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Notas Etílicas - Por Saulo Yassuda

Por Saulo Yassuda Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
O jornalista Saulo Yassuda cobre cultura e gastronomia. Faz críticas de bares na Vejinha há dez anos. Dá pitacos sobre vinhos, destilados e outros assuntos

Premiado em 2017, o melhor balcão de bar em SP continua em alta

Conheça a concorrida bancada que levou um título de VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER

Por Saulo Yassuda Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 out 2022, 19h07 | Atualizado em 27 out 2022, 19h47
Pessoas reunidas em torno de balcão de bar sob luz amarelada
O bar Boca de Ouro, em Pinheiros: imagem de 2017 (Bruno Geraldi/Veja SP)
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Premiado em 2017, o melhor balcão de bar em SP continua em alta Priorizar nos meus resultados Google

O melhor balcão da cidade foi premiado uma única vez por VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER. O ano era 2017, e o ganhador do título foi o bar Boca de Ouro, em Pinheiros.

O guia especial, publicada anualmente — a próxima edição chega em 4 de novembro, não perca! –, não elegeu mais essa categoria. Mas se pode dizer que o laureado continua em alta. A bancada do Boca de Ouro continua uma delícia de se estar.

+ Saiba tudo sobre o Comer & Beber 2022

E segue concorrida, apesar de a casa ter aberto seu jardim durante a pandemia. Nesse balcão, ainda se bebem bons drinques, como o macunaíma (cachaça, Fernet Branca, limão-taiti e açúcar), criado ali mesmo, e os proprietários Renato Martins e Arnaldo Hirai continuam a receber o público (boa parte, fiel) com simpatia.

A única diferença é que hoje o ambiente é um pouquinho menos festivo que nos velhos tempos — desde o início da pandemia, o fluxo de clientes é controlado para evitar muita aglomeração.

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Ano que vem, o bar completará dez anos de atividade.

 

Leia, abaixo, o texto que escrevi sobre o bar à época da premiação, em 2017:

Da fachada de vidro, já se vê o salão estreito e acolhedor no qual a freguesia celebra em volta do balcão feito de madeira, com tampo de fórmica negra e detalhes em cumaru. Você nunca sabe em qual das dezesseis concorridas banquetas conseguirá se sentar, muito menos quem beberá a seu lado – eis um mistério dos mais agradáveis para quem pinta por lá. Uma coisa é certa: atrás da bancada, a dupla de anfitriões estará presente, como nos melhores botequins. Ex-analista de sistemas, Renato Martins dedica-se ao atendimento. O ex-jornalista Arnaldo Hirai escolhe a trilha (Tom Waits é obrigatório) e prepara os bons drinques, em constante evolução. Com cópias pela metrópole – autorizadas ou não -, o cremoso macunaíma (cachaça, Fernet Branca, limão-taiti e açúcar) virou uma espécie de clássico local. Da seleção mastigável, o bolovo é mais um hit, mas friturinhas como batata-doce e picles de pepino empanado são outras delícias botequeiras. Rua Cônego Eugênio Leite, 1121, Pinheiros.

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