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Blog do Lorençato Por Arnaldo Lorençato O editor sênior Arnaldo Lorençato é crítico de restaurantes há 30 anos. De 1992 para cá, fez mais de 15 000 avaliações. Também é autor do Cozinha do Lorençato, um podcast de gastronomia, e do Lorençato em Casa, programa de receitas em vídeo. O jornalista leciona na Universidade Presbiteriana Mackenzie

O badalado bar-restaurante Mozza fecha definitivamente

Ao fechar monumental porta com motivos de inspiração mourisca às 22h de hoje, o Mozza encerrou uma trajetória de menos de dez meses (* 30-4-2013 – † 23-2-2014). Nem a qualidade da cozinha, assinada pelos chefs Salvatore Loi e Paulo Barros, nem os drinques criados pelo mixologista-consultor Rafael Pizanti, salvaram o bar-restaurante do fim. Barros, […]

Por Arnaldo Lorençato Atualizado em 26 fev 2017, 22h41 - Publicado em 24 fev 2014, 00h41
O belo salão do Mozza: não completou dez meses

O belo salão do Mozza: não completou dez meses

Ao fechar monumental porta com motivos de inspiração mourisca às 22h de hoje, o Mozza encerrou uma trajetória de menos de dez meses (* 30-4-2013 – † 23-2-2014). Nem a qualidade da cozinha, assinada pelos chefs Salvatore Loi e Paulo Barros, nem os drinques criados pelo mixologista-consultor Rafael Pizanti, salvaram o bar-restaurante do fim. Barros, que é um dos sócios da casa que pertence ao Grupo Egeu (General Prime Burger, Girarrosto, Italy e Kaá), me contou que “a conta não fechava”, embora o belo salão estive sempre cheio.

+ Leia sobre o fechamento do Alma María

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O Mozza, que causou frisson em sua abertura e foi eleito o bar revelação na edição “Comer & Beber” em outubro do ano passado, teve a mesma sina de seu antecessor, o Alma María (* 8-12-2011 – †  13-6-2012), montado pelo empresário espanhol Juan Escudero. Mesmo lotado, o restaurante espanhol, especializado em tapas e erguido do custo de cerca de 7 milhões de reais, durou só seis meses.

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Resta saber se o próximo inquilino do número 439 da badalada Rua Oscar Freire conseguirá espantar o mico que ronda o lugar. Haja pé de coelho, ferradura, trevo de quatro folhas!

 

Atualização em 24 de fevereiro de 2014, 13h25

Em entrevista com o sócio e líder do Grupo Egeu, Paulo Kress Moreira,  ele conta que não pensa em entregar o ponto do Mozza. “Acho o lugar fantástico. Vamos ver como podemos viabilizar um novo negócio, talvez um restaurante japonês como era o projeto original ou mesmo um bar. Agora é o momento de refletir durante o Carnaval e propor alguma coisa que o público queira naquela região”.

O empresário admite que houve um erro na operação. Kress Moreira acredita que o Mozza não decolou porque o público não entendeu se o lugar era era um bar ou um restaurante, já que oferecia uma gastronomia mais refinada. “Era difícil explicar para a clientela que o Paulo Barros e o Salvatore Loi tinham um bar”. Outro problema é que durante a semana, o público de almoço não era forte. “O almoço nos Jardins acontece com mais força da Alameda Tietê para cima”, avalia. Resta saber o que virá por aí.

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