Teste do aluguel de bicicleta na cidade

Avaliamos os principais serviços; saiba como alugar uma magrela sem dor de cabeça

Com o aumento das ciclofaixas na cidade, cresce também os adeptos das bicicletas e os serviços de aluguel começam a se multiplicar. Alguns exemplos são bem sucedidos, como é o caso do Bike Sampa, uma parceria entre a Prefeitura de São Paulo e o Itaú-Unibanco, e outros administrados por empresas terceirizadas, como no Parque do Ibirapuera e no Parque Villa-Lobos.

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No entanto, durante o teste dos principais serviços à disposição, o consumidor encontrará deficiências em alguns pontos. Principalmente relacionados à manutenção dos equipamentos, como é o caso dos espaços instalados nas estações do metrô, administrados pelo projeto Nossa Bike, onde grande parte encontra-se em situação precária ou simplesmente fechados. Há ainda locais em que os administradores lutam para manter ativos, caso do Parque Ecológico do Tietê.

Confira abaixo a avaliação antes de escolher uma bicicleta para pedalar:

Bike Sampa

Como funciona: para pedalar, o usuário deve realizar um cadastro no site oficial do Bike Sampa e pagar R$ 10,00, somente via cartão de crédito. Em seguida ligar no telefone (11) 4063-3111 ou utilizar o aplicativo disponiblizado para celular e liberar a bicicleta do ponto de partida.

Avaliação: com 95 espaços bem localizados e 950 bicicletas, na grande maioria em bom estado, o projeto conta com manutenção da empresa Samba/Serttel. No teste realizado pela reportagem, em 3 de fevereiro, no entanto, surgiram alguns problemas relacionados exatamente à manutenção, como um freio falho e um banco que não regulava. Durante a experiência, tanto o aplicativo para smartphones quanto o telefone indicavam que algumas bikes não estavam no local indicado, mas, sim, elas estavam lá.

O que diz a empresa: em nota, a Samba/Serttel informou que o aplicativo ou portal de voz bloqueia o sistema para que a biciclieta não seja utilizada até que a manutenção faça a substituição ou o reparo necessário e que a equipe faz inspeções diárias, inclusive de forma preventiva. Segundo a empresa, considerando o volume de viagens, as bikes podem apresentar algum tipo de dificuldade mecânica e o monitoramento ocorre com furgões e carros de reboque.

Preço: as viagens de até trinta minutos são gratuitas, desde que feitas com um intervalo de quinze minutos entre elas. Caso o passeio ultrapasse meia hora é cobrado R$ 5,00 por cada trinta minutos extras.

Vantagens: há muitos pontos disponíveis na cidade, o que facilita a devolução; as rotas se conectam facilmente às ciclofaixas de domingo; as bikes são de fácil manuseio, tanto marcha como bancos; o serviço de aluguel por meio do aplicativo é cômodo e didático.

Desvantagens: mesmo que a devolução seja feita antes de atingir o tempo limite gratuito de 30 minutos, o usuário precisa aguardar quinze minutos para retirar novamente. O mesmo aplicativo nem sempre é tão eficiente e o telefone não costuma atender de primeira. 

 

Nossa Bike – Metrô

Como funciona: para alugar uma das bikes do metrô é preciso fazer um cadastro nos bicicletários levando cópias do RG, CPF e comprovante de residência, além de cartão de crédito com limite mínimo de R$ 350,00. O mesmo cadastro é exigido para quem quer usar o local como estacionamento. O horário de funcionamento é das 6h às 22h, diariamente.

Avaliação: o serviço de aluguel de bikes nos metrôs e estações de trem de São Paulo enfrentam alguns dilemas. Patrocinado pela Eletropaulo, em convênio com a prefeitura e o metrô, toda a administração é feita pela empresa Parada Vital. Atualmente, dos vinte bicicletários nas estações, apenas oito funcionam e, em espaços instalados no Paraíso e Vila Mariana, onde há grande fluxo de bikers, encontramos bicicletários largados e sem fiscalização.

A situação se repete nos terminais da Barra Funda e Jabaquara. No primeiro, o espaço funciona somente como estacionamento e quem se interessar em deixar a magrela por lá deve caçar um espaço entre as demais que serviam para locação e estão, literalmente, amontoadas. Já na segunda, dos sete modelos que estavam disponíveis para aluguel, quatro foram roubados e as três últimas carecem de manutenção, e mesmo assim, estão disponíveis para locação.

O que diz a empresa: Segundo a Parada Vital, a revisão das bicicletas é feita a cada três dias e há mecânicos que atendem de acordo com as demandas. O porta-voz da empresa, Ismael Caetano, afirma que não há qualquer financiamento da Prefeitura ou Governo de São Paulo ao projeto, que não tem previsão de reabrir os locais por falta de verba.

Preço: o empréstimo durante a primeira hora é gratuito e para cada hora excedente é cobrado o valor de R$ 2,00.

Vantagens: quando as estações estavam abertas, o serviço era eficaz e além da bike, oferecia capacete. Os pontos são bem localizados; o preço é acessível.

Desvantagens: as poucas bikes que restam estão em péssimas condições, não há uma administração eficiente ou periodicidade na manutenção. Várias estações estão fechadas e alguns pontos não alugam mais bicicletas. Também não há informação nos locais e nem no site do projeto.

 

Bradesco Seguros

Como funciona: basta deixar um documento de identificação original e preencher um cadastro simples. Crianças precisam estar acompanhadas por adulto ou responsável.

Avaliação: com apenas dois pontos na cidade e 130 bikes para empréstimo, o serviço ainda é pequeno, mas pretende se expandir. A empresa tem uma parceria com a CET e estuda instalar pontos fixos em São Paulo, ainda sem data de inauguração. Enquanto isso não acontece, o aluguel ocorre aos domingos na Praça dos Ciclistas, na Avenida Paulista, e no Parque das Bicicletas, das 9h às 16h.

Preço: gratuito

Vantagens: a empresa indica que seja feita uma hora de uso, mas é possível estender esse tempo; os pontos para retirada da bike são bem localizados; os modelos são simples de ajustar.

Desvantagens: as bikes não tem marcha; ainda são poucas e isso gera filas para alugar; não é possível fazer a devolução em outro ponto, já que é preciso deixar um documento como garantia.

 

Parque Villa-Lobos

Como funciona: é preciso preencher um cadastro no caixa, junto com um documento com foto. Na sequência, o usuário recebe um comprovante com o horário da saída e paga o valor que utilizou na volta. A locação funciona diariamente, das 8h às 19h.

Avaliação: administrado pela empresa Green Bike, o serviço de aluguel é um dos mais bem organizados da cidade e aluga cerca de mil bicicletas nos fins de semana. Novas e bem conservadas, poucas estão com pneus “carecas”. Funcionários auxiliam na escolha e é possível incluir cadeirinhas para levar crianças. A empresa indica que o uso seja feito somente na ciclovia do parque, mas o público utiliza também na ciclofaixa montada aos domingos. Nesses casos, a empresa não dá garantia de manutenção, caso seja necessário.

Preços: bicicletas aro 16, 20, 24 e 26, sem marcha saem por R$ 7,00 a hora, com marcha, os mesmos modelos, sobem para R$ 10,00. Durante a semana, é possível alugar por meia hora (R$ 3,50). Há tipos para a família, com quatro lugares (R$ 25,00 a hora), bikes duplas (R$ 14,00 a hora), estilo praiano e triciclo (ambos R$ 10,00 a hora). Aceita somente dinheiro e cartões de débito.

Vantagens: o parque é bem localizado e faz conexão com a ciclofaixa; bikes em boas condições, com mecânico no local para auxiliar. 

Desvantagens: a grande procura causa fila no caixa na hora do cadastro; comparado aos demais serviços, é o aluguel mais caro da cidade; não oferece auxílio caso a bike seja utilizada fora do parque; não há modelos para cross, embora o parque ofereça espaço para a prática.

 

Parque do Ibirapuera

aluguel bicicleta

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Como funciona: para alugar é preciso fazer um cadastro com RG, CPF e comprovante de residência no local. Depois é só escolher a bike e sair pedalando.

Avaliação: localizado próximo ao Portão 3, quem comanda o serviço de locação é a empresa Flávio Bikes. As 300 magrelas de modelos individuais são bem cuidadas e não há cobrança de valores diferentes para tipos com ou sem marcha. Há duas oficinas que realizam reparos diários. Da mesma forma que o Villa-Lobos, o parque não se responsabiliza caso o usuário utilize o veículo fora do espaço comum do Ibirapuera. 

Preços: o valor do aluguel é fixo em R$ 5,00.

Vantagens: possui bicicletas bem cuidadas e oferece itens como capacete e cestinha, sem cobrança extra; reúne um público engajado com as bicicletas; não cobra para incluir cestinha; aceita dinheiro e cartão de débito; possui funcionários atenciosos.

Desvantagens: ao lado do parque, há opções de aluguel gratuitas; recebe muita gente e tem filas; não oferece assistência caso o usuário saia do parque.

 

Parque Ecológico do Tietê

Como funciona: para a locação não é preciso fazer cadastro, apenas deixar um documento com foto no ponto.

Avaliação: com o total de setenta bicicletas e 41 triciclos, o serviço de aluguel é feito por meio da empresa Ecologic Bike e passa por algumas dificuldades. As bikes não possuem marcha e se encontram em mal estado. Muito disso se deve ao trajeto, sem sinalização alguma, que não possui asfalto e encontra trechos com pedras, o que prejudica a duração do equipamento. A manutenção é feita em um trailer pelo mesmo funcionário que cuida do aluguel – e se divide também no auxílio aos locatários em um espaço improvizado, onde as pessoas, inclusive, trocam de roupa.

O que diz a empresa: o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Governo do Estado (DAEE), que administra o parque, afirmou em nota que tanto a reforma do ponto como a sinalização para ciclistas deverá ser feita pela nova empresa que assumirá o espaço de locação, assim que a atual deixar o lugar, que está em processo de licitação.

Preços: R$ 6,00 a hora ou R$ 3,00 meia hora. O triciclo individual custa R$ 10,00 a hora, e o família, que recebe até quatro pessoas, R$ 25,00.

Vantagens: a vista durante o percurso vale a pena; é possível parar em vários pontos do parque para tirar algumas fotos; mesmo com problemas, o espaço recebe muitos ciclistas nos fins de semana.

Desvantagens: as bikes não possuem marchas e apresentam ferrugem; o banco precisa ser ajustado com uma chave; os pneus estão em mal estado; não há placas ou sinais para ciclistas; não oferece equipamentos de segurança. 

box-dicas-bike

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Confira abaixo os lugares em São Paulo onde sua bike é bem-vinda!

 

5/5
Tag and Juice (Divulgação / Tag and Juice)
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