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Blog do Lorençato Por Arnaldo Lorençato O editor sênior Arnaldo Lorençato é crítico de restaurantes há 29 anos. De 1992 para cá, fez mais de 15 000 avaliações. Também é autor do Cozinha do Lorençato, um podcast de gastronomia, e do Lorençato em Casa, programa de receitas em vídeo. O jornalista leciona na Universidade Presbiteriana Mackenzie

Comer & Beber 2021: Renata Vanzetto é a restauratrice do ano

Por trás do Grupo Eme, a chef paulistana criada no litoral toca negócios bombados na capital, entre eles o novo Mi.Ado, e já prepara outras aberturas

Por Arnaldo Lorençato Atualizado em 22 out 2021, 16h33 - Publicado em 21 out 2021, 21h29

Um cérebro fervilhante. Assim é Renata Vanzetto, a restauratrice do ano por VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER. Cabeça criativa de um conjunto de mais doze sócios, o Grupo Eme, a chef e empresária não para quando o assunto é montar negócios. O mais novo deles chama-se Mi.Ado, namora a culinária da Ásia e, como os outros, nasceu com o cheiro do sucesso.

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No piso superior do restaurante aberto em julho está em obras o Mico (ex-Mamaganush), com receitas do Oriente Médio, muito embora ela tenha jurado que não o abrirá agora — deve ficar para fevereiro de 2022. “O Mico tem tudo para não dar certo, com uma entrada muito bizarra dentro do Mi.Ado, que é o restaurante com mais fila e reservas na história dos lugares que abrimos até agora”, revela.

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Esse furor por empreender não vem de hoje. Renata, paulistana de alma caiçara nascida em 1988 e criada na paradisíaca Ilhabela, se interessou por cozinha ainda na infância e inaugurou o primeiro endereço, o Marakuthai, com apenas 18 anos, na Praia de Santa Tereza. Não tardou em subir a serra e trazer, em 2009, a marca com um nome muito apropriado — maracutaia tailandesa, já que ela nunca esteve na Tailândia, mas praticava, digamos, livres e apetitosas reinterpretações dessa culinária do Sudeste Asiático. Permaneceu por dez anos com o Marakuthai, vendido ao grupo baiano Ergo em janeiro de 2020. Nessa altura, tinha no portfólio os restaurantes Ema e Muquifo, os bares MeGusta e Mé Taberna e a lanchonete Matilda.

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Salão do Mi.Ado.
O salão do novíssimo Mi.Aado instalado na Rua Bela Cintra Ligia Skowronski/Veja SP

Para montar o Mi.Ado, ela calcula terem sido investidos quase 400 000 reais, isso porque a obra trouxe muitas surpresas de elétrica e hidráulica. No Mico, que é maior, estima chegar perto de 1 milhão de reais. Além dos negócios paulistanos, mantém com cinco sócios o restaurante A Pescadora, em Ilhabela, e o Buffet Vanzetto, que atende na praia e na capital. O próximo passo é transformar o Matilda Lanches também numa rede de dark kitchens — a primeira delas anda emperrada em burocracia e deve começar a funcionar em novembro.

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Numa mensagem recebida por WhatsApp às 7 da manhã de uma terça, ela conta que aproveitou a noite de insônia ao lado dos dois filhos, Ziggy, de 3 anos, e Max, de 8 meses, e do marido, Cassiano, para criar a Confeitaria Ridícula, variação do nome da torta ridícula, doce que ela publicou nas redes sociais e bombou, com vários seguidores postando as próprias versões. Quatro dias depois, em outro bilhete eletrônico, diz que a doceria virou a “Mercearia Ridícula — Tortas ridículas & molhos secretos”. Claro que teria de ter “M” no nome, uma obsessão. “Só preciso convencer meus sócios e achar outro ponto no mesmo quarteirão (Rua Bela Cintra)”, diz rindo sobre o pedaço que concentra a maioria de suas casas.

Leia resenhas de casas do Grupo Eme, Ema, Matilda Lanches, Me Gusta e Mi.Ado.

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