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A Tal Felicidade

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Saúde, bem estar e alegria para os paulistanos

Vejo flores em você

Especialista em flores de papel escreve sobre o impacto desse tipo de arte no processo de autoconhecimento

Por Léa Tande, em depoimento a Helena Galante
22 abr 2022, 06h00 • Atualizado em 22 abr 2022, 12h56
Rosas feitas de papel diante de um fundo branco
 (Sidney Doll/Reprodução)
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  • Por quantas vezes não varremos nossas angústias para debaixo do tapete na corrida desenfreada do dia a dia? É preciso trabalhar, estudar, fazer acontecer o nosso propósito de vida… Vamos, depressa! Não há muito tempo para tantas realizações. Corra! Nessa luta diária, chegamos a ficar ofegantes, tamanha ansiedade que temos por viver o futuro.

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    Mas e o presente? Quem você verdadeiramente é hoje? O que te faz feliz realmente? Pare por alguns segundos agora e analise. Há quanto tempo você não faz um encontro com o seu próprio eu?

    Nessa viagem pelo autoconhecimento — tão essencial a qualquer um de nós — deparei com a beleza das flores. A natureza nos inspira e nos ensina. Há o tempo certo para semear, nutrir, criar raízes e florescer para o mundo. E cada flor com a sua peculiaridade, respeitando cada nervura, cada tonalidade, sendo ela mesma para viver e colorir o mundo.

    Esse olhar para a natureza me instigou a criar as flores de papel. Passo a passo, comecei a reproduzir pétalas, folhas, sépalas e tantos outros detalhes que deram vida a belos arranjos florais. Hoje sou especialista em flores de papel e reconhecida por minha arte. Contudo a grande e real conquista não foi essa.

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    Ao fazer as flores de papel, descobri uma ótima forma de viajar para dentro de mim e entrar em contato com sentimentos que não via fazia muito tempo… A cada dobra de papel encontrava as minhas reais emoções.

    E como isso é possível? Ao fazer uma flor, o foco fica somente no “aqui e agora”. Por alguns momentos, durante a criação, os problemas do dia a dia desaparecem. A “preocupação” concentra-se em reproduzir a maestria da natureza. Ah, e quando conseguimos chegar bem próximos disso, um transbordo de satisfação e orgulho invade a nossa alma, elevando a nossa autoestima para o patamar os sonhos.

    Após essa descoberta, meu propósito de vida é compartilhar essa forma de autoconhecimento com outras pessoas. Quantas vidas podemos resgatar com a criação das flores de papel? Com o projeto Vejo Flores em Mim, passei a ensinar mulheres de comunidades carentes de São Paulo a fazer flores.

    Ver aquelas mulheres entrarem em contato com suas reais emoções foi mais um encontro com a felicidade.

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    Em virtude dos problemas diários que envolvem uma comunidade, muitas estavam com a autoestima totalmente abalada. E quando conseguiam criar uma flor, era delicioso ouvir: “Eu que fiz! Eu posso!”. Tenho a certeza de que, após os nossos encontros de arte, as alunas saíam para o mundo muito mais confiantes em busca de superar suas dificuldades para construir uma vida melhor.

    Atualmente, viso a alcançar outros voos, levando essa vivência de arte não apenas para comunidades carentes, mas para todos aqueles que querem desfrutar o poder do autoconhecimento. Você que está lendo esta coluna agora, por exemplo, aceita fazer uma flor de papel e ter contato com as suas emoções?

    Pense com carinho nesse convite, pois ele pode levá-lo ao encontro da sua real felicidade!

    Léa Tande aparece sorrindo com algumas flores de papel à sua frente
    Léa Tande (@projetoleatande) é especialista em flores de papel, como a que ilustra esta página. Participa de feiras de arte e artesanato e dedica-se a ensinar o passo a passo de flores de papel junto com a busca pelo autoconhecimento nas chamadas Vivências de Arte. (Sidney Doll/Reprodução)
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    A curadoria dos autores convidados para esta seção é feita por Helena Galante. Para sugerir um tema ou autor, escreva para hgalante@abril.com.br

    +Assine a Vejinha a partir de 12,90. 

    Publicado em VEJA São Paulo de 27 de abril de 2022, edição nº 2786

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