Publicidade

Postado em 18/04/2014 por Arnaldo Lorençato | Comentários

Chef Pier Paolo Picchi comandará restaurante que será aberto no lugar do Sands

Picchi: segredo sobre a nova cozinha que terá pratos italianos e também alguns franceses (Foto: Lucas Lima)

Picchi: segredo sobre a nova cozinha que terá pratos italianos e também alguns franceses (Foto: Lucas Lima)

Em dezembro, o Picchi Ristorante serviu sua última refeição. O ponto final nas atividades foi dado por uma construtora que comprou o imóvel ocupado pelo restaurante, uma antiga residência. Não chegou a ser surpresa, já que casas vizinhas tiveram o mesmo destino e já estavam em fase de demolição. No local, surgirá mais um daqueles espigões que loteiam o Itaim.

Desde então, o chef e proprietário Pier Paolo Picchi ficou sem teto. Mas não por muito tempo.

Ao saber do fechamento da casa, a empresária Dorinha Zarzur, cuja família é dono Hotel Regent Park, convidou o cozinheiro para trabalhar com ela. “Há muito tempo queríamos renovar o restaurante do hotel, o Sands”, explica Dorinha. “Era o mesmo desde a abertura em 1990. Foi durante aquele desastre do Plano Collor, mas conseguimos sobreviver bem.”

Vale lembrar que o Regent Park fica em um dos endereços mais caros da capital paulista, na Rua Oscar Freire, entre Augusta e Padre João Manuel.

No dia 30 de março, o Sands fechou para reforma e o projeto está sendo tocado em sigilo. Por enquanto, até o nome do novo restaurante é segredo. Dorinha ficou surpresa quando liguei perguntado sobre a assunto. Ela ainda não tem detalhes sobre o cardápio. Sabe apenas que será italiano com alguns pratos franceses.

Tentei falar com Picchi, que nesse momento está percorrendo cidades italianas para a pesquisa dos pratos que comporão o menu.  A previsão é que até o fim de junho, no máximo início de julho a casa esteja pronta para funcionar.

Mais um endereço a conferir.

Postado em 17/04/2014 por Arnaldo Lorençato | Comentários

Cardápio do Almodovar

(Foto: XXX)

(Foto: Mario Rodrigues)

Confira o cardápio, com preços, do restaurante Almodovar, tema da minha crítica na revista desta semana.

+ Leia a crítica

Clique na imagem para ampliar

Clique na imagem para ampliar

Obrigado pela visita. Aproveite para deixar seu comentário, sempre bem-vindo, e curtir a minha página no Facebook. Também é possível receber as novidades pelo Twitter.

Postado em 14/04/2014 por Arnaldo Lorençato | 5 comentários

Arábia Express no Aeroporto de Guarulhos

Kuczynski: duas lojas Arábia Express no Aeroporto Internacional de Guarulhos (Foto: Daniela Toviansky)

Kuczynski: duas lojas Arábia Express no Aeroporto Internacional de Guarulhos (Foto: Daniela Toviansky)

Me encontrei por acaso com Sergio Kuczynski, diretor da rede Arábia, na SP-Arte, onde fui apreciar as obras de um talentoso Lorenzato (1900-1995), pintor ítalo-mineiro cujo trabalho conheci recentemente em uma viagem a Tiradentes (descrevo essa visita à cidade histórica outro dia aqui no blog).

+ 50 menus executivos por até 50 reais

+ Leia trecho inédito do livro Mocotó — O pai, o filho e o restaurante 

+ Aprenda a fazer os deliciosos dadinhos de tapioca do Mocotó

+ Quer saber onde almoçar ou jantar? Veja a lista de restaurantes selecionados

+ Para bancar o chef: as receitas de VEJA SÃO PAULO

Kuczynski contou que está finalizando as duas lojas do Arábia no novo terminal do Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Com abertura marcada para 11 de maio quando a nova ala deve entrar em operação, os dois Arábia Express terão cada um deles 60 lugares próprios, com projeto assinado pelo arquiteto Rafic Farah. Juntas, as duas unidades custaram 1.200.000 reais nos cálculos do empresário.

Quiosque no mezanino: 60 lugares próprios (Projeto: Rafic Farah)

Quiosque no mezanino: 60 lugares próprios (Projeto: Rafic Farah)

Uma delas é o quiosque de 70 m² do mezanino, área de livre acesso, onde estará também o Ráscal. Por ali, o restaurateur estima que haverá um trânsito de cerca de  400.000 pessoas a cada dia. “Teremos também uma loja de 108 m² na área restrita, no píer de embarque, onde só circulam os passageiros que já passaram pelo controle de passaporte”, diz. Nesse caso, o trânsito diário de pessoas deve ficar em torno de 100.000 por dia.

Quiosque no mezanino: 60 lugares próprios (Projeto: Rafic Farah)

Restaurante na área de embarque: só para passageiros (Projeto: Rafic Farah)

Kuczynski explica que os pratos virão do restaurante nos Jardins e da cozinha central na Vila Olímpia. “Exatamente como fazemos hoje para os Express do Iguatemi e JK“, explica o restaurateur.

Charutinhos de folha de uva: uma das opções que poderão ser provadas nos novos fast-foods (Foto: Fernando Moraes)

Charutinhos de folha de uva: uma das opções que poderão ser provadas nos novos fast-foods (Foto: Fernando Moraes)

Confira o cardápio dos restaurantes Arábia Express, que ainda não têm preços definidos.

Obrigado pela visita. Aproveite para deixar seu comentário, sempre bem-vindo, e curtir a minha página no Facebook. Também é possível receber as novidades pelo Twitter.

Postado em 12/04/2014 por Arnaldo Lorençato | 2 comentários

Chef Rodrigo Oliveira celebra 40 anos do Mocotó com jantar e livro

RODRIGO OLIVEIRA

Oliveira: festa para celebrar os quarenta anos na segunda com jantar esgotado

Com um ritmo próprio, o chef Rodrigo Oliveira começa a comemorar as primeiras quatro décadas do Mocotó nesta segunda, dia 14. Rodrigo me contou que ao longo desse tempo se perdeu a documentação original da abertura do restaurante, quando ainda era a Casa do Norte Irmãos Almeida, um armazém de produtos nordestinos. Adotou-se 12 de agosto, o dia do aniversário do fundador, José Oliveira de Almeida, pai de Rodrigo, para compor a data oficial. Sabe-se apenas que o ano foi em 1973. Não, você não leu errado. O Mocotó entrou, sim,  no 41º ano. Com sua prosa mansa Rodrigo justifica que ainda está em tempo de comemorar o aniversário do quarentão. Além do mais, seu só Zé abriu em 1974 o próprio negócio, um misto de empório e botequim, com o caldo de mocotó como atração, base para o Mocotó atual.

+ Leia trecho inédito do livro Mocotó — O pai, o filho e o restaurante 

+ Aprenda a fazer os deliciosos dadinhos de tapioca

+ 50 menus executivos por até 50 reais

+ Quer saber onde almoçar ou jantar? Veja a lista de restaurantes selecionados

+ Para bancar o chef: as receitas de VEJA SÃO PAULO

Para iniciar as celebrações, Rodrigo Oliveira faz um jantar nesta segunda, dia 14. Será uma noite estrelada. Só feras no fogão. O menu, a 190 reais, já esgotado e que pode ser conferido no fim do post, terá pratos do francês Laurent Suaudeau, um personagem tão mítico em São Paulo quanto Carême na França, Alex Atala,do D.O.M., que dispensa comentários, Mara Salles, do Tordesilhas, a mestra do arroz e feijão com categoria, Jefferson Rueda,do Attimo, o chef do ano pela edição “Comer & Beber” e, hoje, um dos mais autorais dos cozinheiros da cidade, e Luiz Emanuel, que ressurge à francesa no Le French. Tem ainda os doces de Mariana Dias, uma das maiores promessas da confeitaria paulistana. A renda arrecadada, descontando matérias-primas, demais insumos e impostos, será 100% revertida para Gastromotiva, entidade comandada pelo chef David Hertz com foco na inclusão social por meio do ensino de culinária para jovens aprendizes.

José de Oliveira: o fundador da Casa do Norte que virou Mocotó (Foto: Mario Rodrigues)

José Oliveira de Almeida: o fundador da Casa do Norte que virou Mocotó (Foto: Mario Rodrigues)

Bem, o chef deveria repetir a dose para que mais gente possa aproveitar de um evento como esse, limitado a setenta pessoas. Um jantar é pouco. Aliás, essa festa como ele mesmo diz “abre e encerra as comemorações de 40 anos e dá início às de 41 anos.” Para compensar aqueles que não conseguiram um lugar, Rodrigo adianta que deve fazer em 13 de maio outro jantar para marcar o lançamento do livro do amigo paraense Thiago Castanho, do premiado restaurante Remanso do Bosque, em Belém. Intitulado Cozinha de Origem (Publifolha), tem como coautora a jornalista Luciana Bianchi. Embora a data não esteja confirmada e o cardápio com preços ainda não foi definido, as reservas devem ser abertas em partir de 1º de maio e poderão ser feitas pelo e-mail contato@mocoto.com.br.

Dentro do pacote de comemorações dos 40 anos, o chef promete ainda lançar o livro Mocotó — O pai, o filho e o restaurante, com histórias e receitas do restaurante da Vila Medeiros que ganhou as páginas de publicações internacionais como o diário inglês Guardian e o blog do sumido François Simon, ex-crítico do jornal francês Figaro. A obra está sendo escrita a quatro mãos. Rodrigo divide a autoria com o sogro, Elcio Fonseca, jornalista e publicitário, autor de quatro livros de poemas, o mais recente Máximo de mínimos, (Par&Cia, 128 páginas). Fonseca pode ser lido inclusive em uma das paredes do Mocotó, na qual está um de seus poemas com a pintura do mexicano Felipe Ehrenberg. Só um detalhe: está com as letras invertidas e é para ser lido no espelho que fica bem em frente.

+ Aprenda a fazer a receita dos deliciosos dadinhos de tapioca do Mocotó

Entre as curiosidade de Mocotó — O pai, o filho e o restaurante, que começou a ser escrito em 2009, está a mudança de casa editorial. Da Ediouro migrou para Leya, levado pela editora Tainá Bispo. A promessa é que fique pronto para a noite de autógrafos em 12 agosto. Como o cozinheiro se ocupa de tantas outras funções — como a criação dos menus das classes executiva e econômica da companhia aérea holandesa KLM para as rotas Rio-Amsterdã e São Paulo-Amsterdã oferecida a partir desta semana — o prazo pode se dilatar. Recebi os originais de Rodrigo e eles estão bem adiantados. O chef garante: “Dia 12 de agosto, todo mundo terá o livro fresquinho na mão.” Mas se essa “ópera nordestina” ficar para um pouco depois, não se surpreenda.

Quem já está curioso pelo livro dividido em quatro partes – a história do fundador Zé Almeida, a gênese do Rodrigo cozinheiro ainda na infância (dois capítulos escritos por Fonseca), uma reflexão do próprio Rodrigo sobre o ato de cozinhar, e as receitas – pode ler com exclusividade dois trechos inéditos. Basta clicar aqui.

Menu 40 anos 
Rodrigo Oliveira: petiscos
Alex Atala: ostras empanadas
Mara Salles: minestrinha (macarrão artesanal em soro de leite da canastra, ovo caipira, ora-pro-nobis e nata defumada)
Laurent Suaudeau: marinière de mexilhão, tapioca grelhada, creme ao limão e gengibre
Jefferson Rueda: porco em 5 versões: linguiça, filé, pancetta, codeguim e leitão
Luiz Emanuel: cassoulet de frutos do mar – cabilaud aïoli
Mariana Dias: bolo de rolo de acerola, sorbet de caju e rapadura

Obrigado pela visita. Aproveite para deixar seu comentário, sempre bem-vindo, e curtir a minha página no Facebook. Também é possível receber as novidades pelo Twitter.

Postado em 12/04/2014 por Arnaldo Lorençato | 1 comentário

Mocotó vira livro (trechos inéditos)

Rodrigo Oliveira: trabalho de escritor em parceria com o sogro, Elcio Fonseca (Foto: Arnaldo Lorencato)

Rodrigo Oliveira: trabalho de escritor em parceria com o sogro, Elcio Fonseca (Foto: Arnaldo Lorencato)

Trechos inéditos do livro Mocotó – O pai, o filho e o restaurante, escritos pelo poeta e publicitário Elcio Fonseca, que define a história como uma “ópera nordestina”

Abertura

O sol cozinhava o horizonte a fogo lento. As imagens distorcidas da casa grande completavam a sensação de vertigem no menino que manejava a enxada. Era, na verdade, uma mímica, feita para enganar ao mesmo tempo a fome e o senhor das terras, que, olhando de longe, via satisfeito um garoto forte e decidido capinando. De perto, apenas os movimentos leves, lavoura coreográfica. O calor castiga. O menino enxuga a testa e descansa os braços sobre a enxada. Seu cabo faz as vezes de um rupestre ponteiro de relógio, marcando a hora que ele preferiria esquecer, a hora do almoço.

Um punhado de feijão cozido na água. Um ascético cardápio que denunciava a impossibilidade de acesso a temperos e complementos, luxo no sertão de Mulungu, terra em que para se chegar, você precisa entrar no sertão, passar por Caruaru, Belo Jardim, Pesqueira, atravessar São Sebastião do Umbuzeiro, podendo subir para Zabelê, atravessar Monteiro, Prata, Ouro Velho e encontrar o pequeno vilarejo lá no final de Pernambuco, quase no sertão da Paraíba, no ombro do Brasil. É lá que começa uma historia que vai do feijão sem tempero ao baião-de-dois que enterneceu os mais exigentes gourmets do mundo. Uma historia de um pai, um filho e um restaurante. Vamos chegando. Puxe a cadeira e fique à vontade.

+ Leia sobre as comemorações de 40 anos do restaurante Mocotó

+ Aprenda a fazer os deliciosos dadinhos de tapioca do Mocotó

+ 50 menus executivos por até 50 reais

+ Quer saber onde almoçar ou jantar? Veja a lista de restaurantes selecionados

+ Para bancar o chef: as receitas de VEJA SÃO PAULO

Mocotó: visual antes da reforma com jeitão de botequim

Mocotó: visual antes da reforma com jeitão de botequim

O começo de tudo

A parteira Maria Romão com habilidade puxava a criança para fora, no quartinho dos fundos da casa de dona Quitéria, conhecida curiosamente como Glorinha. Naquele 12 de agosto de 1938 um sorriso abriu no rosto do marido, o barbeiro Alcino: mais um menino. O terceiro filho da lista de quatorze que iria se formar. Nada demais naquela casa, onde a irmã Nazareth iria contabilizar, anos mais tarde, trinta e um partos.

Na numerosa família, o menino fazia questão de dar sua contribuição. Logo cedo pegou na enxada e foi trabalhar de “alugado” para João Lulu, o tio vereador. Na semana de seis dias, três eram do tio, três do pequeno José. Valente como Davi, o menino andava légua e meia, trabalhava de sol a sol para apurar, no final da jornada, uma moeda de 500 réis. Dinheiro essencial para complementar os parcos proventos provenientes dos cortes “meia cabeleira” de seu Alcino na pequena Mulungu. A base dessa infância não diferia muito de outros personagens de cenários similares. O menu do dia: banana e açúcar. Ou um ou outro por vez, bem entendido. Fonte de energia, proteina, carboidratos e vitaminas que vão de A a E, não se aconselha, entretanto, seu uso como fonte única de alimentação, pois contém pouco cálcio e muito fósforo, causando desequilíbrio alimentar bastante comum, que prejudica a formação e a manutenção da estrutura óssea. Sem esse conhecimento nutricional à epoca, o sonho que embalava o pequeno José era “ficar rico”. Pra que, menino? Comer banana junto com açúcar todo dia!

José Oliveira de Almeida: dono do primeiro tempero de uma história gastronômica de quatro décadas (Foto: Mario Rodrigues)

José Oliveira de Almeida: dono do primeiro tempero de uma história gastronômica de quatro décadas (Foto: Mario Rodrigues)

Obrigado pela visita. Aproveite para deixar seu comentário, sempre bem-vindo, e curtir a minha página no Facebook. Também é possível receber as novidades pelo Twitter.

Postado em 12/04/2014 por Arnaldo Lorençato | 11 comentários

Receita: dadinhos de tapioca com queijo de coalho do Mocotó

(Foto: divulgação)

(Foto: divulgação)

Receita do chef Rodrigo Oliveira, dos restaurantes Mocotó e Esquina Mocotó

Rendimento: 8 porções

+ Leia sobre as comemorações de 40 anos do restaurante Mocotó

+ Leia trecho inédito do livro Mocotó — O pai, o filho e o restaurante 

+ 50 menus executivos por até 50 reais

+ Quer saber onde almoçar ou jantar? Veja a lista de restaurantes selecionados

+ Para bancar o chef: as receitas de VEJA SÃO PAULO

Ingredientes
250g tapioca granulada
300g queijo de coalho ralado
500 ml leite quente
8 g sal (pode variar de acordo com o sal do queijo)
1 pitada de pimenta-branca moída na hora
Molho de pimenta agridoce para acompanhar

Modo de preparar
1. Misture a tapioca e o queijo ralado e junte ao leite bem quente, mexendo sempre para não formar grumos.
2. Acrescente os temperos e continue mexendo até a mistura começar a firmar.
3. Despeje em uma assadeira forrada com plástico (para facilitar o desenformar) e cubra com papel filme. Deixe resfriar em temperatura ambiente e leve à geladeira por pelo menos 3h.
4. Corte em cubos e frite por imersão a 170ºC até dourar.
5. Sirva com molho de pimenta agridoce.

Obrigado pela visita. Aproveite para deixar seu comentário, sempre bem-vindo, e curtir a minha página no Facebook. Também é possível receber as novidades pelo Twitter.

Postado em 11/04/2014 por Arnaldo Lorençato | Comentários

Cardápio do Positano

(Foto: Lucas Lima)

(Foto: Lucas Lima)

Confira o cardápio e a carta de vinhos, com preços, do restaurante Positano, tema da minha crítica na revista desta semana.

+ Leia a crítica

Clique nas imagens para ampliar:

Menu

Menu

Carta de vinhos

Carta de vinhos

Obrigado pela visita. Aproveite para deixar seu comentário, sempre bem-vindo, e curtir a minha página no Facebook. Também é possível receber as novidades pelo Twitter.

Postado em 05/04/2014 por Arnaldo Lorençato | 6 comentários

Dupla de ex-Fasano, Salvatore Loi e Ricardo Trevisani abrem o Loi

Loi e Trevisani: um cuida da cozinha e o outro do atendimento (Fotos: Arnaldo Lorençato)

Loi e Trevisani: um cuida da cozinha e o outro do atendimento (Fotos: Arnaldo Lorençato)

Famoso por ter sido chef-executivo do restaurante Fasano e de todas as casas do grupo de alta gastronomia da grife italiana durante treze anos, o italiano Salvatore Loi migrou para o Grupo Egeu em julho de 2012 para dirigir o Girarrosto e, mais  recentemente, o extinto Mozza. Sua saída do Fasano, inesperada para a clientela, causou surpresa na época e foi noticiada em primeira mão por VEJA SÃO PAULO e aqui no blog.

A parceria com o Grupo Egeu, que parecia ter tudo para ser duradoura, funcionou por apenas quinze meses. Em outubro do ano passado, Loi deixou o Girarrosto para comprar o extinto Domenico, na Rua Doutor Melo Alves, nos Jardins.

+ Tudo sobre a saída de Salvatore Loi do Grupo Fasano

+ Entenda o porquê de Salvatore Loi ter trocado o Fasano pelo Girarrosto

+ Quer saber onde almoçar ou jantar? Veja a lista de restaurantes selecionados

+ Para bancar o chef: as receitas de VEJA SÃO PAULO

No mesmo ponto onde funcionou o restaurante do empresário siciliano Domenico Mira ele promete abrir nesta quinta, dia 10, o Loi. A novidade é que o cozinheiro tem como sócio Ricardo Trevisani, outro ex-Fasano como ele. Homem do salão, Trevisani foi sócio até recentemente da pizzaria Maremonti, que está em franco processo de expansão. “Estava ficando muito grande para mim. Prefiro me concentrar em um único lugar e fazer um trabalho mais refinado”, explica.

Salão no piso superior: com varanda aos fundos

Salão no piso superior: com varanda aos fundos

Loi por sua vez, conta que conversou com os ex-sócios do Egeu, Paulo Barros e Paulo Kress Moreira. “Falei para eles tinha encontrado uma boa oportunidade para fazer minha própria casa. Não gostava do serviço no Girarrosto, porque o restaurante é muito grande. Lá, não tínhamos como  trabalhar muito a variedade de pratos. Não conseguia fazer receitas novas, inclusive porque gerava custos”, diz. “O Mozza fechou porque saí de lá. Era uma operação um pouco complicada. Os sócios investidores colocaram dinheiro e queriam um resultados imediato. É preciso ter um tempo de amadurecimento.”

No térreo: parede branca de tijolos à vista

No térreo: parede branca de tijolos à vista

 No Loi, no qual a dupla de proprietários diz ter investido cerca de dois milhões de reais para quitar dívidas e renovar o espaço agora com 80 lugares contra os 110 anteriores, o chef pretende fazer um cardápio refinado, ao estilo do que preparava no Fasano. Ele está com o menu pronto, mas não provei. Esperarei pelo menos um mês da inauguração, como faço sempre.

Para você, em primeira mão, ele apresenta algumas das sugestões do cardápio:  duo de risotos de açafrão com beterraba e de creme de burrata, duo de risoto de de ervilha e de tomate fresco, pappardella recheada de cordeiro no molho da própria carne ao aroma de tomilho fresco e nhoque recheado de cordeiro ao molho do próprio assado envolto em lardo, o toucinho toscano.

Biblioteca culinária de Loi: na entrada do restaurante

Biblioteca culinária de Loi: na entrada do restaurante

 A conferir.

Conheça o menu do Loi

Obrigado pela visita. Aproveite para deixar seu comentário, sempre bem-vindo, e curtir a minha página no Facebook. Também é possível receber as novidades pelo Twitter.

Postado em 05/04/2014 por Arnaldo Lorençato | 6 comentários

Chef Mauro Maia volta com uma nova versão do Supra

Maia: de volta à cozinha depois de quase sei anos (Fotos:divulgação)

Maia: de novo nos fogões depois de quase seis anos de ausência (Fotos:divulgação)

Quando fechou as portas em 21 de dezembro de 2008, o Supra deixou saudades. Era um dos melhores restaurantes italianos da cidade. O proprietário e chef Mauro Maia, ex-executivo de uma grande indústria, não resistiu a uma oferta e vendeu o imóvel que ocupava na Rua Araçari, transformado depois em um edifício residencial que ainda não ficou pronto.

+ Quer saber onde almoçar ou jantar? Veja a lista de restaurantes selecionados

+ Para bancar o chef: as receitas de VEJA SÃO PAULO

Nesse intervalo, Maia trabalhou no mercado financeiro. Embora diga que se sentia satisfeito em lidar com as oscilações da Bolsa de Valores, o desejo de voltar a cozinhar prevaleceu. E começou a ensaiar o retorno desde o ano passado. Na quinta, 10 de abril, o chef-empresário promete abrir o Supra de Mauro Maia, instalado no ponto deixado pelo malfadado Spago, que tinha bons pratos de Carlos Bertolazzi. Fica também no Itaim Bibi na Rua Leopoldo Couto de Magalhães, 681, tel. 3071-4473.

Oficialmente, a inauguração do Supra di Mauro Maia acontecerá somente na véspera da Páscoa. Essa nova casa surge cheia de peculiaridades. Não será apenas um restaurante com 85 lugares, mas um misto de rotisseria, loja de vinhos e mercearia fina. O empresário-cozinheiro revela que o investimento para montá-la foi de 2 milhões de reais.

Homem de negócios: no período sabático da cozinha trabalhou com investimentos

Homem de negócios: no período sabático da cozinha trabalhou com investimentos

A principal aposta de Maia concentra-se no almoço executivo com preço fixo que inclui do couvert à sobremesa e é servido durante a semana. Somente de quinta a sábado, o Supra di Mauro Maia funcionará para jantar com escolhas à la carte.

Iremos oferecer uma refinada gastronomia italiana, que contempla rotisseria, restaurante e loja gourmet unidos em um único espaço

Com um projeto arquitetônico que pretende revelar os bastidores da casa, os clientes poderão ver da rua um pastifício envidraçado, no qual serão produzidas as massas. Esse espaço será usado também para a elaboração de pães e sorvetes.

Projeto fa fachada: últimos retoques para a estreia na quinta, dia 10

Projeto fa fachada: últimos retoques para a estreia na quinta, dia 10

Para entender como funcionará a nova casa, leia a entrevista que fiz com Maia:

Qual o conceito do novo negócio?
Iremos oferecer ao cliente uma refinada “gastronomia italiana” (este é o nome que utilizam no país da bota), que contempla rotisseria, restaurante e loja gourmet unidos em um único espaço.

Onde ficará o pastifício envidraçado?
Um dos grandes desafios nosso sempre foi “dar um pouco de vida” à fachada do estabelecimento e uma das soluções que serão implementadas para atingir a este objetivo foi fazer uma ampla janela de vidro para a rua, a fim de que os transeuntes possam se interagir com o processo de produção de nossas massas, sorvetes e pães. Entrando na casa, esta interação irá continuar, uma vez que temos uma ampla “parede de vidro” que vai desde a massaria, até a cozinha quente.

Como será o menu executivo?
O cardápio executivo, servido de segunda a sexta-feira (exceto feriados) pelo preço fixo de R$ 56,00, terá uma estrutura bem definida. Há cinco menus, um para cada dia da semana. Tudo deve ser renovado a cada mês. Massas que ficaram muito famosas em meu antigo estabelecimento, entre elas o agnelotti dal plin e o tortelli di zucca, também farão parte desse menu em dias específicos. Teremos ainda massas secas com molhos clássicos como alla carbonara, alla matriciana, alla Norma.

Detalhe o menu de jantar.
Será servido apenas em três dias da semana, de quinta a sábado. Entre os pratos que poderão ser provados estão clássicos de meu antigo restaurante: carpaccio supra (di sottofiletto) alle olive, capperoni e pinoli (R$ 27,00), tartare di salmone al balsamico (R$ 27,90), agnolotti dal plin (R$ 39,90), tortelli di zucca (R$ 35,90), branzino(robalo) di “paraty” in crosta di porò con gli asparagi (R$ 57,00), ravioli di magro alla primavera (R$ 37,90) e tiramisù supra (R$ 16,00), além de sorvetes de produção própria (R$ 9,90).

Descreva a adega.
A adega é envidraçada e com capacidade para 800 garrafas. Será composta de aproximadamente 60 rótulos exclusivamente italianos (exceto Porto e champanhe), sendo que 25 destes são de nossa importação direta e foram selecionados pessoalmente por mim em visitas a pequenos produtores. Teremos uma política bem definida de venda no restaurante e na loja, com preços bastante competitivos (inclusive para os rótulos que vamos adquirir de importadoras locais, competindo igualmente com as demais casas do ramo). Os vinhos serão armazenados na adega e também, como nas lojas do ramo, serão expostas na área da loja gourmet. Aproximadamente 60% dos rótulos (35 rótulos), na loja, terão preços inferiores a R$ 100,00.

Quais itens serão vendidos na rotisseria?
Massas recheadas, secas e nhoque, antepastos diversos, assados (inclusive o cabrito que fazia no antigo Supra e um frango assado caipira delicioso, da linhagem francesa label rouge), conservas, molhos, grissini torinese, foccacias, sorvetes artesanais feitos por nós, tiramisu e pastiera di grano), além de alguns produtos de salumeria de nossa própria produção como pancetta, guanciale, bacon, bresaola e lonzino. Também venderemos frios e queijos.

Quem toca a operação contigo?
Tocam o restaurante comigo meus sócios Rodrigo Bizzo, que cuidará do dia a dia da cozinha e antes estagiou comigo [no Supra] quando tinha 17 anos, foi estudar na Suíça, retornou em 2006 e atualmente estava comandando a cozinha do Tre do shopping JK [Iguatemi], além da Deborah Generali que tem ampla experiência de serviço, tendo sido inclusive gerente do Piselli.

Como chegou ao ponto?
Já tínhamos alugado um estabelecimento bem mais modesto em termos de tamanho na mesma rua e estávamos apenas esperando as autorizações para começar as obras. Então, um de nossos sócios investidores — Líbano Barroso — que tem relacionamento com dois dos antigos sócios do restaurante [Spago] que ali funcionava fez a ponte entre os dois grupos e conseguimos ficar com o ponto.

Conheça o menu executivo de almoço  e o cardápio do jantar.

Obrigado pela visita. Aproveite para deixar seu comentário, sempre bem-vindo, e curtir a minha página no Facebook. Também é possível receber as novidades pelo Twitter.

Postado em 05/04/2014 por Arnaldo Lorençato | 2 comentários

O importador de vinhos e alimentos finos Celso La Pastina reformula o Eat…

La Pastina: investimento de 1 milhão de reais na remodelação

La Pastina: investimento de 1 milhão de reais na remodelação

Esqueça o antigo Eat… Empório Restaurante. Comprado no fim do ano passado pelo importador de vinhos e alimentos finos Celso La Pastina, o espaço, um misto de restaurante e empório gourmet, foi totalmente reformulado. O empresário convidou o arquiteto Evandro Andredoni, autor de muito projetos de restaurantes na cidade, para cuidar da repaginação completa. O novo visual poderá ser conhecido a partir de segunda, dia 7, quando o Eat… (nome oficial a partir de agora) começa a funcionar em soft opening.

+ Saiba como foi a inauguração do Eat… Emporório Restaurante em 2012

+ Celso La Pastina assume o comando ao Eat… Empório Restaurante em 2013

+ Quer saber onde almoçar ou jantar? Veja a lista de restaurantes selecionados

+ Para bancar o chef: as receitas de VEJA SÃO PAULO

Desapareceu por completo aquele aspecto de galpão do espaço original. Agora, o amplo salão tem pé-direito de 3,8 metros e está mais aconchegante, com jeitão de restaurante. As receitas italianas que compõem o cardápio serão preparadas pelos chefs Bertone Vieira e Ariana Costa.

“Foi um investimento 1 milhão de reais na reforma”, estima La Pastina. Na visita que fiz ao local ainda em finalização de obras, o comandante do Grupo La Pastina explicou que Eat… ressurge como um complexo gastronômico dividido em EAT… Gourmet (restaurante), Café, Bar, Pronti (espaço para venda de assados e outros pratos cozidos pelo método sous vide, ou seja, em embalagem a vácuo), Casa La Pastina (a primeira loja com a linha completa de produtos de importação própria como vinagres, azeites, especiarias, molhos prontos, massas…), loja de vinhos World Wine, Scuola (escola de culinária com bancada de doze fogões para que os alunos possam cozinhar enquanto aprendem) e uma sala só para eventos, que ocupa a área do antigo bar de cervejas.  Fechado apenas aos domingos, o conjugado gastronômico deve funcionar das 8 da manhã às 11 da noite.

Entre os novos produtos que a empresa está importando com exclusividade e poderão ser testados pelos paulistanos está a linha desenvolvida pelos irmãos irmãos Albert e Ferran Adrià. São produtos que Adrià usou no extinto El Bulli, restaurante que por anos consecutivos foi considerado o melhor do mundo. Entre outros itens, estarão disponível o espessante xantana, o alginato usado para fazer esferas e o agar que permite preparar gelatinas quentes.

Com a reestruturação, La Pastina tem a intenção de formatar EAT… para franquias, que podem funcionar tanto como lojas de rua ou no interior de shoppings e até em praças de alimentação.

A conferir.

Conheça o cardápio do Eat

Obrigado pela visita. Aproveite para deixar seu comentário, sempre bem-vindo, e curtir a minha página no Facebook. Também é possível receber as novidades pelo Twitter.

Publicidade

Publicidade

Publicidade