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Notas Etílicas - Por Saulo Yassuda

Por Saulo Yassuda Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
O jornalista Saulo Yassuda cobre cultura e gastronomia. Faz críticas de bares na Vejinha há dez anos. Dá pitacos sobre vinhos, destilados e outros assuntos

Berkmann reafirma portfólio de vinhos e ajusta gestão no Brasil

Importadora inglesa confirma permanência de rótulos de vinícolas de pretígio como Antinori, Montes e Torres, sem CEO local no momento

Por Saulo Yassuda Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 abr 2026, 16h14 | Atualizado em 28 abr 2026, 20h22
Charles Marshall, diretor de estratégia e Vinho da Antinori importado pela Berkmann
Charles Marshall, diretor de estratégia, e vinho da Antinori importado pela Berkmann (SY/Veja SP)
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A importadora Berkmann Wine Cellars resolveu deixar claro que, por enquanto, o portfólio segue firme no Brasil — com nomes de peso como Marchesi Antinori (Itália), Viña Montes (Chile) e Família Torres (Espanha).

O movimento vem na esteira de especulações sobre possíveis saídas de vinícolas da companhia de origem inglesa, rumores que ganharam força na última semana, logo após a saída de Mariano Levy do cargo de CEO, após cerca de seis meses à frente da operação.

No discurso da empresa, nada de alarde: os rótulos seguem onde sempre estiveram, nas cartas de restaurantes e hotéis brasileiros — hoje o coração do negócio.

A estratégia também não muda de direção. O chamado “on trade” (bares, restaurantes e hotéis) continua como principal eixo, enquanto o “off trade” (varejo) entra como complemento de volume.

Em encontro com jornalistas nesta terça (28), a companhia explicou um ajuste de rota na gestão: por enquanto, não haverá CEO local. A operação passa a ser conduzida mais de perto pela matriz.

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“Rupert (Berkmann, o atual presidente) estará mais à frente da operação, muito focado em execução direta no Brasil”, disse Charles Marshall, diretor de estratégia que fez questão de antecipar a vinda ao país para a conversa.

Berkmann: Charles Marshall (diretor de estratégia) e Heitor Soubihe (diretor de operações)
Berkmann: Charles Marshall (diretor de estratégia) e Heitor Soubihe (diretor de
operações) (Alessandra Casolato/Divulgação)

Segundo ele, o Brasil segue sendo um mercado importante para a companhia, ainda que desafiador — especialmente em termos regulatórios e tributários na importação de bebidas. Nada exatamente novo para quem opera por aqui.

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Por outro lado, o potencial continua lá: um país grande, com consumo de vinho concentrado em uma fatia menor da população.

A ordem agora parece ser menos expansão acelerada e mais consolidação bem feita, com as marcas que bem gostamos de beber.

Nascida em 1964, a Berkmann está no Brasil desde 2015. Traz rótulos deliciosos como o Tignanello, um ícone da Toscana, e ainda os argentinos da Riccitelli, que mais recentemente têm tomado conta de wine bars e restaurantes mais descolados de São Paulo.

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