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Blog do Lorençato Por Arnaldo Lorençato O editor sênior Arnaldo Lorençato é crítico de restaurantes há 29 anos. De 1992 para cá, fez mais de 15 000 avaliações. Também é autor do Cozinha do Lorençato, um podcast de gastronomia, e do Lorençato em Casa, programa de receitas em vídeo. O jornalista leciona na Universidade Presbiteriana Mackenzie

Comer & Beber 2021: Bela Gil é a chef revelação

Com talento para tocar panelas, a cozinheira levanta a bandeira de uma culinária consciente e mais saudável na forma de saborosos pratos sem carne

Por Arnaldo Lorençato Atualizado em 22 out 2021, 16h24 - Publicado em 21 out 2021, 21h00

Se Bela Gil, 33 anos, seguisse os passos do pai, o cantor Gilberto Gil, ela provavelmente seria uma estrela musical. “Não tenho talento para a música, só para tocar panelas”, brinca. A filha do astro da MPB tem outra paixão desde a adolescência: a culinária.

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Mas não qualquer tipo de comida. Pela prática da ioga e pelo pai que adota a dieta macrobiótica, ela aprendeu a passar longe das carnes. Mudou-se para Nova York em 2006 para estudar inglês e, na capital de todas as culinárias, se aprofundou no mundo vegetal.

Além de fazer parte da brigada do extinto restaurante vegano Candle 79, no Upper East Side, onde picava montanhas de hortaliças sem se abalar, matriculou-se na Hunter College para especializar-se em nutrição e ciência dos alimentos e fez um curso no Natural Gourmet Institute. Também atacou de personal chef montando cardápios para a semana e fez consultoria nutricional. Deu aulas no apartamento de dois quartos que ganhou de Gil no East Village.

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Fatia grossa de pão coberta por
Tostada de carne de jaca, um dos pratos do Camélia Òdòdó Ligia Skowronski/Veja SP

Depois de uma temporada americana de quase dez anos, fixou-se no Rio de Janeiro, onde passou a apresentar o programa Bela Cozinha, no canal pago GNT, que a projetou. O motivo: serviu um inusitado churrasco de melancia para os cantores Arnaldo Antunes e Ney Matogrosso mais o show man Luiz Carlos Miele (1938-2015). Virou assunto, viralizou e varreu a internet. O que poderia ser motivo só de zombaria ajudou a cozinheira a levantar a bandeira de uma culinária consciente e mais saudável.

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A migrante Bela mudou-se para São Paulo — “sou apaixonada pela cidade” —, onde abriu, em maio deste ano, seu primeiro restaurante, o Camélia Òdòdó, junto com o marido, J.P. Demasi, responsável pelo ótimo atendimento. O cardápio, quase 100% vegano e preparado com produtos orgânicos de pequenos produtores, traz escolhas como uma deliciosa torrada com a chamada carne de jaca besuntada de maionese de castanha-de-caju e picles de cebola-roxa e, às sextas, o bobó de cogumelo shimeji no creme de aipim com leite de coco de produção própria e azeite de dendê.

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Bela, chef revelação do COMER & BEBER, faz sucesso servindo pratos sem carne porque São Paulo é uma cidade cada vez mais plural quando se fala em alimentação.

Leia a resenha sobre o Camélia Òdòdó aqui.

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