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Notas Etílicas Por Saulo Yassuda Dicas, novidades e observações do mundo dos bares e das bebidas

Wine compra Cantu Importadora por 180 milhões de reais

Entenda como se deu a transação e o que deve mudar com a união

Por Saulo Yassuda Atualizado em 20 Maio 2021, 23h39 - Publicado em 21 Maio 2021, 06h00

Uma movimentação — e das grandes — acontece no mundo do vinho. A Wine está adquirindo a operação da importadora Cantu. Esse “blend” tem o preço de 180 milhões de reais (54 milhões serão pagos na conclusão do fechamento do negócio, 63 milhões, em março de 2024, e os restantes 63 milhões, em julho de 2024, caso não haja ajustes).

Fundada em 2003, a Cantu Importadora, que tem seu armazém principal em Itajaí (SC) e escritório comercial em São Paulo, é um braço da Cantu Alimentos. É responsável por trazer ao país vinhos dos mais basicões aos tops, de marcas como a argentina Susana Balbo, a chilena Ventisquero, a australiana Yellow Tail, a espanhola Torres… (veja alguns exemplos abaixo, distribuídos pela cidade, com os preços sugeridos).

“O que mais vendemos é a Chilano, linha da Ventisquero. Foram mais de 300 000 caixas no ano passado”, diz o diretor Peterson Cantu sobre um de seus rótulos mais baratinhos. A empresa tem mais de 15000 pontos de venda no país e uma cartela de 11000 clientes, entre os quais as principais redes de supermercado, restaurantes e lojas de conveniência.

Além do aumento de portfólio, com a transação a Wine quer ganhar em logística e acelerar seu poder de venda a outras empresas, o chamado B2B. A marca Cantu Importadora vai permanecer e deve ter parte dos rótulos vendida pelo e-commerce da nova parceira. “Em termos operacionais, ainda precisamos conversar muito mais (com eles)”, ressalta Peterson.

Na segunda (17), a Wine, que tem entre seus sócios a EB Capital e a Península Participações, de Abilio Diniz, anunciou a captação de 120 milhões de reais em debêntures simples. A compra precisa ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Com a união, as duas empresas têm 9,1% da fatia de mercado em valor de importação, pelos números de 2020. Só perderia o título de maior importadora para a VCT, que traz os rótulos da chilena Concha y Toro, com 9,8% de share, segundo dados da Ideal Consulting.

“A sólida estrutura logística e capacidade operacional para atender a todo o território nacional possibilita sinergias operacionais com potencial de entrega em 48 horas em todas as capitais e principais cidades”, informou em comunicado a Wine, que tem a intenção de ser uma empresa que agrupa três pilares de força equivalente: clube de vinhos, venda direta ao consumidor (site e lojas físicas) e comercialização a outras empresas.

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Montagem com a imagem de três garrafas de vinho em fundo branco. Da esquerda para a direita: BenMarco Sin Limites, Ventisquero Grey e Familia Torres Purgatori.
Três rótulos trazidos pela Cantu: um argentino, um chileno e um espanho Divulgação/Divulgação

BenMarco Sin Limites Gualtallary
Um dos rótulos da vinícola Susana Balbo Wines, com 100% de malbec, fermentado em concreto. R$ 229,90.

Ventisquero Grey Single Block Chardonnay
Elaborado apenas com a uva chardonnay, este branco do Vale de Casablanca passa doze meses em carvalho francês. R$ 159,90.

Familia Torres Purgatori
Da tradicional produtora espanhola, o tinto da Catalunha é um blend de carignan ou cariñena, garnacha e syrah. R$ 330,00.

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