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Blog do Lorençato Por Arnaldo Lorençato O editor sênior Arnaldo Lorençato é crítico de restaurantes há 29 anos. De 1992 para cá, fez mais de 15 000 avaliações. Também é autor do Cozinha do Lorençato, um podcast de gastronomia, e do Lorençato em Casa, programa de receitas em vídeo. O jornalista leciona na Universidade Presbiteriana Mackenzie

Restaurantes antigos que ainda valem a visita

O mais jovem é de 1959 — e eles continuam a oferecer boa comida ou bebida em ambientes nostálgicos

Por Saulo Yassuda, Arnaldo Lorençato Atualizado em 21 jan 2022, 10h42 - Publicado em 21 jan 2022, 06h00

Por Saulo Yassuda

Endereços antigos — o mais jovem é de 1959 — seguem a servir comida ou bebida de qualidade em ambientes nostálgicos que fazem parte da rota gastronômica da cidade aniversariante.

Jardim de Napoli

Célebre pelo polpettone (87 reais), o bolo de carne achatado e recheado de muçarela, a cantina surgiu em um barracão improvisado no Cambuci e começou a funcionar como restaurante em 1949, na Bela Vista.

+ Memória: Ático Alves de Souza (1926-2022), o maître mais antigo da cidade

No atual endereço de Higienópolis, um casarão antigo, opera desde 1967. O saudoso Toninho Buonerba, filho dos fundadores e criador do prato famoso, tocou o endereço até sua morte, em 2018. Rua Martinico Prado, 463, Higienópolis, ☎ 3666-3022. → jardimdenapoli.com.br.

Casa Godinho

O empório foi aberto pelo português José Maria Godinho em 1888, na Praça da Sé, e está desde os anos 1920 no térreo do Edifício Sampaio Moreira.

Após atravessar o portal de ferro, o público encontra estantes de imbuia que vão até o teto, cheias de produtos. O piso, todo desenhado e desgastado, comprova a idade do local. Nos últimos anos, a casa começou a ser procurada pelas empadinhas (a partir de 8,95 reais), que são bem saborosas. Rua Líbero Badaró, 340, centro, São Bento, ☎ 3104- 1520, 98339-9581. → merceariagodinho.com.br.

Imagem mostra vitrine com queijos e outras prateleiras ao fundo.
Imagem mostra vitrine com queijos e outras prateleiras ao fundo. Paulo Vitale/Veja SP

Almanara

É um dos árabes mais antigos da cidade: nasceu em 1950. A unidade mais velha ainda em atividade — e mais bonita — ocupa o imóvel original do Bar Arpège, no centro.

Um painel com uma caravana que atravessa um deserto, em uma das paredes, deixa o lugar ainda mais charmoso. Só neste endereço tem um rodízio de especialidades (104 reais), que traz quibes, esfirras, pastas, charutinhos, cafta… Rua Basílio da Gama, 70, centro, República, ☎ 3257-7580. → almanara.com.br.

Imagem mostra salão com diversas mesas, pé direito alto com luzes.
O salão do Almanara. Paulo Vitale/Veja SP

La Casserole

Em frente ao Mercado das Flores, no Largo do Arouche, o clássico bistrô francês foi fundado em 1954 pelo casal Fortunée e Roger Henry.

Segue hoje no mesmo ponto sob a direção da filha deles, Marie-France, e do caçula dela, Leo. O filé au poivre (89 reais) é uma das sugestões da casa, que no ano passado ganhou um bar moderninho nos fundos, o Infini. Largo do Arouche, 346, centro, República, ☎ e 3331-6283. → lacasserole.com.br

Imagem mostra espaço com mesas e cadeiras, uma parede azul ao fundo e janelas. À frente na foto está um prato com carne e batatas e duas taças, uma de vinho e outra com água.
O interior do bistrô. Paulo Vitale/Veja SP

Castelões

Trata-se da pizzaria mais antiga da capital ainda em funcionamento, com quase um século de vida. Um tanto desgastado, o restaurante ocupa o imóvel desde sua fundação, não sem alterações no ambiente ao longo dos anos.

+ Memória: Ático Alves de Souza (1926-2022), o maître mais antigo da cidade

Fotos de antigamente rememoram os velhos tempos do lugar, hoje tocado por Fabio Donato. Do forno a lenha saem pizzas de primeira, como a castelões (102 reais), de muçarela e rodelas de calabresa artesanal sobre molho de tomate. Rua Jairo Góis, 126, Brás, ☎ 3229-0542. → @cantina_casteloes.

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Imagem mostra espaço com mesas com toalhas xadrez e paredes com diversas bebidas expostas.
A pizzaria mais antiga da cidade. Paulo Vitale/Veja SP

Bar Léo

É um dos bares mais antigos da cidade, nascido em 1940. Foi batizado pelo curitibano Leopoldo Urban, que vendeu a casa nos anos 60 para Hermes de Rosa.

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Desde 2012, o lugar é controlado pela Fábrica de Bares e segue com o visual antiguinho: vitrais coloridos, canecas penduradas e as velhas bolachas de cerveja na parede. O Léo é o pai dos bares que servem chope (10,90 reais), pois seus copos com generosas camadas de creme viraram referência cidade afora. Rua Aurora, 100, Santa Ifigênia, ☎ 3221-0247. → barleo.com.br.

Imagem mostra espaço com mesas com toalhas xadrez e paredes com diversas bebidas expostas.
O interior do Léo, fundado em 1940. Divulgação/Divulgação

Acrópolis

Tradicional endereço grego, se mantém desde 1959 no Bom Retiro. Por muitos anos, foi tocado pelo grego Thrassyvoulos Georgios Petrakis (1918-2016), o seu Trasso, que em 1961 se tornou garçom da casa, aberta por um conterrâneo como Cantinho Grego. Hoje, é comandado pelas filhas.

No ambiente simples, meio de boteco, são provadas opções como a mussaká (38 reais), espécie de lasanha de berinjela e batata entremeada de carne moída e coberta por molho bechamel gratinado. Rua da Graça, 364, Bom Retiro, ☎ e 3223-4386. → @restauranteacropolis.

Imagem mostra espaço de paredes brancas com mesas de toalhas azuis. Nas paredes, quadros também azuis e brancos.
Ambiente do restaurante Acrópolis. Clayton Vieira/Veja SP

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Publicado em VEJA São Paulo de 26 de janeiro de 2022, edição nº 2773

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