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Notas Etílicas - Por Saulo Yassuda

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O jornalista Saulo Yassuda cobre cultura e gastronomia. Faz críticas de bares na Vejinha há dez anos. Dá pitacos sobre vinhos, destilados e outros assuntos

Conheça bares antigos com história pra contar

Quatro bons e velhos endereços de São Paulo onde ainda vale a pena ir bebericar

Por Saulo Yassuda Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 jan 2025, 20h00
Conheça bares antigos com história pra contar
Bar do Luiz Fernandes: fundado em 1970, é um dos patrimônios da Zona Norte (Clayton Vieira/Veja SP)
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Bar do Luiz Fernandes > Patrimônios da Zona Norte, o boteco surgiu em 1970, tocado pelo casal Luiz e Idalina Fernandes. Um sucesso, o endereço hoje é cheio de “puxadinhos”, por onde se espalham as mesas de aço. Os saborosos bolinhos aparecem com nomes como surpresa da dona Idalina (de carne, muçarela, berinjela e tomate seco e manjericão; R$ 12,00), companhia da batida de maracujá (R$ 11,00) feita pelo anfitrião Luiz Eduardo Fernandes, que substitui os pais no dia a dia do negócio com afinco. Rua Augusto Tolle, 610, Mandaqui, tel. 2976-3556.

Bar do Luiz Nozoie > O boteco, fundado por Luiz Nozoie (1930-2024) e hoje tocado pela família do saudoso anfitrião, foi sorveteria no princípio. Por isso, parte das cervejas (a partir de R$ 20,00 a garrafa de 600 mililitros) ainda é resfriada numa velha sorveteira. O público beberica recostado no balcão ou sentado em cadeiras dobráveis enquanto mordisca os saborosos rissoles de carne e de queijo (R$ 5,00 a unidade). Avenida do Cursino, 1210, Jardim da Saúde, tel. 5061-4554.

Bar Léo > A história da casa remonta a 1940, quando foi fundada. A maneira de extrair o chope (R$ 11,90), com colarinho alto e cremoso, serviu de gabarito para outros bares da cidade tirarem a bebida da mesma forma. O bolinho de carne (R$ 57,00, três unidades), ainda que não venha quentinho como merece, costuma ser bem pedido. Como aquela região do centro fica erma à noite, as portas do bar fecham, no máximo, às 21h às sextas. Rua Aurora, 100, Santa Ifigênia, tel. 94745-8186. Tem acessibilidade. 

Zur Alten Mühle > O caçulinha desta seleção tem respeitosos 45 anos de boêmia. Fundada pelo imigrante alemão Willy Heying (1927- 2002), a taberna hoje é tocada por Carlos Heying, após a morte do irmão, Werner, em 2023. são enviados do balcão de madeira chopes bem tirados, entre eles o alemão Paulaner, nas opções lager ou weiss (R$ 29,00 cada um, de 300 mililitros). O cardápio de acepipes é extenso, com opções germânicas ou não. Montados no pão preto, os canapés ganham coberturas como steak tartare (R$ 68,80 a meia-porção). Rua Princesa Isabel, 102, Brooklin, tel. 5044-4669.

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Zur Alten Mühle: 45 anos de boêmia (Paulo Vitale/Divulgação)
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Publicado em VEJA São Paulo de 24 de janeiro de 2025, edição nº 2928.

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