Gastronomia

Rua dos Pinheiros reúne boas opções para comer e beber

Com a Estação Fradique Coutinho do metrô, é bem fácil aproveitar os estabelecimentos da região

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Depois de viver uma fase boêmia entre o fim dos anos 80 e o começo dos 90, com o sucesso de casas como Paulicéia 22 e Cervejaria Continental, a Rua dos Pinheiros andou meio esquecida.

O período mais difícil ocorreu entre 2005 e 2006, quando dois quarteirões ficaram interditados devido às obras da Estação Fradique Coutinho do metrô.

Na época, muitos estabelecimentos não suportaram o caos de barulho e poeira e fugiram de lá. Quem resistiu à fase difícil, hoje comemora: são lanchonetes, bares e docerias que fazem de Pinheiros um dos principais pontos gastronômicos da cidade. 

Estão lá, por exemplo, o mexicano Sí Señor e a casa de sanduíches à moda italiana Via Emilia Piadineria

Confira abaixo a seleção dos melhores estabelecimentos da rua (e de suas adjacências):

 

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B.Lem: massa sequinha e doçura na medida (Foto: Divulgação)

B.Lem Portuguese Bakery: A marca inaugurou sua terceira unidade em dezembro, em um vistoso ponto de Pinheiros. Além do pastel de nata, também fazem bonito pães como o alentejano, de miolo branquinho e casca delicada.

Brigadeiro Doceria & Café: quem lutava para achar uma mesinha disponível dentro ou fora do salão localizado na Rua Padre Carvalho pode tentar a sorte também na filial, na Rua dos Pinheiros. A loja é um pouco menor que a matriz, mas tem cardápio e decoração idênticos. Na vitrine a atração principal é o ótimo brigadeiro feito com matéria-prima nacional e um toque de mel, ganha variações como pistache, paçoca e nozes.

Chianti Chocommelier: o grande barato nesta loja não é apenas comer chocolate bom. Inaugurada no início de 2014 pela publicitária Mariana Triveloni, a casa investe na harmonização de bombons com vinho, uísque e até azeite — esse último vale mais pela curiosidade.

Coffee Lab: à primeira vista, o cardápio assusta. São muitas descrições sobre as variedades de café — até as coordenadas geográficas de fazendas produtoras você fica sabendo. Opiniões também não faltam. Os degustadores da equipe formada pela especialista e proprietária Isabela Raposeiras escrevem o que acharam de cada uma das safras dos grãos nas embalagens disponíveis para levar para casa.

Da Feira ao Baile: de jeitão simples, a casa recebe gente em busca dos bolos expostos na vitrine, como a versão que intercala brownie de chocolate meio amargo com recheio e cobertura de doce de leite, finalizada por um crocante de castanha. No almoço, servido das 12h às 14h30, é possível encontrar a torta de cogumelos e cream cheese com salada e um cuscuz marroquino. 

Fast Berlin: o “fast” do nome da casa não deriva do inglês, mas sim do alemão e quer dizer “quase”. Isso faz sentido em uma casa cujo cardápio capricha em receitas típicas da Alemanha. A panqueca crocante de batata e cebola tem nome difícil de pronunciar — kartoffelpuffer —, mas é bem saborosa.

Comer e Beber 2013 - Frida & Mina
Frida & Mina: sorvetes de textura mais compacta, capazes de fazer uma bola perfeita (Foto: Mario Rodrigues)

Frida & Mina: Fernanda Bastos e Thomas Zander fazem sorvetes com ingredientes orgânicos, obtidos de pequenos produtores, e o resultado é uma delícia. A textura da massa é um pouco mais compacta, capaz de fazer uma bola perfeita para ser colocada sobre a crocante casquinha produzida na casa. Estão sempre na vitrine sabores como chocolate, baunilha e açúcar mascavo. 

KOF - King of the Fork: Embora tenha a temática voltada ao universo dos ciclistas — ali são vendidos itens como selim e luvas —, o ambiente acolhedor pede uma pausa para o café até para quem não chega de bike. Para acdompanhar, cai bem a torrada artesanal da casa.

Le Jazz Brasserie: O restaurante francês ganhou fama por servir receitas tradicionais a preços que cabem no bolso. É o caso do peito de pato malpassado na medida junto ao molho de tangerina com espinafre e purê de batata. 

Le Jazz Petit Bar: Vizinho do Le Jazz, bistrô dos mesmos donos, este barzinho detentor de uma deliciosa atmosfera boêmia fica sob os cuidados do barman chileno Rodrigo Sepúlveda. Se quiser um lugar, chegue cedo: o salão é apertadinho.

Meats
Meats: receitas do chef Paulo Yoller (Foto: Antonio Reodrigues)

Meats: inaugurada em fevereiro deste ano, a primeira filial da lanchonetedo chef Paulo Yoller tem uma vantagem considerável sobre a matriz: ali há bem menos filas. A casa ocupa o espaço da extinta hamburgueria Rockets, no Jardim Paulista. No cardápio, as pedidas exclusivas do endereço não perdem em nada para as da casa-mãe

Minato Izakaya: É um boteco oriental de pegada mais moderna. Recebe um público descolado no salão de iluminação baixa, paredes escuras e dois balcões, um de frente ao outro. Como os bancos de madeira abrigam apenas vinte pessoas, as esperas são comuns. Entre os tira-gostos, há língua bovina frita coberta por molho picante e a pimenta-cambuci recheada de anchova e shimeji.

Pastifício Primo: embora a atividade principal seja a de vender massas fáceis de preparar por quilo, todas as unidades fazem muito sucesso na hora do almoço. É quando servem pratos individuais prontos a preços camaradas, como o nhoque ou o ravióli de cordeiro, servidos em uma embalagem feita de bambu biodegradável com fatias de pães ao lado. 

Sí Señor: Especializada em receitas tex-mex, a casa possui cinco endereços na cidade. Todos têm atmosfera semelhante à das redes americanas de casual dining, com música ambiente animada, atendimento informal e cardápio ilustrado com fotos. São apetitosos o chili e os nachos supreme.

Tan Tan Noodle Bar
Tan Tan: lámen em caldo de galinha, com copa moída, broto de feijão, gergelim e acelga chinesa (Foto: Ricardo d’Angelo)

Tan Tan Noodle Bar: Repete o modelo das casas de macarrão oriental em Nova York. Mergulhados em um saboroso caldo de galinha, os fios de lámen com copa moída, broto de feijão, gergelim e acelga chinesa trazem um delicioso ovo cozido com uma incrível textura cremosa.

The Gourmet Tea: Dispostas em latinhas coloridas sobre o balcão estão 38 infusões cultivadas de maneira orgânica, sobretudo na China e na Índia.  Agradam a combinação de chá verde e menta marroquina, cheia de frescor, e a de mate com coco e canela. Para acompanhar, o crumble de maçã, servido morninho, pode ganhar sobre ele uma generosa bola de sorvete artesanal de baunilha.

Torteria: quando o chef e sócio Fernando Martins abriu esta loja sem fachada, nos fundos de outro imóvel em Higienópolis, confiou que o boca a boca iria compensar a falta de visibilidade. Deu certo e, no início do ano, a marca expandiu seus domínios até o Morumbi, onde funciona uma loja com mais opções de pronta-entrega. A torta de frango picado na faca, dourado na panela e depois finalizado por requeijão e raspas de limões siciliano e taiti, é de fazer concorrência às afetivas tortas de mãe ou de avó que todo mundo gosta de elogiar.

Via Emilia Piadineria: é possível dizer que da cozinha comandada pela chef Lais Duo saem as melhores piadinas da cidade. A receita importada da região da Emilia-Romagna, na Itália, é montada num pão achatado que dá nome ao lanche. Ele é assado apenas na hora do pedido e tem massa feita com farinha de trigo, água, banha de porco e sal.

Vinheria Percussi: É impossível não se render aos encantos das receitas de Silvia Percussi. A chef apresenta sugestões com ingredientes em harmonia. Nem o que pode parecer um prato leve e trivial escapa dessa marca de qualidade. Um exemplo, o peito de frango ganha bossa com o apetitoso molho de limão e a companhia de nhoque de ricota e rúcula.

Fonte: VEJA SÃO PAULO