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Especialistas dão dicas para identificar a qualidade da carne

Na hora da compra, vale prestar atenção na aparência, no odor e na textura do alimento

Por Saulo Yassuda Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 20 jan 2022, 09h15 - Publicado em 22 mar 2017, 20h08

Não faltou alarde na sexta (17), quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Carne Fraca, que investiga fraudes na venda de produtos de pequenos e grandes frigoríficos. Bem, em alguns casos se viu que foi muito barulho por nada. Mas vale a pena ficar atentos aos produtos nas gôndolas e vitrines refrigeradas de pontos comerciais como açougues e supermercados.

Conversamos com especialistas em churrasco que dão algumas dicas de como identificar uma carne de qualidade. Confira abaixo.

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Ribeye: da DeBetti (Leo Martins/Veja SP)

– A coloração deve ser um vermelho vivo, não escuro ou claro demais. Se o corte estiver esbranquiçado em excesso, pode indicar que algum produto foi usado para manipular o ingrediente. “A cor da gordura também não pode ser muito amarelada”, acrescenta Tatiana Guardabassi, do restaurante Templo da Carne Mascos Bassi.

– Sim, carne tem um cheiro característico, porém não deve ser acentuado demais. “O odor de podridão é muito característico”, afirma Pedro Merola, do açougue Feed. “Quando você tira a peça da embalagem a vácuo, pode haver um cheiro um pouco mais forte, mas isso deve melhorar em até cinco minutos”, diz Tatiana.

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– O corte nunca pode estar com aspecto “melado” ou “ensebado“. Líquido demais na embalagem também não é bom sinal. “Significa que a temperatura de conservação oscilou e que a peça está embrulhada há muito tempo”, explica Rogerio Betti, do açougue DeBetti Dry Aged.

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Corazón de muracha: corte já vendido no Feed (Tricia Vieira/Veja SP)

– Fique atento à data de validade, quesito básico na hora da compra. Deve-se adquirir a carne o mais distante do dia de vencimento possível. “Também vale ficar atento à data de produção”, completa Tatiana.

– No paladar, não se pode sentir um sabor metálico ou rançoso. “Pode significar que a carne foi embalada de novo depois de ter passado o prazo de validade”, diz De Betti.

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– Para as peças a vácuo, fique atento à qualidade da embalagem, que nunca deve estar danificada, com furos ou rasgos. “Quando a carne entra em contato com o ar, o processo de degradação é acelerado”, alerta Merola. O mesmo cuidado vale para aqueles bifes encontrados em bandejas de isopor e embrulhados em filme plástico.

– Pode parecer difícil nos dias de hoje, mas vale a pena manter contato próximo com o açougueiro ou ao fornecedor, perguntar de qual empresa ou frigorífico a carne foi adquirida. É sempre bom saber a origem do produto.

 

 

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