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Passeios inusitados para fazer em São Paulo, como cachoeiras e pesca

No aniversário da cidade, que celebra 470 anos na quinta (25), a Vejinha selecionou dezoito locais que provam a diversidade da metrópole

Por Sérgio Quintella Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
19 jan 2024, 06h00

Vista de longe e por muita gente como uma cidade acinzentada e sem horizonte, São Paulo não é apenas aquela metrópole dos enormes prédios que irrompem os céus e retiram das vistas dos paulistanos as paisagens distantes, cada vez mais relegadas a cantinhos de céus. Também não é justo qualificar a maior cidade do hemisfério sul, que completa 470 anos no próximo dia 25 de janeiro, apenas pelos congestionamentos em boa parte de suas mais de 50 000 ruas e avenidas, as viagens intermináveis, a correria sem hora para começar e terminar, os negócios bilionários, as oportunidades, a gastronomia sem igual ou a arquitetura histórica.

São Paulo é também bucólica, da meditação, da pesca da tilápia na Guarapiranga, do Castelinho de Perus, do borboletário em Engenheiro Marsilac, da travessia por balsa na Represa Billings e da aldeia indígena que não permite visitas, mas se abre para comercializar artesanato guarani. Mais para o Centro expandido, a metrópole também abriga a “janelinha do vinho” no Bixiga, a “prainha” do Parque Augusta e a praiana altinha no Parque Ibirapuera. Essas e outras atrações improváveis para uma cidade como São Paulo estão nas próximas páginas. Aliás, há quase 39 anos o ofício principal de VEJA São Paulo é mostrar as muitas e imprevistas “São Paulos”.

Tilápias e traíras

Imagine chegar em casa cansado, depois de mais um dia de trabalho, e pegar sua varinha de pesca para procurar o jantar. Claro que o empresário Augusto de Andrade, 53, não faz isso sempre, mas, se ele quiser, pode. “Sou filho e neto de represeiro e pesco aqui desde menino”, diz Bat, como é conhecido. Além de navegar praticamente todos os dias, Bat, que possui um hostel no chamado terceiro lago (ele também aluga caiaques e pranchas de stand-up), costuma juntar voluntários para promover ações de limpeza nas diversas “prainhas” da Guarapiranga. (S.Q.)

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Augusto, na Ilha dos Amores (Alexandre Battibugli/Veja SP)

Aventura na selva

Não é necessário sair do perímetro paulistano para curtir um banho de cachoeira. O SelvaSP Parque de Aventura, em Marsilac, na Zona Sul, oferece essa e outras experiências, como a prática de esportes radicais, a exemplo do rafting, atividade na qual grupos atravessam corredeiras em um bote, e o rapel, que são as descidas em paredões altos. Parte do Polo de Ecoturismo de São Paulo, o parque está localizado em uma Área de Preservação Ambiental, o que significa que, durante as trilhas e outras atividades, é possível ter contato com vegetação e animais nativos da Mata Atlântica. Estrada do Capivari, 5005, Engenheiro Marsilac, ☎ 94703-9638. Day use custa 70 reais (há pacotes para outras atividades). selvasp.com.br. (J.R.)

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Visitante pratica rafting em parque em Marsilac (Alécio Cézar/Divulgação)

Toque de bola em alta

Praticada geralmente em praias, a altinha começou como um toque de bola entre amigos à beira-mar. Basicamente um toca para o outro, mas sempre com o intuito de dificultar a recepção do colega. No Ibirapuera, a altinha desembarcou antes da pandemia e cresceu desde então. Nos fins de semana de sol, é comum ver grupinhos de quatro ou oito pessoas, que, juntos, chegam a duas centenas de praticantes. “Nos nossos campeonatos, cada grupo deve ter no mínimo uma mulher”, diz Rafael Coelho, criador da Ibiralta, promotora de aulas (a partir de 300 reais por quatro sessões mensais) e competições. (S.Q.)

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Turmas jogam altinha no Ibirapuera (Alexandre Battibugli/Divulgação)

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Educação ao ar livre

Com 760 000 metros quadrados, o Parque da Ciência do Instituto Butantan é um “oásis” no meio da cidade. Árvores nativas, como pau-brasil, enchem o complexo, que possui doze prédios históricos restaurados, metade deles aberta ao público, como os cinco museus que abordam a história do local e ensinam sobre cobras e vacinas. O Edifício Vital Brazil, cartão-postal do instituto, guarda afrescos datados da época da construção, em 1914. Avenida Vital Brasil, 1500, Butantã. (J.R.)

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Parque da Ciência do Instituto Butantan: ciência e lazer (Marília Ruberti/Comunicaçã Butantan/Divulgação)

Os caquinhos juntados de Perus 

A 200 metros da estação Perus da Linha 7-Rubi, na Zona Norte, o imigrante espanhol João Rufino Fernandes Moreno ergueu no século passado a obra de sua vida. O Castelinho de Perus, como é conhecida a casa de João, que nasceu em 1907 e morreu perto dos anos 2000, tem a fachada decorada com centenas de azulejos ornados com caquinhos juntados por décadas. “Ele era químico e trabalhava na Fábrica de Cimento de Perus (fechada em 1987)”, lembra o bisneto Andrew Fernandes, 34. Todo o trabalho era feito à mão por Moreno, que também era saxofonista. Hoje vive no local a quarta geração da família do químico. Apesar de o trabalho lembrar a obra do arquiteto espanhol Antoni Gaudí, os parentes contam que não veio daí a inspiração. “Ele não tinha relação nenhuma com Gaudí”, conta Carlos Bortotto, 62, também da família. Fica o mistério. (G.Q.)

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Castelinho de Perus: mistério sobre motivação da ideia (Leo Martins/Veja SP)

Perdido na tradução 

Bairro apinhado de restaurantes de especialidades diferentes entre si, o Bom Retiro tem uma legião de endereços onde, ao menos por alguns minutos, o cliente se sente em um outro lugar que não a região central. Sobretudo quando se fala nos estabelecimentos coreanos, muitos deles funcionando a portas fechadas. Sim, há lugares mais “fáceis” aos iniciantes, como o Dare (Rua Correia de Melo, 54), com cardápio extenso, repleto de descrições em português e fotografias. Mas há outros em que se perder na tradução faz parte do programa.

No Imoya (Rua Silva Pinto, 441), onde o som da televisão em coreano vez ou outra compõe a trilha sonora, há na entrada uma lista de pratos com imagens e ideogramas. Em letras menorzinhas, aparece a versão ocidentalizada do nome embaixo, mas na língua local ou em inglês. É no menu em QR code que dá para ler em português, e ainda assim podem pintar dúvidas. Segue com dificuldade? Então vai aí uma dica: o prato de número 29 é um macarrão em caldo frio de carne com fatias de maçã, ovo cozido, picles de nabo e pepino, com uma tesoura para você cortar os longos fios de massa. (S.Y.)

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Restaurante Imoya, no Bom Retiro: cardápio em coreano (Saulo Yassuda/Veja SP)

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Costume toscano

Filas se formam desde agosto em frente ao sobrado no número 1 da tranquila Rua Doutor Nestor Esteves Natividade, no Bixiga. É ali que fica uma “janelinha” batizada de Buchette del Vino. O cliente faz o pedido e paga sem ver o rosto do atendente — tudo é intermediado através do buraco na parede —, e a taça (de acrílico, a partir de 18 reais), com tinto, branco ou rosé, é entregue por uma mão misteriosa vestida de luva. Quando se ouve um “attenzione!”, é sinal de que o copo e/ou petisco está pronto. A experiência remete ao século XVII, quando esse tipo de estabelecimento virou “moda” na região italiana da Toscana e, durante a pandemia da Covid-19, houve um revival. “Vem muita gente de fora da cidade e até do país”, conta o arquiteto Murilo Grilo, proprietário do estabelecimento. “Eu não vim de BH para não fazer foto!”, dizia uma das turistas em nossa visita, com celular em punho. Até março, a parte interna do imóvel deve abrir ao público com o café Casa Grilo. (S.Y.)

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Janelinha do Buchette del Vino (Murilo Grilo/Divulgação)

O zoológico das borboletas

No extremo sul da capital, o Borboletário de São Paulo permite ao visitante um cenário pouco comum no meio urbano: estar fechado em um ambiente telado de 400 metros quadrados com cerca de 1 500 borboletas soltas ao redor. O espaço, localizado na Estrada da Ponte Alta, 4300, fica a cerca de 50 quilômetros do Centro. “Temos dezenove espécies de borboletas que vêm da nossa criação controlada, é como um zoológico”, explica Dayse Naghirniac, 63, diretora do borboletário. O complexo tem 280 000 metros quadrados e oferece também quadras esportivas, pesca, oficina de circo e um labirinto de 300 metros quadrados. Os ingressos custam 49 reais e é preciso checar as datas de abertura no Instagram @borboletariodesaopaulo: no endereço funciona também um acampamento, o Águias da Serra, em que foi gravado o filme Carrossel. (G.Q.)

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Vista aérea do labirinto do Borboletário (Borboletário de São Paulo/Divulgação)

Biblioteca de Hogwarts no Centro

Após surgir nas redes sociais e ser comparada à biblioteca de Hogwarts, escola de magia da saga Harry Potter, a Biblioteca George Alexander virou ponto turístico. Com móveis e mesas originais da época em que foi inaugurado no Mackenzie, em 1926, o edifício tombado até já abrigou livros doados por Dom Pedro II — atualmente preservados no centro histórico da universidade. Hoje a coleção contém mais de 600 000 exemplares, divididos em sete bibliotecas setoriais, além de publicações digitalizadas.

A visitação é gratuita e aberta a não estudantes. “Quem quiser pode sentar, estudar e fazer consultas nas mesas. Ou só visitar e tirar fotos, que é o que tem acontecido muito ultimamente”, conta a bibliotecária Marcela Matos. Bibliotecárias brasileiras famosas já passaram pelo local, entre elas Adelpha Figueiredo, a primeira a estudar fora do país, e Heloísa de Almeida Prado, consagrada no ramo da biblioteconomia por ter criado uma tabela de classificação de acervos. Em período de férias, a instituição funciona das 7h30 às 19h30 e retorna ao horário normal em 29 de janeiro: aberta até as 22h de segunda a sexta e das 9h15 às 15h aos sábados. Rua Maria Antônia, 307, Vila Buarque, ☎ 2114-8316. (H.A.)

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Biblioteca do Mackenzie: livros doados por Dom Pedro II (Humberto Abdo/Veja SP)

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Maria-Fumaça

Para rememorar o trajeto feito por viajantes estrangeiros que iam de Santos, no litoral, até a Hospedaria dos Imigrantes do Brás, a partir do início do século XIX, o Museu da Imigração inaugurou o passeio em 2017. Com saídas aos sábados e domingos (a partir de 20 reais a meiaentrada), a Maria-Fumaça, que na verdade é uma locomotiva de 1928 (há outra de 1950), passeia entre as estações Brás e Mooca da CPTM por cerca de meia hora. Rua Visconde de Parnaíba, 1316, Mooca. (S.Q.)

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Locomotiva de 1928: passeios aos fins de semana (Governo de São Paulo/Divulgação)

Pare e respire 

Às margens da represa, o Solo Sagrado de Guarapiranga abriga, em 327 500 metros quadrados, uma série de jardins, praças e lagos, além de um templo formado por dezesseis pilares e uma torre de 71 metros de altura. O espaço é um convite à meditação e ao contato com a natureza, com áreas repletas de cerejeiras, manacás e azaleias. Inaugurado em 1995, esse é um dos cinco templos messiânicos construídos no mundo: três deles estão no Japão e um na Tailândia. As visitações individuais ou em grupos são gratuitas e realizadas aos sábados e domingos, das 8h às 16h (exceto nos dias em que acontecem cultos mensais e em datas especiais). É necessário fazer agendamento presencialmente em uma das 487 unidades religiosas da Igreja Messiânica Mundial do Brasil, que dirige o local. Avenida Professor Hermann Von Ihering, 6567, Parelheiros. Sáb. e dom., 8h/16h. Grátis. messianica.org.br. (H.A.)

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Templo do Solo Sagrado (Pedro Henrique Araújo/Divulgação)

Sumô no Bom Retiro

No Bom Retiro, o Estádio Municipal Mie Nishi pode ser mais lembrado pelo seu campo de beisebol, mas o complexo esportivo abriga também um ginásio de sumô. O ringue é o único espaço público fora do Japão dedicado exclusivamente à luta milenar japonesa, com tamanho e padrão profissionais, e foi inaugurado em 2011 — o estádio é de 1958, construído para celebrar o cinquentenário da imigração japonesa no Brasil. Atualmente, a unidade recebe principalmente treinos da Confederação Brasileira de Sumô e competições nacionais ao longo do ano, mas também oferece aulas abertas e gratuitas aos domingos, das 9h às 12h30, para ambos os sexos, a partir dos 7 anos. Estádio Municipal Mie Nishi. Avenida Presidente Castelo Branco, 5700, Bom Retiro, ☎ 3221-5105. Dom., 9h/12h30. @sumo_saopaulo. (T.N.)

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Atletas durante treinamento no ginásio (Márcio Távora/Divulgação)

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Balsa na represa

Cercada pelas águas da Represa Billings por (quase) todos os lados, a Ilha do Bororé é um subdistrito do Grajaú, na Zona Sul, com 5 000 habitantes. Sua principal ligação com o “continente” se dá por balsa, administrada pelo governo do estado. A cerca de 60 quilômetros de carro do Centro, a ilha (na verdade é uma península) tem ares e cara de cidade do interior, com direito a igrejinha no meio do bairro, graças à proteção contra o avanço urbano no entorno. Sem infraestrutura para receber viajantes, o passeio acaba compensando pela paisagem bucólica inusitada. Na balsa, não há cobrança de tarifas. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. (S.Q.)

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Balsa na Represa Billings: passeio gratuito (Alexandre Battibugli/Veja SP)
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Acesso à balsa (Alexandre Battibugli/Veja SP)
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Igrejinha na Ilha do Bororé: 5 000 habitantes (Alexandre Battibugli/Veja SP)

Cafezinho urbano

Escondido dos olhos do público que passa em frente ao Instituto Biológico, na Vila Mariana, um cafezal é mantido ali desde os anos 50. Com 1 hectare, o espaço teve as plantas renovadas na década de 80 e, desde 2021, vem sendo replantado novamente, processo que aumentou as variedades do grão de duas para seis e que será terminado no fim deste ano, com um total de 3 000 pés. Uma vez por semana, em sábados e sextas-feiras alternados, o lugar recebe visitas, gratuitas, que devem ser marcadas por e-mail (cafezalurbanoib@biologico.sp.gov.br) — a prática é permitida desde 2006. Para as celebrações do aniversário da cidade, excepcionalmente vai rolar um tour na quinta (25) com uma rara degustação da bebida produzida ali. “O cafezal é um instrumento de trabalho e de educação ambiental”, acredita a pesquisadora Harumi Hojo, coordenadora do projeto. “E, aqui, estudamos o manejo orgânico, a produção sustentável, e também fazemos levantamento de polinizadores que ocorrem no cafezal.” (S.Y.)

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Cafezal na Vila Mariana: 3 000 pés até o fim do ano (Instituto Biológico de São Paulo/Divulgação)

Praia de paulistano

Inaugurado em 2021, o Parque Augusta Prefeito Bruno Covas, no Centro, caiu rapidamente nas graças da vizinhança, ávida havia anos por um novo espaço verde no entorno. Em dias de (muito ou pouco) calor, é comum ver no pedaço grupos de pessoas carregando cadeiras de praia. Sungas, biquínis, cangas, chinelos e chapéus formam o figurino dos paulistanos que vão à “praia”. O ponto mais disputado do parque é o gramado, mais fresco que as áreas impermeáveis. No primeiro ano de funcionamento, o Augusta recebeu 1,6 milhão de pessoas, tornando o parque o mais frequentado por metro quadrado na cidade. (S.Q.)

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Gramado concorrido no Parque Augusta (Joel Silva/Veja SP)

Casa da vovó 

A Teakettle Casa de Chá promete transportar os visitantes às tardes passadas na casa das avós durante a infância. Aberto em 2007 pela farmacêutica e especialista em chás Sylvia Rodrigues, 74, o empreendimento ocupa uma residência antiga na Chácara Santo Antônio. Os salões internos, repletos de porcelanas vindas da Inglaterra e do Japão, só não encantam mais que o belíssimo jardim (foto), no fundo da casa. Lá, além de apreciar a bebida, quente ou gelada, junto com pães e doces, dá para curtir a natureza e até avistar macacos saguis, que às vezes aparecem nas árvores. “Queremos proporcionar aconchego. Recebemos médicos e psicólogos que preferem atender alguns pacientes aqui”, conta Sylvia. Rua Alexandre Dumas, 1049, Chácara Santo Antônio, ☎ 5523-9615. Ter. a sáb., 10h/17h. Dom., 8h30/12h. teakettle.com.br. (J.R.)

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Jardim da Teakettle: porcelanas vindas da Inglaterra e do Japão (Leo Martins/Veja SP)

Arte originária

No Jaraguá, Zona Norte, está localizada a menor terra indígena do país, com 17 000 metros quadrados, e que abriga seis aldeias dos guaranis Mbyá. Na aldeia Tekoa Pyau, a arte é a principal fonte de renda dos moradores, que imprimem símbolos da cosmogonia guarani no trabalho. Em 2023, nasceu a Cooperativa de Artesanato da Aldeia Tekoa Pyau, hoje com 50 artesãos cadastrados. Todo domingo, das 10h às 16h, acontece uma exposição dos artigos diversos feitos com miçangas e matérias-primas da natureza no Centro de Estudos da Cultura Indígena. “A aldeia não é aberta para visitação, mas aos domingos acontecem atividades e existe uma movimentação de juruás, os não indígenas”, explica Tamara Munhoz, gestora de projetos do grupo de voluntários Guardiões da Tekoa Pyau. Na cooperativa, 80% do valor arrecadado das vendas é do artesão e outros 20% são destinados à compra de novos materiais. Ainda neste ano, uma casa de artesanato será inaugurada com uma loja. (L.M.)

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Aldeia no Jaraguá: visitas na feira de artesanato (Acervo/Projeto Guardiões da Tekoa Pyau/Divulgação)

Trinca de cachoeiras

O Núcleo Engordador do Parque Estadual da Cantareira oferece aos visitantes uma trilha em que é possível tomar banho em três cachoeiras diferentes. Para chegar ao local, que fica na Estrada Particular da Pedreira, 240, na Zona Norte, é preciso passar pela Rodovia Fernão Dias. O ingresso custa 50 reais a inteira. Na Trilha da Cachoeira, de 3 quilômetros, o paulistano caminha por cerca de duas horas em um trajeto com subidas e trechos estreitos para tomar banho na Cachoeira do Tombo, com uma pequena lagoa, na Cachoeira do Engordador, para refrescar a cabeça, e na Cachoeira do Véu, a mais tranquila para se molhar (em todas, apoie as mãos e cuidado para não escorregar). As entradas podem ser compradas no site da Urbia Parques, que administra o local, e a visitação acontece de quarta a domingo. (G.Q.)

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Paraíso aquático no Parque Estadual da Cantareira (Alexandre Battibugli/Veja SP)

* Colaboraram Guilherme Queiroz, Saulo Yassuda, Júlia Rodrigues, Humberto Abdo, Luana Machado e Tomás Novaes

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Capa da edição 2876 (Veja SP/Veja SP)

Publicado em VEJA São Paulo de 19 de janeiro de 2024, edição nº 2876

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