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Blog do Lorençato Por Arnaldo Lorençato O editor sênior Arnaldo Lorençato é crítico de restaurantes há 29 anos. De 1992 para cá, fez mais de 15 000 avaliações. Também é autor do Cozinha do Lorençato, um podcast de gastronomia, e do Lorençato em Casa, programa de receitas em vídeo. O jornalista leciona na Universidade Presbiteriana Mackenzie

Memória: Washington Fiuza (1948-2016)

Único francês cinco estrelas máximas de São Paulo pela edição especial VEJA COMER & BEBER, o Chef Rouge foi criado pelo arquiteto paulista Washington Fiuza para presentear os filhos Vanessa e Rodrigo, em 1993. Da prancheta do especialista já tinham saído muitos desenhos de restaurantes, uma de suas especialidades. Inspirado pelo visual antiguinho do bistrô […]

Por Arnaldo Lorençato Atualizado em 26 fev 2017, 10h44 - Publicado em 16 ago 2016, 21h34
Fiuza: mais de uma centena de projetos de restaurantes (Foto: Bettina Fiuza)

Fiuza: mais de uma centena de projetos de restaurantes (Foto: Bettina Fiuza)

Único francês cinco estrelas máximas de São Paulo pela edição especial VEJA COMER & BEBER, o Chef Rouge foi criado pelo arquiteto paulista Washington Fiuza para presentear os filhos Vanessa e Rodrigo, em 1993. Da prancheta do especialista já tinham saído muitos desenhos de restaurantes, uma de suas especialidades. Inspirado pelo visual antiguinho do bistrô parisiense Benoît, em versão pré-Alain Ducasse, ele criou um espaço charmoso que nem parecia estar num centro de compras, o MorumbiShopping.

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Três anos depois, o Chef Rouge ganhava a bonita unidade localizada na região dos Jardins. Ali, chegou a maioridade gastronômica recentemente, primeiro com a contratação do chef Wagner Resende (hoje, no Parigi Bistrot) e, no ano passado, com a presença do francês Christophe Deparday (hoje, no Recreo). Washington Fiuza tinha prazer em ir ao restaurante dos filhos. “Ele vinha umas duas vezes por semana”, recorda-se Vanessa.

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A trajetória de Fiuza no mundo dos restaurantes começou em 1975 distante de São Paulo. Estava à frente do escritório Compasso, em Curitiba. Numa entrevista que fiz com ele em 2014 para um livro que estou escrevendo sobre restaurantes em São Paulo, Fiuza contou que iniciou fazendo design de fast-foods. O sucesso na área da restauração foi tanto que o levou a montar uma unidade paulistana em 1984 com o nome de Washington Fiuza Arquitetura Funcional. Ganhou lastro internacional em 1999 ao se associar ao Arquitectonica, grupo americano encabeçado por Bernardo Fort-Brescia e Laurinda Spear e com filiais em todos os continentes.

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No portfólio de Fiuza, estão centenas, talvez, mais de 1.000 projetos no segmento, entre eles a rede de rodízios de carne Barbacoa, incluindo aí a loja de Milão e o desenho para a filial do Aeroporto de Guarulhos que nunca saiu do papel, além de 150 unidades da Casa do Pão de Queijo. Junto com a parceira Arquitectonica, Fiuza desenhou um dos mais vistosos empreendimentos paulistanos, o complexo WTorre JK, na Avenida Juscelino Kubitschek. Trata-se de um conjunto de edifícios comerciais mais o shopping JK Iguatemi, um dos centros de consumo mais luxuosos do Brasil, inaugurado em 2012.

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Ontem (15), Fiuza teve um infarto agudo enquanto trabalhava. Morreu aos 68 anos fazendo o que mais gostava: o desenho de um novo projeto. Deixa os filhos Rodrigo, Vanessa, Bettina e Kharina.

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Seu velório ocorre em Sorocaba, cidade onde nasceu, até 23h30 desta noite (16) no Ofebas, na Rua Braz Cubas, 61. O sepultamento está marcado para esta quarta (10h), no Cemitério da Saudade, Praça Pedro de Toledo, s/n.

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