O melhor da culinária árabe: cinco restaurantes para conhecer em SP
Uma seleção com estrelas da cozinha árabe na capital pelo editor-executivo e crítico de restaurantes Arnaldo Lorençato
A riqueza de aromas e temperos do Oriente Médio conquistou lugar obrigatório na mesa de São Paulo. Quibe, esfirra, homus, coalhada e outras receitas estão presente não só em restaurantes como nas festas dos paulistanos. É uma paixão de longa data.
Na histórica 30ª edição do VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER, o especialista Arnaldo Lorençato reúne uma seleção de restaurantes que se destacam por apresentar o melhor da gastronomia árabe, em particular a libanesa e a síria.
Confira os endereços da categoria:
Desde o ano passado, a casa de Leila Youssef e Sergio Kuczynski, dirigida pela filha do casal Fernanda Kuczynski, está em novo endereço. Entre os pratos que estrearam no novo endereço estão a berinjela grelhada coberta de coalhada, sementes de romã e folhinhas de manjericão que fazem toda a diferença (R$ 48,00) e a couve-flor assada que se beneficia da intensidade do molho taratur (R$ 42,00), uma maravilha.
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Alameda Lorena, 1821, Jardim Paulista, tel. 3061-2203 (90 lugares). 12h/15h30 e 19h/23h (sáb. e feriados 12h/0h; dom. sem intervalo). Taxa de rolha (R$ 120,00). Tem acessibilidade. Aberto em 1992. $$
Aperitivos típicos, as mezzés (R$ 62,00) reúnem saladas de vagem e de grão-de-bico, muha mara (creme de pimentão-vermelho e nozes) e queijo chancliche temperado. A porção de charutinhos de folha de uva (R$ 37,00 ou R$ 64,00) é uma atraente pedida de prato principal.
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Rua Ferreira de Araújo, 307, Pinheiros, tel. e WhatsApp 2365-9253 (60 lugares). 12h/15h e 18h/22h (ter. a qui. jantar até 22h30; sex. jantar até 23h; sáb. sem intervalo até 23h; dom. sem intervalo). Taxa de rolha (R$ 35,00). Tem acessibilidade. Aberto em 2025. $
Vizinho de um grande condomínio residencial e não muito distante do MorumBIS, fica um dos melhores endereços árabes da cidade. A cozinha é tocada em dupla pelo chef libanês Benon Chamilian e pelo filho dele Antoni. A refeição pode ser inaugurada com o mix de pastas coalhada seca, homus, babaganuche e muhamara na companhia de um cesto de pães (R$ 70,00) ou pela porção mista de sambus sek (R$ 53,00), os sequinhos minipastéis do Oriente Médio, recheados de carne e de queijo. Tem ainda a esfirra de abobrinha com queijo (R$ 18,00). O trigo grosso ou bulgur cozido com chalota e grão-de-bico é a guarnição do pernil de cordeiro (R$ 90,00). Na sobremesa, há uma versão tipo paçoquinha do halawi para comer de colher (R$ 20,00).
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Rua Nilza Medeiros Martins, 21, Vila Sônia, tel. 3739 4420/3661 (80 lugares). 12h/21h30 (sex. e sáb. até 22h; dom. até 16h30). Taxa de rolha (R$ 50,00). Tem acessibilidade. Aberto em 2012. $
Nas duas casas, o cardápio é idêntico e tem preços atraentes. O espeto de cafta, rico em condimentos entremeados à carne moída (R$ 36,00 ou R$ 71,00), combina bem com o arroz com lentilha coberto de rodelas de cebola crocante (R$ 26,00 ou R$ 52,00).
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Alameda dos Anapurus, 1253, Moema, tel. 93723-3751 e WhatsApp 5054-1648 (64 lugares). 12h/15h30 e 18h30/22h30 (sáb. e dom. sem intervalo). Taxa de rolha (R$ 30,00). Tem acessibilidade; Rua Diogo Jácome, 360, Vila Nova Conceição, tel. 3044-4358 (46 lugares). 12h/15h30 e 18h30/22h (qui. e sex. jantar até 22h30; sáb. 12h/22h30; dom. sem intervalo). Taxa de rolha (R$ 40,00). Tem acessibilidade. Aberto em 2002. $
Campeão da categoria Bom e Barato em 2025, o restaurante do chef libanês Georges Barakat foi considerado também o melhor representante árabe por VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER 2021. A casa continua a encantar o paladar da clientela com receitas inspiradas. Têm o nome de sambusik os pastéis libaneses em tamanho míni e porção com dez unidades recheadas de queijo ou carne moída (a melhor escolha). Custam R$ 42,90. O arais leva recheio de cafta bovina no pão árabe grelhado e chega na companhia de homus (R$ 39,90). Em vez da tradicional esfirra de carne (R$ 13,90), vale investir na de queijo chancliche (R$ 15,90). Também é muito bom o quibe frito (R$ 16,90). Na seção de pratos principais, o mussaká pode ser pedido em meia-porção (R$ 44,90) ou inteiro (R$ 95,00). A esfirra volta na sobremesa com uma cobertura de doce de leite, flor de sal e casquinha de açúcar queimado (R$ 25,90).
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Rua Inhambu, 790, Moema, ☎ 2537-3337 (35 lugares). 12h/21h30 (dom. 11h/17h; fe cha seg.). ⑥ (R$ 40,00). → Aberto em 2012. $







