Marmotta bomba de público com pratos ítalo-brasileiros no Itaim Bibi
Com toques brasileiros, massas e pizzas de fermentação natural, a pequena casa é comandada por três chefs, entre eles Oscar Bosch. Leia a crítica
É um fenômeno. Entre os restaurantes inaugurados neste ano, o Marmotta Pasta & Bar chama a atenção pelas filas na porta de um público que aguarda pacientemente, no jantar, até mais de uma hora para ocupar um dos 31 lugares no espremido salão — há, ainda, duas mesinhas na área externa para a espera, nas quais também são servidas refeições.
e Bar, comidas preparadas pelo chef Pedro Oliveira (Ricardo Dangelo/Veja SP)
O motivo para tanto frisson é a cozinha italiana feita com toques criativos, em especial a bem-vinda intromissão brasileira. Por trás desse sucesso está o trio de chefs Pedro Siqueira (Sìsì Cucina, no Rio de Janeiro), Oscar Bosch (do megassucesso Bodega Pepito, premiado no COMER & BEBER 2026/2027 como o Melhor Petisco, e do Tanit, do Nit Bar de Tapas e do Cala del Tanit) e Pedro Oliveira (ex-Vista), responsável pela cozinha no dia a dia e autor das receitas.
No cardápio não muito extenso, alinham-se petiscos, pizzas e massas.
Ajudam a amenizar a espera caprichados acepipes como os arancini moquecados (R$ 58,00), bolinhos de arroz de moqueca de bom tempero cobertos por maionese de siri e raiz-forte, e a polpetta arrabiatta (R$ 83,00), almôndega de pancetta e camarão com molho de tomate picante pelo acréscimo de gochujang e queijo stracciatella para suavizar o ardor. Essas frituras vêm sequinhas e fumegantes.
Outro bom ponto de partida é uma das pizzetas de massa elástica em estilo napolitano, de fermentação natural, que descansa por 48 horas antes de ir ao forno. Um exemplo, a tuna (R$ 64,00) vem coberta de atum marinado em suco de tomate tostado, óleo de gergelim, molho de peixe e shoyu, coalhada de ovelha, picles de pimenta-de-cheiro e cebola frita.
Da seção de macarrões, o canelone aparece em uma apetitosa versão recheada de ragu de ossobuco cozido lentamente por doze horas no próprio caldo, coberta por molho de tomate, agrião e pangrattato no lugar de parmesão ralado (R$ 98,00).
Mais pedida entre as sobremesas, merengues e morango (R$ 34,00) é uma combinação de creme de baunilha, chocolate branco assado, morangos confit, geleia de frutas vermelhas e suspiro, que encanta mais pelo visual do que pelo sabor.
Pensado também como um bar, o Marmotta tem bons drinques, entre eles um clássico recente, o bitter giuseppe (R$ 42,00), criação do bartender estadunidense Stephen Cole, em 2007, no bar Violet Hour, de Chicago.
Na casa paulistana, leva Cynar, vermute tinto, limão-siciliano, xarope de açúcar e Angostura. Há, ainda, um quarteto coquetéis autorais criados por Jairo Gama, que inclui o cítrico dry vitta (R$ 44,00), de gim, vermute seco, suco de limão, xarope de açúcar e manjericão.
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Marmotta Pasta & Bar
Rua Manuel Guedes, 281, Itaim Bibi, tel. (21) 99516-8823 (31 lugares). 12h/15h e 18h/23h30 (sáb. almoço até 17h e 19h/0h; dom. só almoço até 17h; fecha seg.). Taxa de rolha (R$ 100,00). Tem acessibilidade. Aberto em 2026. $$
Publicado em VEJA São Paulo de 16 de outubro de 2026, edição nº 3017.
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