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COMER & BEBER 2016/2017: árabes

Confira a seleção dos melhores endereços dessa categoria

Por Arnaldo Lorençato, Helena Galante e Saulo Yassuda
21 out 2016, 23h00 • Atualizado em 20 jan 2022, 09h16
rodizio monte libano 2272
rodizio monte libano 2272 (Fernando Moraes/)
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  • A edição especial VEJA COMER & BEBER São Paulo reúne 400 restaurantes. Abaixo, a seleção dos árabes.

    + Confira qual é o melhor restaurante brasileiro do ano

    Almanara: das sempre lotadas lojas de shopping, a do JK Iguatemi está entre as mais bonitas. Durante a semana, na hora do almoço, prepare-se para encarar uma bela fila antes de se sentar. Para manter a linha, fique só na salada agadir (com alface, tomate, cenoura e mussarela ao molho de mostarda; R$ 37,60) com o espeto de cafta grelhado, saboroso, mesmo que nem sempre tão suculento (R$ 45,40 por duas unidades). Mergulhado em molho de gergelim, o frango sesame (R$ 42,80) vem acompanhado de arroz soltinho com macarrão cabelo de anjo. Só na unidade do centro (Rua Basílio da Gama, 70, ☎ 3257-7580), é oferecido um rodízio típico, por R$ 74,50.

    Arábia: o mais charmoso endereço de culinária libanesa da cidade tem salão com pé-direito alto e um belo jardim de inverno nos fundos do estabelecimento. É nesse ambiente que podem ser saboreadas receitas como a esfiha aberta de carne (R$ 6,80) e a deliciosa salada fatuche (R$ 51,00), que, além do mix de folhas com pão árabe, inclui sementes de romã. Não pule os espetos, como a cafta (R$ 46,00) e o michui de frango (R$ 54,00), ambos ricos em tempero. Na orquestração da cozinha e da administração está o casal de sócios Leila e Sergio Kuczynski.

    Brasserie Victória: especializado no rodízio típico (R$ 92,00), o restaurante quase setentão e sempre movimentado mantém um salão lateral onde é possível pedir alguns pratos e salgados. Ao contrário da opção existente em outras casas do gênero, aqui não há um trio de pastas. Para escolher só uma, fique na sedosa porção de homus (R$ 19,00 a pequena). Com sabor marcante de zátar, a esfiha manaich leva ainda queijo mussarela e vem em dois tamanhos (R$ 8,80 e R$ 30,00). Bem ácido, o kibe labaine chega à mesa frito e mergulhado em coalhada (R$ 26,80).

    Chef Benon — O Árabe: dividido entre dois endereços — um terceiro, no Estádio do Morumbi, está a caminho —, Benon Chamilian já não permanece tanto na cozinha da matriz, na Vila Sônia. Embora a maioria dos pratos preparados sob sua orientação continue deliciosa, o restaurante não mantém a excelência que o consagrou como o melhor de sua categoria. Por isso, perde uma de suas quatro estrelas. Para se dar bem, comece com a esfiha de verdura (R$ 4,99) e pule o quibe cru (R$ 28,90) que pode vir cremoso demais. Das pastas, a coalhada seca tem uma textura incrível (R$ 19,90). Na lista de pratos principais, o cordeiro assado com arroz (R$ 47,90) é a pedida.

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    Farabbud: apertadinho, o restaurante aprendeu a otimizar o salão para acolher a clientela numerosa. Nos fartos combinados, também há aproveitamento de espaço do prato. O chamado randa (R$ 60,00) inclui um filé de pintado com salada fatuche à moda da casa com rabanete, cebola, melaço de romã e summac, batata ao murro e molho de gergelim. O manish (R$ 59,00) leva espeto de filé-mignon, arroz com carne moída, peito de frango desfiado (um tanto seco), uva-passa e castanha-de-caju. No fim, ache um restinho de apetite para o obrigatório (e ultra-doce) chocolamour, por R$ 27,00.

    Farabbud 02
    Farabbud 02 ()

    Farabbud 02

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    Halim: aberto sem interrupção, atrai a clientela tanto pelo rodízio de seis pedidas quentes e outras seis frias (R$ 68,00) quanto pelos salgados (R$ 4,50 a esfiha folhada de carne e R$ 4,50 a fechada de queijo). Das sugestões à la carte menos previsíveis, a cafta pode ser servida no molho de tomate com queijo (R$ 43,00) ou no molho de gergelim (R$ 43,00) — ideal para deixar o acompanhamento de arroz de aletria molhadinho. Antes, compensa mais pedir o trio de pastas (R$ 30,00) do que as porções individuais de babaganuche (R$ 26,00) ou coalhada (R$ 26,00).

    Manish: árabe de boa qualidade, o Saj voltou a comandar a dupla de casas — a bonita matriz no Itaim Bibi e a pequena filial em Pinheiros. A troca de comando, no entanto, parece ter desestabilizado um pouco a cozinha que vez ou outra expede um filé de pintado passado do ponto ao molho taratour (R$ 58,10). Mesmo assim, ainda há pedidas saborosas como o trigo grosso enformado com frango e carne moída e uma deliciosa cobertura de coalhada (R$ 32,80). Se quiser provar diversos itens do cardápio de uma vez só, vá de menu degustação (R$ 160,00), suficiente para duas pessoas.

    Miski: com a massa fina e leve, a esfiha fechada de verdura e nozes (R$ 6,50) é uma boa dica para começar. O abre-alas pode incluir o quibe frito redondo recheado de carne e batata (R$ 7,80) e a coalhada fresca com pepino e hortelã (R$ 19,40). Completa a refeição a paleta de carneiro cozida com cebola-pérola, arroz amarelo de açafrão salpicado de pinhole (R$ 58,00). Doce típico, o halawi com gergelim (R$ 7,50) é bem açucarado para fazer par com o expresso (R$ 4,50).

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    Monte Líbano: escolhida a personalidade gastronômica do ano passado pela edição VEJA COMER & BEBER, a libanesa Alice Maatouk é a alma da cozinha. Do caixa, sua filha Regina supervisiona o salão. Mesmo quem é avesso ao burburinho da 25 de Março aprova o rodízio (R$ 63,90 o tradicional; R$ 74,90 o com dois pratos extras) e receitas deliciosas como o quibe michui recheado de pinhole (R$ 32,00). Caprichado na salsinha, o tabule (R$ 24,50) funciona como uma boa entrada. Das pedidas quentes, não deixe de provar a lentilha com arroz (R$ 27,50) e o charuto de folha de uva (R$ 36,00).

    Saj: de tão informal, a matriz, na Vila Madalena, tem até uma mesa baixa com almofadas para reunir os amigos. Em todas as três casas da rede, há boas pedidas como as esfihas fechadas de carne (R$ 7,00). Também vai bem para abrir o apetite o quarteto de pastas babaganuche, homus, coalhada seca e muhamara (R$ 33,00). Sem carne na receita, o charuto de couve leva arroz, grão-de-bico e tomate (R$ 34,00 a porção). Ainda na linha vegetariana, o quibe de abóbora ganha a parceria de palmito pupunha em fios que lembra o espaguete (R$ 40,00).

    Tenda do Nilo: seja no salão apertadinho, seja nas poucas mesas da calçada, quem faz o atendimento e o papel de manual de instruções da culinária árabe é Olinda Isper. A irmã dela, Xmune, encarrega-se da cozinha. Como as esfihas desapareceram do cardápio, vá de quibe frito sequinho (R$ 8,50). Fãs das pastas típicas não podem perder a muhamara (R$ 35,00), preparada com pimentão vermelho, mas podem passar a coalhada seca (R$ 33,00), que vez ou outra vem líquida demais. O faláfel (R$ 35,50), aquele bolinho de fava e grão-de-bico, dá vontade de pedir bis. Dica esperta: a casa não aceita cartões de crédito.

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