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Notas Etílicas - Por Saulo Yassuda

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O jornalista Saulo Yassuda cobre cultura e gastronomia. Faz críticas de bares na Vejinha há dez anos. Dá pitacos sobre vinhos, destilados e outros assuntos

Mercearia São Pedro pode fechar as portas

Um clássico da Vila Madalena e da capital paulista, o boteco foi aberto em 1968

Por Saulo Yassuda Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 ago 2021, 16h04 | Atualizado em 20 jan 2022, 14h05
Salão Mercearia São Pedro, com capas de LP penduradas no teto e mesinhas de madeira espalhadas.
A casa: os pôsteres de filmes permanecem na decoração (SY/Veja SP)
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Mercearia São Pedro pode fechar as portas Priorizar nos meus resultados Google

O bar Mercearia São Pedro, com mais de cinquenta anos de serviços prestados, deve fechar as portas nos próximos meses. A informação foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo. 

De acordo com o site do jornal, um dos sócios, Marcos Issa Benuthe, afirmou que uma incorporadora ergueria no terreno um empreendimento imobiliário. Em seguida, com a repercussão da notícia, o sócio e irmão dele, Pedro Issa Benuthe, teria negado a informação. Procurados, os sócios da casa não estão se pronunciando sobre o tema.

Um clássico paulistano, a casa foi considerada o melhor boteco da cidade pelo especial VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER em 2008. É conhecido pelas paredes repletas de pôsteres de filmes e também pelos DVDs e livros à venda. Por muitos, é apelidado de Merça.

Funcionários do bar afirmam não saber de nada a respeito do fim das atividades.

Ambiente de bar com homem em frente ao balcão
O boteco em 2008: mais de cinquenta anos de existência (Mario Rodrigues/Veja SP)
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O bar foi inaugurado em 1968 pelo paulistano e filho de imigrantes sírios Pedro Benuthe (1917-1996). A casa era, sim, uma mercearia, com comércio de secos e molhados, mas acabou virando um boteco sob os cuidados dos irmãos Pedro e Marcos, filhos do patriarca, que no início era contra a mudança.

Pitoresco, o espaço seguiu por muito tempo também como livraria e locadora de vídeo, vocações que foi perdendo com o passar dos anos com a obsolescência, por exemplo, das fitas VHS. Uma galera “cabeça” costuma frequentar o espaço, ponto de encontro de escritores.

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