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COMER & BEBER 2016/2017: botecos

Confira a seleção dos melhores endereços dessa categoria

Por Fábio Galib e Saulo Yassuda Atualizado em 1 jun 2017, 14h20 - Publicado em 21 out 2016, 23h00

A edição especial VEJA COMER & BEBER São Paulo reúne 200 bares. Abaixo, estão os melhores botecos da cidade

Academia da Gula: boteco bom é aquele com a presença constante do dono. Ou melhor: nesta casa, da dona. Aqui quem manda é a lusitana Rosa Brito, nascida na cidade de Barcelos, sempre a supervisionar o serviço e a cozinha. Sua fama se construiu à base do bolinho de bacalhau (R$ 36,00 a dúzia) aliado à cervejinha gelada (Original, R$ 12,90). Novo orgulho da portuga, o molhadinho arroz de bacalhau e tomate chamado de à malandrinho foi rebatizado de arroz à rodrigo hilbert (R$ 39,90). Sabe por quê? É que ela ficou toda-toda depois de ter participado do programa de TV do moço.

Bar da Dida: por mais que a dona, a ex-produtora de teatro Adriana Oddi, não fique todo tempo ali, as coisas funcionam. Nas mesas espalhadas pelo estacionamento do imóvel vizinho, o pessoal descolado, o que inclui alguns grupos gays, compartilha garrafas de cerveja (Original, R$ 12,00). Caipirinhas, entre elas a de lima-da-pérsia, também são escaladas (R$ 22,00). Montado na ciabatta, o tostex de peito de peru, queijo brie e geleia de pimenta sai a R$ 29,00.

+ Bares para tomar bons drinques

Bar do Celso: um boteco como manda o figurino, com paredes de azulejos brancos e mesas de madeira escura. Cordiais, os garçons entregam cerveja gelada (Serramalte, R$ 12,50) e bons petiscos, como a calabresa acebolada (R$ 34,90) ou o pastel de queijo com berinjela (R$ 12,00 o trio). Há ainda uma pequena mas boa relação de espetinhos de alcatra (R$ 8,40), coração de frango (R$ 8,40) e linguiça apimentada (R$ 8,10). O som privilegia o samba e não é à toa, já que fica a cargo do proprietário Celso Ricardo, ex-pagodeiro.

Bar do Giba: garrafas antigas do refrigerante Crush e uma coleção de latas de cerveja povoam as prateleiras deste lugar que figura no panteão dos botecos da cidade, tocado pelo ex-bancário Gilberto Abrão Turibus, o Giba. Expert em boemia, o proprietário treina bem a equipe, sempre pronta a levar à mesa uma nova garrafa de cerveja geladíssima (Brahma, R$ 13,90) e capaz de fazer uma ótima caipirinha de caju e tangerina (R$ 24,50). Vermelho no centro, o bolinho de carne (R$ 4,95) é muito saboroso.

Bar do Jô: o velho boteco é hoje um endereço ajeitado, onde gente do bairro e um ou outro forasteiro se reúnem para beber e conversar. As garrafas de Original e Serramalte (R$ 12,00 cada uma) são boas alternativas ao chope Brahma (R$ 8,00), apenas regular. Para não ficar só nas goladas, Joilson Batista, o Jô, propõe um cardápio de clássicos da chamada baixa gastronomia. Tem desde um singelo tremoço (R$ 5,00) a pastéis (R$ 12,00, três unidades) e bolinhos de bacalhau (R$ 30,00, oito unidades). Também faz uma feijoada no capricho (R$ 80,00 para duas pessoas) — esta somente às sextas e aos sábados.

BAR DO LUIZ FERNANDES
BAR DO LUIZ FERNANDES

Bar do Luiz Fernandes: trata-se de um dos mais autênticos (e bombados) botecos da cidade, fundado pelo casal Luiz e Idalina Fernandes, homenageado como a dupla personalidade gastronômica neste ano. Os ambientes com as banquetas de plástico sempre ocupadas ganharam nova companhia, o salão extra dos fundos. Contribuiu para a fama do lugar o ótimo bolinho de acém moído, que tem uma incrível crosta tostadinha (R$ 5,00). A mesma receita virou uma porção de almôndegas: vem na tigela em molho de tomate e é apelidada de mamma mia (R$ 10,00). Molhe a garganta com uma despretensiosa cervejinha em garrafa (Bohemia, R$ 12,00).

Bar do Luiz Nozoie: a feliz junção de ambiente informal com boa cozinha fez do bar um endereço cultuado. Aberto em 1962 pelo nissei que dá nome ao lugar, hoje é tocado por seus filhos, que preservam o ar de família do lugar, algo atualmente raro nas casas do gênero. Frequentadores mais assíduos costumam dispensar uma mesinha para se aboletar no balcão e ali devorar os ótimos — e pequeninos — pastéis, vendidos por unidade. Eles mais parecem um rissole e vêm recheados de carne, queijo ou camarão com catupiry (R$ 3,00 cada um). Para encher os copos e assim fazer uma combinação perfeita com as frituras, saem garrafas geladíssimas de cervejas (Original e Serramalte, R$ 13,00 cada uma).

Bar do Plinio: Paulo Plinio Nani �� dono de um botecão, no mínimo, sui generis. De ambiente bem simples, fica em uma esquina a duas quadras da Marginal Tietê e tem por especialidade os peixes de rio. É claro que eles não são pescados na vizinhança, mas sim no Norte e no Centro-Oeste do país e compõem pedidas como a mista do amazonas (aruanã, tambaqui e tucunaré fritos e salpicados de palmito, picles, azeitonas e alcaparras; R$ 75,00). A garrafa de Original (R$ 11,90) também vai bem com o torresmo de peixe, em que a pele da piapara ou da traíra é empanada e frita (R$ 49,90).

Bar do Seu Zé: o Seu Zé que batiza o negócio é o cearense Ananias Bezerra de Souza. Ele atrai uma galera a fim de beber sem frescura, seja nas mesas da calçada, seja no salão, desprovido de qualquer apelo decorativo — afinal, trata-se de um boteco na melhor acepção da palavra. Dá para ficar de boa na cervejinha servida em copo americano (Serramalte, R$ 11,50) ou pedir uma cachacinha mineira para complementar (Claudionor, R$ 10,00 a dose). Na hora de comer, também não há o que inventar. O botequim tem somente empanadas, que ficam prontas em uma estufa. São oferecidas com mais de vinte opções de recheio, como carne, frango e escarola (R$ 8,00 cada uma).

Bar Quintal do Mooca: apertos de mão são muito presentes por aqui. O flanelinha, o segurança, o garçom e os donos, Chiquinho Pascifal e Didi Fernandes, estão sempre a cumprimentar a freguesia. A cerveja (Serramalte, R$ 12,90) e caipiroscas como a doce sonho (maracujá, carambola e caju; R$ 19,90) chegam com rapidez para acompanhar os deliciosos acepipes. Peça o pastel de palmito (R$ 39,90 a dezena). Trivial? Sim. E impecável. Apelidado de mocojão, o mix de caldo de mocotó e feijão ganha a companhia de torresminho (R$ 14,90).

Botequim do Hugo: quem chega pela primeira vez ao minúsculo boteco tocado por Hugo Cabral Filho e pela irmã, Emiliana, sente-se viajando no tempo. O lugar parece ter parado entre os anos 30 e 40, com seus pesados móveis de madeira e um espartano horário de funcionamento — abre apenas nos dias úteis e encerra o expediente cedo. O público vai de cerveja em garrafa e raramente escapa do clássico da casa, o buraco quente (pão francês recheado de carne moída bem úmida; R$ 9,00). O pastel de jeitão caseiro também é uma delícia: de carne, queijo ou palmito, custa R$ 5,00.

Botiquinho: o alinhado endereço funciona numa tranquila esquina da Chácara Santo Antônio e atende sobretudo ao pessoal do bairro, mas há gente que vem de longe para provar os gostosos petiscos do proprietário Paulo Fraga Moreira, o Tico. Um deles é o bolinho de feijoada, com massa de feijão-­preto recheada de couve (R$ 27,00), e outro é o di torino (R$ 30,00), espécie de bruschetta composta de duas fatias de ciabatta tostadas e cobertas por tomate, mussarela e pesto. Se a ideia é matar a sede, há cervejas Brahma Extra e Serramalte (R$ 12,00 cada uma).

Canto Madalena: amplo, o bar instalado em uma região menos festeira da Vila Madalena tem uma agradável atmosfera. Toalhas de diferentes cores, samambaias e bonequinhos dão todo o charme ao salão. Comece com o pastelzinho de palmito (R$ 26,00), de recheio saboroso. Siga com o baião de dois, um mix de arroz, feijão-de-corda, carne-seca em cubos, costela suína e queijo de coalho. A receita pode ser pedida nas versões petisco (R$ 23,00) ou prato (R$ 69,90). Para bebericar, além da cervejinha tradicional em garrafa, há uma atraente seleção de cachaças.

O Catarina: apelidado de Catarina, o ex-pescador Renato Silvy Andrade foi criado na Praia de Canasvieiras, em Florianópolis. Por isso, faz questão de dar uma cara de boteco à beira-mar ao seu negócio, repleto de mesinhas na calçada. Uma das opções para bebericar é a cerveja do bar, a Ilha Santa Pilsen (R$ 21,00, 600 mililitros), vez ou outra fora da temperatura ideal. Depois de provar os bolinhos cremosos de siri (R$ 30,00, seis unidades), vai muito bem o arroz vermelhinho de camarão, bem úmido (R$ 90,00).

Coronel Santinho
Coronel Santinho

Coronel Santinho: o bar de esquina é um convite para uma tarde despretensiosa. Todo aberto para a calçada, dedica-se a cervejas especiais e tem três torneiras de chope, nas quais podem estar engatados barris como o da boa Bamberg Weizen (R$ 12,00, 430 mililitros). Cheia de ousadias, a cozinha não se resume ao básico. Todo segundo domingo do mês, faz pratos paraenses como o pato no tucupi e a maniçoba (R$ 40,00 cada um). Esta, que consiste em um cozido de folhas de mandioca com carnes e embutidos, aparece também no cardápio regular na forma de um leve e surpreendente bolinho (R$ 28,00, oito unidades).

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Dali Daqui: não estranhe o ambiente simplão, mas ajeitadinho, deste boteco meio brasileiro, meio espanhol montado pelo economista Fernando Sá, pelo professor Luiz Fernando Corrêa e pelo tecnólogo Reinaldo Rosal. Ali, perto da linha do trem, nos recônditos da Barra Funda, é possível bebericar drinques simples e bons de uma carta encomendada ao bartender Laércio Zulu, do Boteco São Bento. É o caso do la crosta (R$ 12,00), misto de brandy e limão na taça açucarada. Da seleção de tapas, o miniburaco quente sai por R$ 5,00 e as batatas bravas, por R$ 7,00 (a porção pequena).

Del Mar: a alma espanhola do boteco é uma herança de seus fundadores, os irmãos Delta e Mário, que deixaram a administração em 1996. Ainda hoje, preserva receitas como a paella valenciana, enriquecida com camarão, lula, polvo, marisco, vôngole, cação, frango e lombo. Custa R$ 69,00 e satisfaz duas pessoas. Quem deseja só petiscar, porém, pode escolher sem arrependimento a porção de lulas recheadas com os próprios tentáculos (R$ 22,00, quatro unidades). Como acompanhamento, o básico: chope Brahma na caldeireta (R$ 7,50).

Elidio Bar: instituição mooquense, o endereço fundado em 1959 por Elídio Raimondi há tempos não exibe mais a pinta de botecão antigo. Em todas as recauchutagens pelas quais passou, no entanto, manteve intocado o balcão de acepipes (R$ 95,00 o quilo), sua marca registrada. Há quem dispense o cardápio e, com o pratinho em punho, se esbalde com os queijos, as conservas e os embutidos, inclusas aí deliciosas linguicinhas apimentadas. Aos que arriscam uma olhada no menu, a recompensa é um delicioso bolinho de bacalhau (R$ 7,50). O cardápio também deixa claro: chope, ali, só com o colarinho regulamentar (Brahma, R$ 7,90).

Empanadas: nas mesas do antigo boteco, espalha-se um público variado com a intenção de esvaziar “cascos” de cerveja (Original, R$ 12,90) com copo americano. Flâmulas e fotos entregam que o lugar é um dos favoritos dos amantes de futebol nos dias de jogos, quando os televisores ficam ligados, transmitindo as partidas. As vitrines apresentam empanadas com nove sabores, como carne com azeitona preta e uva-­passa (R$ 8,90). Há também a alternativa de provar o salgado em tamanho míni (R$ 36,30, seis unidades).

Jabuti: eis um classicão da Vila Mariana. Iluminado com luzes frias e repleto de azulejos brancos nas paredes, o botequim investe nos frutos do mar. Garçons das antigas levam à mesa porções como o macio polvo à vinagrete (R$ 54,00) e o escabeche de atum (R$ 39,50). Continua ótimo o bolinho de bacalhau (R$ 5,00), sequinho e com boa proporção de pescado e batata. Para beber, o chopinho Brahma é bem tirado (R$ 7,00).

Jacaré Grill: eis um bar que sobrevive aos modismos que vez ou outra acometem a Vila Madalena. Há 26 anos na ativa, continua com seu ambiente jeitoso e arejado, no qual turmas que já passaram dos 30 anos investem em cerveja gelada (Original, R$ 10,75) e bons grelhados. Entre as mais recentes inclusões do extenso cardápio está o skirt steak, suculento parente da fraldinha que, acompanhado de farofa, vinagrete e pão, custa R$ 125,90 para duas pessoas.

A Juriti: tesouro do Cambuci, esse pé-sujo de bairro não entrega a longevidade apenas nos azulejos fora de moda e nas mesas de fórmica gastas pelo tempo. Impera por ali um clima de boa vizinhança, típico dos botequins que atravessam gerações. Assim, é normal uma conversa começar em uma rodinha de senhores grisalhos junto ao balcão, passar pelo garçom e ir parar lá do outro lado do bar. Entre um gole e outro de cerveja (R$ 11,00 a Original) ou chope (Brahma, R$ 8,00), a maioria petisca tira-­gostos escolhidos diretamente no balcão, caso da porção de mariscos ao vinagrete (R$ 30,00). Do cardápio, são pedidas clássicas o bolinho de bacalhau (R$ 4,50) e a rã à milanesa, que chega com casquinha crocante e carne extremamente macia (R$ 18,00).

Mercearia São Pedro: jornalistas, músicos e universitários adoram o bar — ao contrário da vizinhança, que não raro reclama da algazarra na calçada. No ambiente sem frescura, todos bebem garrafas e mais garrafas de cerveja (Original, R$ 11,00) e doses e mais doses de cachaça (Seleta, R$ 8,00). Na hora da fome, recorre-se a sandubas bem recheados, como o bauru na baguete com rosbife, queijo curado derretido, tomate e pepino (R$ 15,80), e ao pastel (R$ 5,00), que é oferecido de mesa em mesa das 19h às 22h. No almoço, os pratos variam conforme o dia da semana e todos dão direito ao bufê de acompanhamentos instalado em um carrinho de inox.

Moby Dick: todo desencanado, tem mesas espalhadas pela calçada. Enquanto o rock and roll rola solto nas caixas de som, o pessoal que se acomoda ali investe em boas pedidas para forrar a fome. Predominam bolinhos de pegada caseira, como o de milho com catupiry (R$ 27,90, doze unidades), tão simples quanto gostoso. Na hora de eleger uma bebida, vale perguntar ao proprietário, Onaldo Bortolai, pelo especial do titio, que muda ao sabor do dia — pode ser, por exemplo, uma caipirinha bem boa, feita com carambola colhida na vizinhança. Cervejas, só as triviais (Original, R$ 11,90).

Pé pra Fora: a peculiaridade do botequim é o fato de as mesas ficarem dispostas apenas na varandona protegida por lonas, e não no salão. O pessoal do bairro aparece sem compromisso para beber uma caipirinha (R$ 18,20 com pinga da casa) e assistir a algum jogo nos televisores. Exposta na vitrine, a empada de palmito (R$ 4,90) revela-se cheia de sabor. Outra dica mastigável? Peça o delícia do pé (R$ 42,10). A ótima porção traz pedaços de peito de frango com creme, empanados e fritos.

Pompeia Bar: dona Olga, mãe do proprietário José Luiz Figueiredo e autora de boa parte das receitas, morreu no fim de 2015. Seu legado culinário, contudo, mantém-se firme e forte em porções como a polpetta de carne à milanesa (R$ 38,90, seis unidades), com direito a uma azeitona dentro. Outras pedidas infalíveis do boteco de esquina são o caldinho de feijão (R$ 8,90) e o bolinho de mortadela recheado de pimenta-biquinho (R$ 37,90, seis unidades). Chopes Brahma (R$ 8,50) e Brahma Black (R$ 9,30), tirados no capricho, costumam fazer parte do programa.

Sabiá: Uma agradável atmosferaboêmia encanta quem visita o Sabiá. O chão de ladrilhos e a iluminação baixinha, misturada à luz da rua filtrada pelos janelões, dão aquela imagem de sossego que a Vila Madalena perdeu por aí. A calmaria só é rompida pelo ruído da freguesia, contente em tomar um chope tirado no ponto (Eisenbahn Pale Ale R$ 10,00) e saborear as receitas que Graziela Tavares traz da cozinha. “Faço comida caseira”, conta a chef, desde 2011 na sociedade junto dos irmãos Leonardo e Stefânia Gola. Hipermacia, a língua bovina em fatias ao molho de vinho, com arroz e um sedoso purê de mandioquinha (R$ 40,00), é apenas um dos preparos cada vez mais apurados de forma deliciosamente simples no botequim.

São Cristóvão: trata-se do melhor bar da Rua Aspicuelta, a mais agitada da Vila Madalena. É difícil não perceber que este botequim é devoto do futebol. Imagens, recortes, ingressos e outros objetos ligados ao esporte forram as paredes. Conhecido pelo ótimo chope, o lugar trocou a marca da bebida no começo do ano. Saiu de cena a Brahma, que foi substituída pela Heineken (R$ 8,00), tirada como se deve. Se não é fã desse chope, peça caipirinha, muito bem preparada (R$ 19,00). Na hora do petisco, lembre-se dos pasteizinhos de escarola e um toque de aliche: são dos bons (R$ 26,00, oito unidades).

Salumeria Tarantino: o pequeno boteco de Gilberto Tarantino, sócio do BrewDog Bar e do Vinil Burger, tem lugar para apenas quinze clientes por vez. O espaço de estilo improvisado, com prateleiras feitas de caixotes, ganhou um punhado de mesas (antes, a ideia era que as pessoas ficassem só nos balcões), o que deixou tudo mais confortável. Há alguns vinhos, a maioria do Sul, mas são as cervejas que fazem sucesso. Dá para pedir os dois chopes da marca própria, sempre em rotação, e garrafas como a Tarantino Session IPA (R$ 16,00, 310 mililitros). A lista de petiscos inclui uma boa minipizza margherita montada na focaccia (R$ 12,00)

Terra Nova Cachaçaria: Heinz Schmitz põe seu bar na rota da boa botecagem com uma parruda seleção de cachaças. São paulistas, mineiras, cearenses, cariocas e catarinenses, que totalizam mais de 300 rótulos — experimente a dose da Lúcia Veríssimo (R$ 9,00) ou da Milagre de Minas (R$ 10,00), ambas provenientes de Ouro Preto (MG). Para tabelar com elas, ou então com uma cervejinha, dá para pedir uma picanha fatiada, acompanhada de alho frito, pão francês e saladinha (R$ 95,00). Somente às quintas, o proprietário serve também receitas alemãs, como joelho de porco e kassler (R$ 65,00 e R$ 45,00, respectivamente).

Tiquim: diminuto e de esquina, o boteco acolhe um pessoal desencanado de Perdizes, alguns de estilo quase riponga, além de moças gays, todos atrás de uma cervejinha. Aos cuidados da publicitária Fernanda Huerta e da chef Bianca Battesini, a casa se mostra não raro lotada. Frituras individuais figuram entre as boas pedidas. É o caso do rissole de queijo mussarela e cebola caramelada e do bolovo acrescido de queijo em massa de carne de panela (R$ 8,00 cada um). A caipirinha de limão-­cravo e uva é pedida obrigatória (R$ 18,50, com cachaça Coluninha).

Valadares: desde 1962 no bairro da Lapa, o boteco ficou célebre por conta de petiscos pouco usuais, como o de testículos de boi (R$ 36,00 a versão à milanesa). Para acompanhar as geladas de 600 mililitros (Amstel, R$ 10,00), há muitas outras opções de tira-gosto. A casa tem torresmo (R$ 20,00) e pedidas frias dispostas no balcão, como mexilhão e tremoço (R$ 6,90, 100 gramas). O fígado aperitivo, servido em macias iscas com fatias de jiló, revela-se outra opção cheia de sabor (R$ 15,00). Uma dose de cachaça, como a Matriarca (R$ 9,00), cai bem para começar ou terminar a jornada.

Veloso: não é difícil descrever o boteco em três palavras: fila, coxinha, caipirinha. Uma legião de fãs ocupa a calçada à espera de uma mesa. Mesmo antes de conseguir um assento, já vai devorando as coxinhas de tamanho médio (R$ 30,00, seis unidades), viciantes pela casquinha crocante e pelo recheio de frango ultracremoso. Para acompanhá-las, são imbatíveis as caipirinhas preparadas pela equipe do bartender Souza, como a de tangerina e pimenta (R$ 19,00). Não deixe de pedir o chopinho na tulipa (Brahma, R$ 7,80), muito bom. O vizinho Armazém Veloso (Rua Conceição Veloso, 48) tem o mesmo menu e tenta dar conta da demanda. Tenta.

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