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Conheça empórios, padarias e restaurantes centenários

O empório Casa Godinho e as cantinas Carlino e Capuano estão entre os endereços mais antigos da cidade

Por Sophia Braun Atualizado em 25 ago 2017, 12h39 - Publicado em 7 fev 2013, 17h44

O abre e fecha de restaurantes em São Paulo é intenso. Muitas casas não resistem nem ao primeiro ano. Em meio ao turbilhão de novidades, porém, duas casas centenárias permanecem ativas e disputam o título de mais antigas da cidade.

Fundado em 1881, o Carlino sempre funcionou no centro, primeiro no Largo do Paissandu e, posteriormente, na Avenida Doutor Vieira de Carvalho. Em 2002, entretanto, fechou as portas e só reabriu três anos depois, na Rua Epitácio Pessoa.

Esse hiato fez de outra cantina, a Capuano, a cozinha mais antiga em funcionamento contínuo. Desde 1907 no Bixiga, serve até hoje um fusili enrolado artesanalmente ao molho de tomates frescos, receita original do início do século.

Os paulistanos que desejam fazer um giro histórico pela culinária da capital encontram ainda empórios, padarias e uma sorveteria que já completaram cem anos de existência. É o caso da Padaria Santa Tereza, inaugurada em 1872 no centro.

Saiba mais sobre esses endereços e descubra outros centenários, listados em ordem cronológica de inauguração:

Padaria Santa Tereza
Padaria Santa Tereza: desde 19872 Monica Maia/Estadão Conteúdo/Veja SP

Padaria Santa Tereza: tradicional no centro, ocupa um sobrado atrás da Catedral da Sé. Das receitas do século XIX, o extenso cardápio lista apenas a canja (R$ 22,50) e a coxa creme (R$ 7,10). Dos pães, vai bem o português assado com manteiga (R$ 8,40). Aberto em 1872.

Carlino
Carlino: restaurante italiano em Perdizes Divulgação/Divulgação

Carlino: trata-se do restaurante mais antigo da cidade. Entre as especialidades, estão o pappardelle ao molho de tomate com coelho e cogumelo porcini seco (R$ 64,00) e a paleta de cordeiro assada e fatiada acompanhada de batatas coradas (R$ 65,00). Aberto em 1881.

Casa Godinho
Casa Godinho: inaugurada em 1888 Mario Rodrigues/Veja SP

Casa Godinho: famoso pelo bacalhau de ótima qualidade, o tradicional empório foi registrado como Patrimônio Cultural Imaterial da Cidade de São Paulo. Incluídas no cardápio há alguns anos, as cremosas empadas foram eleitas as melhores da cidade pelo especial COMER E BEBER de 2012 e são imperdíveis. O nobre bacalhau Gadus morrhua que deu fama à loja no passado, claro, continua à venda e custa R$ 49,80 o quilo (desfiado). Aberto em 1888.

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Italianinha
Italianinha: pequena e charmosa Rafael Santos/Divulgação

Italianinha: leve para casa o delicioso filão de pão italiano (R$ 7,00, 400 gramas), firme e crocante nas bordas, para comer ao lado da azeitonela (azeitona verde picada com orégano e pimenta-calabresa; R$ 86,90, o quilo) e do cogumelo italiano muschio (R$ 188, o quilo). Aberto em 1896.

Padaria 14 de Julho: a casa tem padaria no nome, mas vocação para mercearia. As mesas e prateleiras ficam forradas de azeites, vinhos, massas artesanais, antepastos e doces típicos, entre eles cannoli e sfogliatella (R$ 8,50, cada um). São imperdíveis os pães recheados (R$ 25,00) como o de berinjela ricamente temperada. Aberto em 1896.

Fusilli ao sugo, do Capuano - 2240
Cantina Capuano: o mais antigo restaurante em funcionamento contínuo Mario Rodrigues/Divulgação

Capuano: perde para a Carlino em idade, mas é a cantina mais antiga da cidade em funcionamento contínuo. Com interesse histórico, prove em duas pessoas o filé à parmegiana (R$ 98,50) e o fusilli compridinho e furado no meio ao molho bolonhesa (R$ 73,50). Aberto em 1907.

Alaska - Sorvete Gigante
Alaska: sorveteria centenária Divulgação/Divulgação

Alaska: em 1972, o português Lino Seabra comprou esta sorveteria nascida no início do século. Distribuídos em cubas metálicas, os sorvetes de massa compacta ganham 35 sabores (R$ 13,00 o copinho com duas bolas). São exemplos os de damasco, café, manga e abóbora. Aberto em 1910.

Padaria São Domingos Adoniran Barbosa
Padaria São Domingos: Adoniran Barbosa faz visita em 1978 Acervo pessoal/Divulgação

São Domingos: assa pães italianos redondos em três tamanhos: pequeno (R$ 8,00), médio (R$ 14,00) e grande (R$ 28,00). Alheira (R$ 56,00 o quilo), sopressata (um tipo de salame; R$ 130,00) e sardela (R$ 100,00 o quilo) completam a lista de produtos expostos no pequeno salão. Aberto em 1913.

Basilicata: ampliou em março Ricardo D'Angelo/Veja SP

Basilicata: Aberta há mais de 100 anos pelo imigrante Filippo Ponzio, a casa está sob o comando da quarta geração do italiano. Em março, os quatro sócios aglutinaram o imóvel vizinho ao empório. Pelo novo ambiente, espalham-se mesinhas para tomar um expresso (R$ 6,00) com calma. Continuam a sair do forno os pães italianos nos formatos redondo (R$ 12,60, 700 gramas) ou filão (R$ 8,00, 400 gramas).

Rei do Filé: mignon ao áleo e olho com batatas Reprodução/Divulgação

Rei do Filet: o restaurante orginalmente se chamava Esplanadinha e ficava na Rua Conselheiro Crispiniano. Em 1914, mudou-se para seu atual endereço na Praça Julio Mesquita. A casa, que depois passou a se chamar Moraes, adotou recentemente o título de Rei do Filet. O filé-mignon de 500 gramas (em corte sempre alto) ao alho e óleo vem com fritas e serve duas pessoas (R$ 120,90). Aberto em 1914.

*Preços checados em agosto de 2017. 

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