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Ponto Chic celebra um século de vida da casa pioneira, onde surgiu o bauru

Hoje a lanchonete possui três espaços na cidade

Por Saulo Yassuda Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 3 fev 2022, 13h56 - Publicado em 28 jan 2022, 06h00

Uma das lanchonetes mais longevas da cidade, o Ponto Chic comemora 100 anos de existência. Foi fundada em 24 de março de 1922 no Largo do Paissandu, no centro, região que durante décadas foi um fervo.

+ Memória: Ático Alves de Souza (1926-2022), o maître mais antigo da cidade

Era para lá que estudantes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, por exemplo, davam um pulo para bebericar umas. Um desses futuros advogados — hoje, imortalizado em um busto de bronze na loja — foi Casimiro Pinto Neto (1914-1983), o Bauru, que inventou o sanduíche que leva seu apelido, em 1937, e que se tornou um símbolo local.

A versão original, servida até hoje, leva fatias de rosbife, tomate, pepino em conserva e uma porção generosa de queijos no pão francês sem miolo. A receita, patrimônio cultural imaterial do estado de São Paulo desde 2018, ganhou variações nas padocas do país inteiro, e sua história foi registrada no livro Ponto Chic: um Bar na História de São Paulo, de Angelo Iacocca (Editora Senac, 49,99 reais), lançado para celebrar o aniversário de noventa anos da casa.

Em 1978, a lanchonete foi comprada por José Carlos Alves de Souza, morto em março de 2021 em decorrência da Covid-19, e por seu pai, Antonio Alves de Souza, que fora garçom ali na década de 1950. Mas, por conflitos do antigo proprietário, o Ponto Chic teve de mudar de endereço e reabriu em Perdizes.

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Imagem mostra balcão de bar com diversos garçons de camisas brancas, calças prestas e gravatas borboletas.
A brigada nos anos 50. (Acervo Pessoal/Reprodução)

Essa unidade continuou a existir mesmo após os novos donos terem conseguido reabrir o imóvel pioneiro do centro, em 1981. Em 1985, a marca montou o terceiro espaço, no Paraíso, e, no ano passado, ganhou um ponto apenas para delivery no Brooklin. Quem está à frente do negócio desde 2011 é Rodrigo Alves, filho de José Carlos.

No começo de 2021, numa fase aguda da pandemia, o empresário chamou atenção ao abrir a lanchonete em dias proibidos pelo governo, em protesto contras os decretos. “Sou comerciante, não traficante”, afirmou para a Vejinha à época. Mas não se tratou de um mau ano para a marca centenária. Em 2021, foram vendidos 110 000 baurus em todas as unidades.

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Publicado em VEJA São Paulo de 2 de fevereiro de 2022, edição nº 2774

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