Três bons bares de 2017, duas promessas e uma decepção
Veja meu balanço etílico de 2017
Resolvi usar esses últimos dias do ano para fazer um pequeno balanço etílico de 2017.
Destaco abaixo os três melhores bares abertos no ano e que foram avaliados por mim na revista VEJA SÃO PAULO.
Aponto, ainda, dois endereços inaugurados nos últimos e visitados por mim. A dupla ainda não foi resenhada na revistas, mas vale ficar de olho. Essas duas casas merecem um pulo seu em 2018.
Para terminar, uma decepção que tive no ano.
Saúde. E um maravilhoso 2018.
Três boas aberturas de 2018:
Apothek
Essa não era bem a intenção no início. Mas a marca de drinques engarrafados Apothek, do bartender Alexandre D’Agostino (ex-Spot), acabou ganhando um bar em abril que funciona poucos dias na semana. Bom para nós, que podemos beber deliciosos coquetéis em um salãozinho que lembra uma garagem estilizada. A maioria é de clássicos, como o o tuxedo, com gim, jerez, vermute seco, licor marasquino e pastis.
Mica
Esse pequeno endereço da turma do bar Pitico, na mesma rua, lembra um boteco japonês. O cardápio, porém, inclui petiscos com inspiração em diferentes pontos da Ásia. Vão bem a berinjela marinada e os dadinhos de moti, massa de arroz glutinoso.
Van Der Ale
Assim como o premiado Goose Island Brewhouse, aberto no fim de 2016, o Van Der Ale aposta em chopes de produção própria. As três dezenas de torneiras, entretanto, também se abrem para barris de outras marcas especiais. O espaço, embalado por rock e com máquina de fliperama, é dos mais divertidos.
Dois novíssimos bares para ficar de olho:
Benzina
O pessoal da lanchonete Bullguer montou seu primeiro bar de coquetéis, em uma esquina da Vila Madalena. No espaço animado, com direito a uma arquibancada para bebericar, o bartender Gabriel Santana prepara boas pedidas como o mai tai, um tropical drinque de rum, limão e licores. O melhor: os preços cabem no bolso.
Estepe
Uma esquina da Rua Cunha Gago, 588, em Pinheiros, acolhe esse bar bem simplão de coquetelaria que tem entre os sócios os donos do Negroni, no mesmo bairro. Boa parte dos drinques levam bebidas brasileiras populares e até marginalizadas que dificilmente entrariam na taça dos amantes de um dry martíni ou de um negroni. É o caso do Netuno, um licor temperado com gengibre produzido na Bahia, ou o Paratudo, bebida mineira feita com raízes e ervas. O resultado, em geral, é delicioso.
Uma decepção:
Boa Praça
Hiperbadalado e com ambientação bacana, o bar do Itaim Bibi não foi bem no quesito comes e bebes. O gim-tônica chegou meio morto, sem gás, e o bife ancho aperitivo veio desforme e bem salgado. No quesito fervo, porém, segue firme.
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