aqui, mesmo para quem chega sozinho durante a semana e topa se sentar no balcão. Para agilizar o atendimento, o próprio hostess entrega o cardápio e anota o pedido antes mesmo de você se sentar. Uma vez acomodado, vai bem a porção de guioza de carne de porco batida na massa bem fina (R$ 23,00). Entre uma mordida e outra, observar a confusão organizada da minúscula cozinha é uma diversão. 

    Continua após a publicidade

    Portal da Coreia: o salão bem simples, com música k-pop (o pop coreano) baixinha nas caixas de som, chama atenção pelos grandes exaustores acoplados às mesas. Os equipamentos são fundamentais para evitar a “defumação” da clientela na hora do preparo do churrasco à moda coreana, em chapas sobre os próprios móveis. No cardápio ilustrado e bem explicado, o prato aparece em diferentes versões. A mais pedida atende por bul go gui (R$ 39,00), de contrafilé temperado por um molho adocicado, trazido cru. 

     

    REPÚBLICA


    cassoulet do la casserole
    cassoulet do la casserole ()

    La Casserole: trata-se de um fenômemo paulistano, mas à francesa, é bom que se diga. O Casserole chega à terceira geração com características muito especiais. Inaugurado há 61 anos, ocupa o mesmo endereço e pertence à mesma família. A restauratrice Marie-France Henry divide a administração da casa com o filho mais novo, Leo, de 25 anos. 

    Terraço Itália: estamos falando aqui de um programa turístico — não só de um restaurante. Depois de tomar dois elevadores e subir mais um lance de escadas, chega-se ao salão principal, no topo do Edifício Itália. Tudo ali parece parado num tempo meio longínquo da cidade. As músicas ao vivo lembram as de festas de formatura e os casais intercalam as danças de rostinho colado com fotos no belíssimo skyline paulistano.

    + Quinze sobremesas que custam até quinze reais

     

    SANTA CRUZ 

    Samosa & Company Indian Food: de massa espessa e crocante, a samosa, um pastel de formato triangular e recheio de batata e ervilha ao curry (R$ 17,00, quatro unidades), chega pelando à mesa. Basta dar uma mordida no saboroso aperitivo para compreender por que o público não liga de se aglomerar na calçada nos fins de semana, à espera de um assento no sobrado apertadinho. 

     

    SÃO BENTO


    rodizio monte libano 2272
    rodizio monte libano 2272 ()

    Monte Líbano: como mudar da água para o vinho um passeio pela enlouquecedora região da 25 de Março? Pare para o almoço neste restaurante comandado por Alice Maatouk e sua filha Regina. No 1º andar de um prédio próximo à loja da Camicado, o salão com varanda não chega a ser silencioso — longe disso. Mas as esfihas assadas na hora são um bálsamo.

    + Fim de noite: bares para curtir até altas horas 

     

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Impressa + Digital no App
    Impressa + Digital
    Impressa + Digital no App

    Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.

    Assinando Veja você recebe semanalmente Veja SP* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
    *Assinantes da cidade do SP

    A partir de 29,90/mês