Avatar do usuário logado
Usuário

Os segredos do sucesso da badalada rede Bullguer

Lanchonete planeja saltar de quatro para doze operações no país, com filiais no Rio e em Brasília

Por Saulo Yassuda Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 jan 2017, 16h04 | Atualizado em 20 jan 2022, 09h49
socios bullguer
Santini, Koch e Abbondanza na nova unidade de Perdizes: expansão acelerada (Foto: Gladstone Campos/Realphoto) (Gladstone Campos/Veja SP)
Continua após publicidade

Em março de 2015, quando abriu as portas em um ponto nobre na Vila Nova Conceição, a Bullguer parecia ser mais uma hamburgueria artesanal, a exemplo de outras tantas e boas que pipocaram na cidade na última década e continuam a fazer sucesso.

Mas não foi preciso muito tempo para o público sentir, no bolso, uma peculiaridade do lugar: os sanduíches vendidos ali, além de ótimos, tinham preços mais convidativos que os da concorrência. A opção de ficar entre o fast-food e o gourmet revelou-se uma escolha certeira dos donos, os empresários Ricardo Santini e Alberto Abbondanza, sócios do bar The Orleans, na Vila Madalena, e o chef Thiago Koch, ex-Beato.

Poucos meses após a inauguração, a Bullguer foi eleita o melhor endereço bom e barato da cidade no especial VEJA COMER & BEBER (em 2016, ficou em segundo lugar, atrás da pizzaria Napoli Centrale) e as filas tornaram-se uma constante. De hambúrguer em hambúrguer, a marca virou uma minirrede com quatro unidades.

lo3d6115-jpg.jpeg
Sanduíche do Bullguer (Mario Rodrigues/Veja SP)

As duas mais recentes surgiram no ano passado: uma em Perdizes e a outra no Shopping Iguatemi (dentro do Viena Delish). Juntos, esses dois endereços, mais a matriz e a primeira filial (aberta no finzinho de 2015, na Vila Madalena), venderam 47 000 sanduíches em dezembro de 2016.

Continua após a publicidade

De acordo com Santini, a intenção inicial do trio era montar uma hamburgueria para foodies, daquelas de produtos ditos nobres e preços acima das três dezenas de reais por um sanduba. Mas corrigiram a rota e decidiram seguir os bem-sucedidos passos de grifes estrangeiras como a americana Shake Shack e a inglesa GBK.

“Fizemos uma pesquisa de mercado e passamos a focar o bom e barato. Somos ‘fastcasual’ ”, teoriza, antes de detalhar a estratégia de guerrilha para garantir o equilíbrio entre qualidade e preço. “Utilizamos os ingredientes de um lugar gourmet, mas priorizamos o custo-benefício”, discursa.

Os celebrados hambúrgueres da marca, que podem levar ingredientes como bacon, picles e queijo camembert, nunca custam mais que 24 reais — quem escolher o mais simples deles, com pão, carne e queijo, desembolsará apenas 18 reais. Graças a contratos anuais com fornecedores, a rede consegue preparar um hambúrguer de carne black angus, moída diariamente nas próprias casas, sempre fresquinha.

Continua após a publicidade

É coisa de lugar bacanudo, sim, mas não espere por aqueles discos grandalhões. Na Bullguer, eles vão à chapa com 100 gramas, o que vez ou outra provoca críticas da freguesia. “Não é pequeno. Em muita rede por aí há só 70 gramas de carne”, defende-se o chef executivo Koch.

bullger
(Arte: Veja São Paulo) ()

O toque de fast-food, essencial para baratear o custo final do sanduíche, fica por conta do queijo americano processado, comprado já fatiado, e de outros itens. É o caso da batatinha, servida sempre crocante e com uma pitada de páprica. Ela é importada congelada da Alemanha e já vem cortada no formato de onda.

Continua após a publicidade

Na hora do doce, o sorvete soft, aquele branquinho que desce da máquina, pode ser saboreado por 5 reais na casquinha, idêntico ao das grandes cadeias de lanchonetes, ou no copo com brigadeiro de colher, nibs de cacau e chocolate meio amargo da premiada (e cara) Maria Brigadeiro. Nessa versão, o preço da sobremesa sobe para 12 reais.

A economia no serviço também faz parte do modelo de negócio bom e barato, replicado depois por concorrentes como o Cabana Burger, no Jardim Paulista, e o Stunt Burger. Não há talheres nem copos de vidro. No caso da recém-inaugurada unidade de Perdizes, o sistema de autoatendimento diminuiu o número de garçons necessários.

fachada.jpeg
Fachada do Bullguer (Fabio Ghrun/Veja SP)
Continua após a publicidade

É assim, com um olho na chapa e o outro nos custos, que a pequena rede pretende, em 2017, saltar de quatro para doze operações no país. O plano de expansão inclui aberturas não apenas em São Paulo, mas também no Rio de Janeiro e em Brasília.

A estimativa é que, com essas inaugurações, o faturamento chegue aos 132 milhões de reais, o triplo do resultado de 2016. A primeira tarefa dessa fase de expansão será subir as portas das lojas dos shoppings Eldorado e Jardim Sul, na primeira semana de abril. Próximas regiões da cidade a ser dominadas: as zonas Norte e Leste, onde já se buscam pontos. “Temos um estudo de regiões que é tipo o jogo War”, brinca Santini.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Círculo dos Antiquários: Luiz Louro, Christian Heymès, Paulo Kfouri, Silvia Souza Aranha e Ruth GriecoNathalia Paulino, CEO Maison Aura
Revista em Casa + Digital Completo
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Completo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja SP* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Para assinantes da cidade de São Paulo

A partir de R$ 39,99/mês