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Italiano se torna um dos restaurantes mais badalados da cidade

O Nino Cucina & Vino, no Itaim Bibi, registra filas de espera até nas segundas e se prepara para se desdobrar em bar

Por Saulo Yassuda
Atualizado em 20 jan 2022, 09h17 - Publicado em 23 jul 2016, 00h00

Para ir ao italiano Nino Cucina & Vino é preciso ter disposição e tempo livre. As reservas para a próxima semana já estão esgotadas. Chegar de supetão em um sábado significa aguardar até duas horas por um lugar. Nos jantares mais “sossegados”, como os da segunda, a fila mostra-se menor: é de uma hora. Nada disso chateia a legião de fãs que, com uma taça na mão, abarrota a espera na calçada do Itaim Bibi, mesmo em dias úteis.

Foodies, curiosos e engravatados de todas as idades compõem a pequena multidão de 2 000 clientes semanais que lota o salão de apenas 47 lugares. “Tem gente que chega aqui jurando ter feito uma reserva só para conseguir uma mesa”, entrega o sócio Renato Calixto. Colaboraram para que o endereço se tornasse um fenômemo de público a ótima comida e a extensa lista de contatos dos proprietários.

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Coberto de críticas positivas, o negócio, aberto no ano passado, explodiu de vez por meio do boca a boca contemporâneo, o falatório nas redes sociais. “Meu número de seguidores no Instagram dobrou desde que inauguramos”, diz o chef italiano Rodolfo De Santis, que coleciona quase 14 000 nomes. Aos 29 anos, ele tem também “seguidores da vida real”, dos restaurantes em que trabalhou na capital.

Entre eles, está o extinto Biondi, no Itaim, onde flertava com a cozinha mais moderna. No Nino, ele seduz a clientela com pratos clássicos, de bonita apresentação e preços razoáveis. Circulam pelo ambiente acolhedor sucessos como o espaguete à carbonara de gema caipira e o risoto de abóbora, com visual e sabor encantadores. Também divertem o paladar os bolinhos de arroz no cone de papel e a pannacotta em um copinho de vidro.

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NINO COCINA
NINO COCINA ()

Apesar da disputa por uma cadeira, os sócios garantem que a montagem de uma filial está distante dos planos atuais. A explicação revela-se, digamos, espiritual. “Cada restaurante tem uma alma”, filosofa De Santis. “É difícil replicar a fórmula em outro espaço.” Isso não impede o Nino Cucina de se desdobrar em bar. Até outubro, a promessa é abrir no número 175 da Rua João Cachoeira o Peppino, que apostará em drinques e petiscos à moda italiana, entre eles o hot-dog feito do embutido cotechino.

Com tanto trabalho, os donos afirmam quase não tirar folga. “Ainda é um estabelecimento novo”, justifica o chef, que frequentemente encerra o expediente depois da 1 hora, junto com Calixto, que não desgruda os olhos do salão nos sete dias da semana.

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