Bar Fulero reforça a cena boêmia da Casa Verde
Inaugurado em julho, o bar dos sócios do Casa Arraia e do Boteco Sombrinha tem mesas ao ar livre e empadas saborosas. Leia a crítica
Um enclave de boêmia tem despontado a menos de dez minutos — de carro — da fervida Barra Funda. Mas do outro lado do Rio Tietê. Na Casa Verde, perto da Avenida Braz Leme, surgiram bares animados frequentados por uma galera de 20 e 30 e poucos anos, moradora ou não da Zona Norte.
Contribuíram para o aparecimento do furdunço os sócios Pedro Barbour e Rafael Willow, que abriram na área o bar-balada de pagode Casa Arraia (2022) e o pé-sujo moderninho Boteco Sombrinha (2025). Ao lado do mais recente deles, a dupla fundou, em julho, o Bar Fulero.
Com uma atmosfera mais tranquila que o vizinho, dispõe da maioria das mesas na área externa, onde se concentram grandes grupos. O salão, com arcos de alvenaria, é mais procurado para dates.
Bem à moda de botequins, o público esvazia vasilhames de cerveja (a partir de R$ 20,00, 600 mililitros) em copo americano. Nos coquetéis, ajustes são necessários.
Embora a ideia seja fugir do dulçor, faltou açúcar no doce ilusão (bourbon, vermute tinto com spray de uísque defumado, calda de banana e um docinho da fruta; R$ 39,00), um tanto alcoólico.
Para sair do lugar-comum, o menu sugere espetos à moda asiática, como o de barriga de porco passado além do ponto (R$ 21,00), lambuzado de um molho tarê puxado no salgado.
Melhor ficar com as saborosas empadas dispostas na estufa, de massa quebradiça e sabores como carne-seca com abóbora (R$ 17,00), os bons legados da casa.
Avaliação: BOM (✪✪✪)
Bar Fulero
Rua Professor Serpa Lopes, 227, Casa Verde. Não tem telefone (20 lugares). 18h/1h (sáb. a partir das 13h; dom. 13h/23h; fecha seg. e ter.). Tem acessibilidade. Aberto em 2026.
Publicado em VEJA São Paulo de 16 de outubro de 2026, edição nº 3017.
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