Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês
Memória Por Blog Uma viagem no tempo às décadas passadas por meio de suas histórias, costumes e curiosidades.

Casa das Rosas, ícone da Paulista, faz aniversário e passa por reforma

A mansão, que abrigou familiares do arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo até a década de 80, é um dos últimos prédios históricos da avenida

Por Saulo Yassuda Atualizado em 17 dez 2021, 09h36 - Publicado em 17 dez 2021, 06h00

Não foi só a Avenida Paulista, com 130 anos de vida, que celebrou seu aniversário há poucos dias. A Casa das Rosas, um dos grandes cartões-postais da via, comemorou dezessete anos como Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura. A programação contou com finalização de grafites, sarau, apresentações musicais, exposição e cursos, porém não aconteceu no casarão, cuja construção foi concluída em 1935, mas em encontros virtuais e no lindo jardim do espaço.

É que o lugar passa por um restauro, desde outubro, que deve durar dois anos. A ideia é recuperar características originais do imóvel tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do estado de São Paulo (Condephaat), além de reparos hidráulicos, elétricos e de acessibilidade. A reforma tem um custo estimado em 4,2 milhões de reais, que virá do Fundo de Defesa de Direitos Difusos do Ministério da Justiça (80%) e do governo do estado de São Paulo (20%).

+Paulista comemora 130 anos com mega abraço e passeios temáticos

O acervo, com livros e objetos do poeta e tradutor Haroldo de Campos (1929-2003), símbolo do movimento concretista na poesia brasileira, foi transferido temporariamente à sede da Poiesis — Instituto de Apoio à Cultura, à Língua e à Literatura, que gere o espaço, e a maior parte dos funcionários ficará na Casa Guilherme de Almeida, também ligada à Poiesis.

O casarão foi projetado pelo escritório do arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo, responsável por outros ícones paulistanos, como o Teatro Municipal, e se mostra um resistente — é um dos últimos prédios históricos da avenida. Com quatro pavimentos e trinta cômodos, abrigou os herdeiros de Ramos de Azevedo até 1986, quando foi vendido ao arquiteto Júlio Neves e ao empresário Mário Pimenta Camargo. A dupla pôde construir um edifício comercial nos fundos do terreno, local da quadra de tênis, com a condição de restaurar a mansão.

Continua após a publicidade

+Mais Sesc na Zona Norte: os planos da nova unidade em Pirituba

Em 1991, após uma lenta reforma, o endereço começou a funcionar como galeria de arte. Foi só no fim de 2004 que, após um segundo restauro, ganhou nova gestão e virou o espaço cultural como é hoje.

+Assine a Vejinha a partir de 6,90.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Para entender e curtir o melhor de SP, Veja São Paulo. Assine e continue lendo.

Impressa + Digital

Plano completo da VejaSP! Acesso aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias e revista no app.

Resenhas dos melhores restaurantes, bares e endereços de comidinhas de São Paulo.

Receba semanalmente VejaSP impressa mais acesso imediato às edições digitais no App Veja, para celular e tablet.

a partir de R$ 19,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos no site e ter acesso a edição digital no app.

Resenhas dos melhores restaurantes, bares e endereços de comidinhas de São Paulo.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)