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Procon fiscaliza 14 restaurantes no Dia Mundial da Alimentação

Grandes redes como Outback, Galeto’s, Divino Fogão e Viena são aprovados sem restrições pelo órgão de proteção ao consumidor

Por Ana Carolina Soares Atualizado em 23 out 2017, 16h16 - Publicado em 23 out 2017, 15h48

A data escolhida pelo Procon para fazer sua mais recente blitz em restaurantes da cidade foi 16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação. Doze fiscais divididos em três equipes verificaram em catorze estabelecimentos quatro itens do Código de Defesa do Consumidor: a colocação do cardápio com preços na entrada do estabelecimento; a discriminação na conta de que o serviço é opcional; o serviço de valet sem restrições como “não nos responsabilizamos por furtos ou danos no interior do veículo”; e a etiqueta de validade dos produtos inclusive os que estejam abertos e em uso.

A boa notícia para os paulistanos é que as unidades visitadas de grandes redes tornaram-se destaques positivos na Operação Cozinha Paulista. Foram aprovados sem quaisquer restrições Abbraccio Cucina Italiana, Gendai e Spaghetti Notte, todos no Shopping Anália Franco, Divino Fogão e Outback, do Shopping Center Norte, Galeto’s, na Alameda Santos, 2209, em Cerqueira César, a Temakeria e Cia, no Tatuapé, e o Viena, do Conjunto Nacional.

Viena, do Conjunto Nacional: aprovado na inspeção como outras unidades de grandes redes como o Outback Alexandre Battibugli/Veja SP

“Por lidarem com a necessidade de padronização, equipes grandes e muitos endereços, as cadeias contam com nutricionistas, que estabelecem um processo de controle eficiente”, elogia Bruno Stroebel, supervisor de fiscalização do Procon, numa referência as grandes cadeias.

Apenas seis endereços, não cumpriram todas as exigências do órgão de controle. Embora impecável em todos os outros aspectos, o Almanara, do Jardim Paulista, foi notificado porque o serviço de estacionamento terceirizado diz não se responsabilizar pelos itens no interior dos veículos. Segundo a direção da Rede Park, que administra esse serviço, os avisos serão retirados nos próximos dias e, mesmo caso ocorra algum tipo de dano, a empresa se responsabiliza pela ocorrência.

Também na região dos Jardins, o L’Entrecôte de Paris não informava que o serviço é opcional, bem como não trazia a descrição do couvert. Tinha ainda sobremesas fora prazo de validade, que a direção da casa informou serem destinadas ao descarte. Em nota, essa unidade do L’Entrecôte de Paris assegura que “o serviço é informado como opcional, mas nos termos da convenção coletiva atual vem fora da nota fiscal”. O couvert é exibido fisicamente ao cliente ao ser oferecido. Sobre os produtos fora do prazo: tinham acabado de vencer e não seriam servidos.

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Esse mesmo problema de produtos sem validade na cozinha se repetiu no Quattrino. “Vieram na segunda, dia do descarte da comida do fim de semana, que tem horário correto para ser feito. Jamais colocaríamos em jogo nossa reputação de 28 anos de atividade, todo o cuidado e carinho que temos com nossos inúmeros e fiéis clientes”, garante a proprietária Mary Nigri.

O cardápio do Hiatari Sushi, na região do Tatuapé, não apresentava o preço do rodízio nem das sobremesas. Havia ainda nove pacotes de feijão vencidos que seriam usados para preparar a refeição dos funcionários. “Ficaremos atentos aos prazos de validade de tudo na despensa”, garante o gerente Daniel Rocha Dutra.

No Andiamo, do Shopping Center Norte, a equipe do Procon julgou que a precificação no cardápio não estava clara por estar dividida em meia-porção e inteira. “Passei a questão para a diretoria e vamos tomar as providências”, diz o gerente Nereu Saraiva.

Em Santana, o rigor se voltou contra o Dona Carmela, onde um saco de batatas e outro de farinha de rosca estavam sem etiquetas. “Os cozinheiros manuseavam os produtos naquele momento e, por isso, estavam sem as devidas embalagens”, explica o sócio Michel Martins.

“São Paulo é um polo gastronômico importante e é dever do estado garantir a qualidade dos alimentos servidos”, diz Osmário Clímaco de Vasconcelos, diretor de fiscalização do órgão. Vasconcelos diz que as queixas contra restaurantes representam menos de 5% das reclamações, bem abaixo dos campeões do ranking dos piores serviços, liderado pelas empresas de telecomunicações e supermercados.

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