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Memória Por Blog Uma viagem no tempo às décadas passadas por meio de suas histórias, costumes e curiosidades.

A evolução da moeda brasileira

Uma breve história do nosso dinheiro desde os tempos do Império

Por Roosevelt Garcia - Atualizado em 27 Nov 2017, 13h09 - Publicado em 27 Nov 2017, 13h08

O dinheiro no país tem uma história curiosa. Desde que a primeira moeda legitimamente brasileira foi cunhada por aqui, na antiga Casa da Moeda da Bahia, em 1694, nosso dinheiro mudou nove vezes. Ele vem evoluindo e perdendo incontáveis zeros por conta do pesadelo da inflação. Somente com a implementação do Real, em 1994, nossa moeda se estabilizou. Apesar de ainda vir perdendo valor com o tempo, isso tem acontecido em uma taxa lenta de desvalorização.

Conheça a história do nosso dinheiro, desde os tempos do império:

  • REAL IMPÉRIO (1833-1888)

As primeiras cédulas do Brasil, nos tempos do Império, se baseavam no sistema monetário português. O real já era conhecido como “réis” naqueles tempos.

Reprodução/Veja SP
  • REAL REPÚBLICA (1889-1942)

A partir da Proclamação da República, a moeda continuou sendo o real, com a emissão de novas cédulas. Mil réis era praticamente o nome da moeda, já que ela valia mil dos antigos reais do império. O montante equivalente a mil réis era chamado de conto de réis, ou seja, um milhão de reais do Império.

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  • CRUZEIRO (1942-1967)

O cruzeiro foi criado em 1942 em substituição ao mil réis, que gerava uma certa confusão por conta das frações serem em milésimos. O cruzeiro instituiu pela primeira vez a moeda com centavos, facilitando as transações. Um cruzeiro foi equivalente a mil mil réis, ou um conto de réis.

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  • CRUZEIRO NOVO (1967-1970)

O cruzeiro novo utilizava as mesmas cédulas do cruzeiro, mas com um carimbo mostrando seu novo valor. Foram cortados três zeros da moeda, e 1000 cruzeiros passaram a valer 1 cruzeiro novo.

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  • CRUZEIRO (1970-1986)

A moeda voltou a se chamar cruzeiro três anos depois, com novas cédulas. Seu valor não foi alterado em relação ao cruzeiro novo. Com o tempo, a moeda foi se desvalorizando, e novas cédulas de valor muito maior foram sendo criadas. Em 1986, último ano de circulação dessa moeda, já existiam notas de 100 000 cruzeiros.

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  • CRUZADO (1986-1989)

O padrão das cédulas continuaram os mesmos nesta transição, mas a moeda perdeu três zeros e 1 000 cruzeiros passaram a valer 1 cruzado. Durante os primeiros meses da mudança, as antigas cédulas de cruzeiro foram carimbadas com o novo valor em cruzados.

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  • CRUZADO NOVO (1989-1990)

O cruzado novo veio substituir o cruzado, na segunda reforma monetária do governo do presidente José Sarney. A moeda perdeu três zeros em relação à sua antecessora, e mais uma vez as notas receberam um carimbo com o novo valor no período de transição. Em seguida, novas cédulas foram criadas.

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  • CRUZEIRO (1990-1993)

Pela terceira vez, nossa moeda recebe o nome de cruzeiro, na reforma monetária de 1990, mas mantendo o valor de seu antecessor, o cruzado novo. A hiper-inflação fez a moeda se desvalorizar rapidamente e em apenas três anos, já havia cédulas de 500 000 cruzeiros.

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  • CRUZEIRO REAL (1993)

O cruzeiro real foi instituído em 93, cortando três zeros da moeda anterior, e aproveitando algumas de suas notas, devidamente carimbadas com o novo valor.

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  • REAL (1994 até hoje)

Em julho de 1994, foi criada uma moeda para definitivamente frear a hiper-inflação. Durante a transição, todos os preços passaram a ser especificados em URV (Unidade Real de Valor), que valia CR$ 2750,00 (valor em cruzeiros reais). Quando o real foi instituído definitivamente, passou a valer 1 URV, ou seja, CR$ 2750,00. Foi a primeira vez na história que a mudança da moeda não foi com um valor redondo, como retirar três zeros. Suas cédulas passaram a exibir animais da fauna brasileira em uma face e a efígie da república na outra, já que a galeria de heróis brasileiros estava escassa, tantas foram as mudanças de moeda nos anos anteriores.

 

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