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COMER & BEBER 2016/2017: cantinas/trattorias

Confira a seleção dos melhores endereços dessa categoria

Por Arnaldo Lorençato, Helena Galante e Saulo Yassuda Atualizado em 1 jun 2017, 14h20 - Publicado em 21 out 2016, 23h00

A edição especial VEJA COMER & BEBER São Paulo reúne 400 restaurantes. Abaixo, a seleção de cantinas e trattorias.

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Bellosguardo: famílias ocupam os confortáveis ambientes no fim de semana, quando filas se mostram inevitáveis. Bem molhadinha, a escarola recheada de farofa de pão, aliche, azeitona e alcaparra (R$ 37,20) funciona como entrada. De prato principal, escolha entre o fusilli feito na casa ao molho bolonhesa (R$ 67,10) e o ossobuco guarnecido de risoto milanês (R$ 85,20).

Bráz Trattoria: no salão modernão em estilo industrial que virou moda na cidade, as receitas são criadas pelo sócio e chef Benny Novak. Seguindo a cartilha das velhas cantinas, o chef pôs no cardápio o capelete giovanni bruno (R$ 41,00), recriação do molho romanesca. Leva creme de leite, ervilha fresca e presunto cru, tostado e crocante. Outra especialidade, as deliciosas pizzas, feitas com farinha branca ou integral, podem funcionar como entrada para partilhar. A cobertura com o nome da casa combina mussarela, burrata e alichela (R$ 52,00, individual; R$ 82,00, grande). Escura pela adição de chocolate, a macia torta caprese (R$ 21,00) faz um apetitoso contraste de cor e sabor com o chantili que o acompanha.

Buttina: cuidada pelo casal de proprietários Filomena Chiarella e José Otávio Scharlach, a trattoria tem os melhores lugares no salão dos fundos, junto ao quintal com jabuticabeiras. O quarteto de antepastos — sardela, patê de ricota, berinjela desfiada e azeitona verde — é a indicação para começar (R$ 28,00). Feito na casa como todas as massas frescas, o nhoque (R$ 48,00) tem uma leveza extraodinária, que, vez ou outra, pode ser prejudicada pelo molho de tomate ácido. Se pedida foi uma carne, vá de cordeiro cozido com purê de feijão‑branco aromatizado por marcante quantidade de gengibre (R$ 63,00).

Cantina do Piero — Il Vero: deixe a cerimônia do lado de fora: os garçons antigos vão tratá-lo como de casa. Do couvert (R$ 12,00) que chega quase instantaneamente à mesa, prepare-se para quantidades caprichadas de alho no tempero da berinjela. Na bandeja, é oferecida ainda uma bola de mussarela de búfala (R$ 5,00). Massas cheias de creme, como o espaguete boheme (R$ 94,50) com catupiry, espinafre, milho e parmesão e o penne dino zoff (R$ 93,50) ao molho rosé com cogumelo-de-paris e queijo gorgonzola ou parmesão satisfazem duas pessoas — e não raro sobra uma quentinha para levar.

Don Pepe di Napoli: pratos simples em porções fartas fizeram a fama desta cantina, que se desdobrou em filiais e também outras marcas, como o Vila Conte e o Al Mare. De entrada, a berinjela vem temperada com orégano e bastante azeite (R$ 22,00). Além de pratos típicos da categoria, como o espaguete rosado feito com molho de tomate cozido por três horas e peneirado com molho branco (R$ 67,00), há opções com peixe. Montado com pescada-cambucu, o popeye (R$ 88,00) leva ainda espinafre com creme de leite.

Famiglia Mancini: virou um ponto turístico, querido tanto por paulistanos quanto por visitantes. Nos fins de semana, há filas de espera imensas para conseguir uma mesa no salão com fitas e garrafas de chianti penduradas no teto. A decoração foi criada pelo próprio dono, Walter Mancini. A comilança começa na mesa de antepastos, que inclui de noventa a 100 itens (só de berinjelas há cinco variações). Paga-se por quilo (R$ 130,00). Os pratos, imensos, são suficientes para duas pessoas (ou até mesmo três, dependendo do apetite), como o cabrito ao forno com fettuccine fresco ao sugo (R$ 157,00).

Friccò: sim, a casa do chef italiano Sauro Scarabotta tem alguns inconvenientes, como o serviço confuso e o fato de não se aceitarem cartões de crédito. Mas, quando o visitante provar os embutidos de fabricação própria, como mortadela, salame e bresaola, os problemas se tornam menores. A porção sai a R$ 43,00 para duas pessoas. Siga depois para os pratos que aparecem e desaparecem do cardápio em sistema de revezamento, como o nhoque de boa textura com cogumelo shimeji e erva-doce (R$ 52,00) e o cotechino com cozido de feijões (R$ 49,00), vez ou outra com um toque a mais de sal. Não deixe de vasculhar as prateleiras do empório logo na entrada, onde é vendido um ótimo panetone de produção própria o ano todo (R$ 60,00).

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Il Sogno di Anarello: sutileza não é o forte desta cantina na Vila Mariana, fundada por Giovanni Bruno (1935-2014). Picante de tanto alho, a torrada de entrada (R$ 15,00) chega também pingando gordura. A parte surpreendente? O exagero cai bem. Menos interessante, as fatias de berinjela à parmigiana (R$ 45,00) vêm num molho ralinho, quase sem tempero. Cheia de graça, a brigada faz brincadeiras e incentiva a comilança dos clientes. Ao pedir a massa della mamma (R$ 80,00) com alcachofra, cogumelo seco e parmesão para gratinar, nem pense em deixar o final na travessa. “Vai comer, sim, o senhor dá conta”, solta o garçom, que sabe o que fala.

Jamie‘s Italian: conhecido pela defesa de uma alimentação mais natural e variada, o chef inglês Jamie Oliver causou alvoroço ao vir para o Brasil para fazer campanha para uma grande indústria. Até agora imune a polêmicas, seu restaurante não mudou — nem em relação aos fornecedores nem quanto ao sucesso de público. No espaguete alla norma (R$ 19,00 a porção pequena; R$ 29,00 a inteira), a quantidade de pimenta dedo-de-moça no molho de tomate com berinjela é bem tímida. Mas os sabores ficam mais potentes no linguine com camarão e rúcula (R$ 45,00 e R$ 69,00), no tagliatelle à bolonhesa (R$ 30,00 e R$ 42,00), um dos melhores pratos do menu, e na porção de cogumelos assados com mussarela defumada e tomilho (R$ 39,00).

Jardim de Napoli: experimente entrar nesta cantinona de quase setenta anos e não escolher o prato da casa. “Ué! Não vai de polpettone hoje por quê?”, solta o garçom, na lata. A surpresa se justifica: 70% dos pedidos incluem o bolo de carne recheado de queijo mussarela, empanado, frito no tacho, mergulhado em molho de tomate e depois gratinado com parmesão (R$ 60,00). O proprietário e inventor da receita, Toninho Buonerba, orgulha-se de produzir uma média de 400 unidades por dia. O salão de clima familiar e a simplicidade de outras sugestões, como o saboroso fusilli ao sugo (R$ 48,00), fazem a clientela se sentir à vontade, sem vergonha de pegar uma bela fatia de pão italiano para limpar o finalzinho do molho no prato.

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Jardim de Napoli
Jardim de Napoli

La Pasta Gialla: uma das grandes qualidades do chef Sergio Arno é ter bom faro para o que o público está querendo. Quando a temperatura baixa e as pessoas começam a desejar pratos mais encorpados, ele logo coloca numa plaquinha em cima da mesa a sugestão do tagliatelle feito dentro do queijo grana padano (R$ 59,90). Os garçons, porém, perdem a oportunidade de prepará-lo na frente do cliente, montando o prato num cantinho escondido do salão no Itaim. Leve, o nhoque ao molho pomodoro com queijo brie custa R$ 49,50. Para terminar, experimente o creme de mascarpone e amêndoa com calda de laranja (R$ 22,00).

La Pergoletta: as toalhas xadrez e o serviço de estilo lá em casa dão o tom acolhedor ao programa. Sessão nostalgia, as receitas, sempre para dividir, vão da cozinha às mesas em carrinhos. O filé à parmigiana (R$ 120,00), para duas pessoas, ganha a companhia de nhoque de batata recheado de mussarela. Além da matriz, no Tatuapé, e da flial no Itaim Bibi, há uma terceira unidade, menor e focada nas sugestões individuais, também no Itaim.

Lellis Trattoria: o público sabe exatamente o que vai encontrar — e, por isso, faz questão de sempre retornar. Sim, músicos circularão pelo salão antiguinho no jantar de segunda a sábado e, sim, um experiente garçom entregará o cardápio extenso e repleto de receitas para duas pessoas. O ravioloni à macalu é recheado de frutos do mar e coberto de molho de tomate, camarão, marisco, lula e vôngole (R$ 131,00). No arremate, uma forma de continuar com o pé no passado é ir de creme de papaia regado a licor de cassis (R$ 18,80).

Lellis Trattoria Campinas: salões amplos e com televisores recebem a clientela fiel desde 1981. Fundada pelo baiano João Lellis, a casa foi vendida após seis anos, mas manteve o nome do início. Embora bem fresquinha, a mussarela de búfala regada a azeite sai por R$ 15,00 o nó. Melhor pular os aperitivos e partir logo para os pratos que servem duas pessoas. O rondelli de massa verde com presunto cozido e mussarela é regado a molho à escolha. Se a opção for pelo mix de tomate, creme de leite e catupiry gratinado, pagam-se R$ 133,00 pelo prato.

Maremonti Trattoria & Pizza: com três unidades paulistanas, a rede não obtém o mesmo resultado em todas elas. No Campo Belo, onde o movimento é mais tranquilo na hora do almoço, nota-se um ou outro tropeço como o fraco polpettone (R$ 66,00). Essa grande polpetta pode vir com a carne excessivamente compacta na companhia de um fettuccine alfredo com a massa toda colada e um insosso molho branco. Felizmente, há muitos acertos como o pão de calabresa quentinho do couvert (R$ 13,00), a salada caprese com toque de pasta de azeitona preta (R$ 45,00) e o nhoque de mandioquinha ao ragu de carne (R$ 70,00). Só no jantar e nos almoços de fim de semana, a casa serve pizzas como a clássica margherita (R$ 72,00).

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Nello’s: a matriz, em Pinheiros, tem ambiente simples e acolhedor, dividido em três salões antiguinhos, com fotos de Roma e pôsteres de flmes de diretores italianos. O público não se importa em se aglomerar nos banquinhos da entrada e aguardar, pois sabem que a refeição, boa e barata, vai compensar no final. Duas dicas de massa: o saboroso tonarelli com anéis de lula, camarãozinho, mexilhão e tomate (R$ 49,00) e o delicado nhoque de batata com molho de tomate de acidez equilibrada com linguiça calabresa (R$ 38,00).

Pasquale: território do chef italiano Pasquale Nigro, a trattoria se espalha por um salão comprido e muito simples. Logo na entrada fica o balcão de antepastos com berinjela em várias preparações, o jiló bem ácido e a ótima abobrinha grelhada na conserva de azeite, além da sopressata, um embutido de fabricação própria. Das massas, o espaguete à carbonora (R$ 41,00) não chega a entusiasmar como a lasanha ao ragu de cordeiro (R$ 56,00). Pule o tiramisu (R$ 21,00) e fique com o sorvete de creme elaborado pelo cozinheiro e mergulhado em café com grapa (R$ 16,00).

Roma Ristorante: o atendimento quase formal e o serviço com carrinhos de antepastos e sobremesas que passeiam pelo salão sugerem um clima antigo. No cardápio, também fica claro que a cantina se propõe a ser uma espécie de guardiã de receitas de outros tempos. É o caso do rondelli misto de presunto e queijo ao molho rosé, oferecido no menu de almoço (R$ 46,00) e na rotisseria, que funciona no subsolo (R$ 67,00 o quilo). Para quem gosta de bastante queijo, o strudelli à roma (R$ 65,00) vem recheado de ricota e catupiry com castanha-de-caju e gratinado.

Roperto: tenha na ponta da língua ao entrar neste grande salão do Bixiga qual é a sua canção tradicional italiana favorita. Os músicos da casa inevitavelmente vão lhe fazer essa pergunta para tocá-la no acordeão. Outras coisas não mudam por aqui: o couvert com fatias grossas de pão italiano e um bom patê de ricota e pimentão (R$ 11,00 no almoço durante a semana; R$ 13,00 nos demais horários) e o ropertone (R$ 66,00), a versão da casa para o polpettone recheado de queijo. Para extrapolar qualquer cota diária de lactose, há ainda o talharim verde ao molho de quatro queijos gratinado (R$ 94,00).

Spadaccino: num sobradinho da Vila Madalena, fica uma das trattorias de ambiente mais agradável da cidade. Sua cozinha, porém, perdeu um pouco de viço. Não se surpreenda se no cesto do couvert (R$ 11,00) aparecerem alguns pães ressecados ou se a fungata de cogumelos mistos estiver carregada demais no alho (R$ 32,00). Ainda assim é possível provar um bom tagliatelle al dente ao ragu de três carnes (R$ 40,00) ou o coelho cozido com tagliolini (R$ 62,00).

Taormina: ano após ano, a proprietária Helena Morici mantém um padrão de qualidade da osteria que segue a mesma fórmula desde o começo. Aberta só no almoço, a casa oferece um menu completo que muda diariamente. Os únicos itens fixos são as frutas da sobremesa e o cannolo que acompanha o café. Entre as massas que aparecem com mais frequência estão o fusilli à calabresa e o rondelli de queijo. De segunda a quinta, custa R$ 54,90 (massa simples ou recheada) ou R$ 57,00 (massa com camarão); na sexta, R$ 54,90 ou R$ 62,90, respectivamente; aos sábados, domingos e feriados, o preço sobe para R$ 75,90.

Ravióli do Taormina
Ravióli do Taormina

Zena Caffè: embora o chef Carlos Bertolazzi quase nunca esteja no salão desde que virou uma estrela dos realities do SBT, a equipe formada por ele manda bem. Logo que se chega à trattoria, cuja varanda é disputada, os garçons servem um pacote de grissini de cortesia. Em seguida, sugerem receitas como o coelho com azeitona preta (R$ 65,00) na companhia de batata. Quanto às focaccias, uma delas tem a forma de hambúrguer ao forno e vem com queijo stracchino e pancetta (R$ 39,00). Espécie de bolo leve, a sacripantina (R$ 20,00), feita de chocolate, põe o ponto final.

Vino!: o nome da trattoria não decepciona o cliente. Diretamente das prateleiras, dá para escolher o vinho no meio de uma atraente seleção exposta. O chef executivo italiano Simone Brunelli mexeu no menu preparado no dia a dia pelo recém-chegado Fábio Denardi Batista e trouxe novo fôlego ao endereço. Uma das novidades é o filé-mignon grelhado guarnecido de risoto de cogumelo porcini e linguiça (R$ 78,00). De entrada, peça a polenta cremosa com ragu do embutido (R$ 19,00).

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