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Ser palhaço para se comunicar, com Cláudio Thebas

O autor do novo livro "Ser Bom Não É Ser Bonzinho" fala sobre a comunicação não violenta e a intenção de evitar julgamentos e sentenças

Por Helena Galante Atualizado em 25 jun 2021, 17h53 - Publicado em 28 jun 2021, 00h10

Quão atenta tem sido a sua escuta com os outros? E com você mesmo? Claúdio Thebas, convidado de Helena Galante para o episódio 107 do podcast Jornada da Calma, é palhaço, escritor e ouvinte profissional. “A escuta é um tratamento pra essa doença social da falta de se sentir pertencente”, ele afirma. Coautor do best-seller O Palhaço e o Psicanalista, Thebas acaba de lançar pelo selo Paidós, da Editora Planeta, o livro Ser Bom Não É Ser Bonzinho. Para quem insiste em julgar o livro pela capa (ou pelo título), porém, cabe um aviso: ele vai MUITO além do que a frase pode indicar.

“A gente é tomado por julgamentos, nosso cérebro julga antes de pensar. Mas podemos evitar a sentença”, explica. Para isso, Cláudio ensina que é preciso chamar a voz de todos para cada situação. E aqui a postura do palhaço pode ajudar, e muito. “Os encontros são a casa do palhaço.” Ele conta ainda da possibilidade de abraçar o erro – “Fracasso é não saber falhar” – e entender a nossa agressividade para escolher justamente por seu oposto, a não violência. “Às vezes a gente está tão duro, tão embrutecido. Mas quando a gente se lembra da gente, se desmancha. Isso acontece quando a gente lembra que tem uma história, o Claudião dá a mão para o Claudinho, a Helena para a Heleninha. Isso é se reconstituir.”

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