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Blog do Lorençato

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O editor-executivo Arnaldo Lorençato é crítico de restaurantes há mais de 30 anos. De 1992 para cá, fez mais de 16 000 avaliações. Também comanda o Cozinha do Lorençato, programa de entrevistas e receitas no YouTube. O jornalista é professor-doutor e leciona na Universidade Presbiteriana Mackenzie

Mata Città: por que vale a pena conhecer a casa italiana

O fenômeno gastronômico dos últimos tempos fica no antigo Hospital Matarazzo e tem sete ambientes sempre lotados. Leia a crítica

Por Arnaldo Lorençato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 jun 2026, 06h00 | Atualizado em 12 jun 2026, 17h04
Um prato de massa em formato redondo, coberto com molho de tomate vermelho vibrante e uma folha de manjericão fresco, servido em um prato branco com bordas decoradas com flores azuis, amarelas e vermelhas, sobre um fundo claro
Lasanha à bolonhesa: recheio de carne e creme de parmesão (Ricardo Dangelo/Veja SP)
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Mata Città: por que vale a pena conhecer a casa italiana Priorizar nos meus resultados Google

Um dos grandes fenômenos gastronômicos dos últimos tempos chama-se Mata Città. Figura entre os maiores restaurantes da cidade, com 470 lugares espalhados por sete ambientes, sempre lotados.

A relação qualidade/preço é o que faz tanta gente disputar uma mesa no antigo Hospital Matarazzo, que fechou em 1993 e caiu nas graças do empresário francês Alexandre Allard, que o adquiriu em 2011 e deu início a um longo processo de revitalização.

Sim, surpreendentemente, o cardápio do Mata Città, aberto em dezembro passado, reúne clássicos italianos a preços razoáveis.

Estive duas vezes no espaço, que abre no café da manhã entre 8h e 11h. Embora tenham oscilado um pouco, os resultados foram bons dentro do que é proposto e estavam bem mais consistentes na segunda visita. Aliás, com uma cozinha tão pequena diante da monumentalidade dos salões, é um espanto que consigam acertar tanto.

Pizza napolitana redonda com bordas altas e douradas, molho de tomate vermelho, queijo mussarela derretido e cinco folhas de manjericão fresco, sobre uma superfície clara
Pizza Margherita: cartilha napolitana (Ricardo Dangelo/Veja SP)

Na minha visita inicial, a decepção foi a pizza que segue a cartilha napolitana. Tinha como base uma massa seca e dura, por permanecer tempo demais no forno. A margherita, por razoáveis R$ 50,00, na minha segunda avaliação tinha massa elástica e saborosa, fermentada corretamente e assada com precisão, com uma quantidade certa de ingredientes na cobertura. Dava vontade de ir até o final de cada fatia. Não faltam outras opções saborosas.

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A porção de arancino (R$ 55,00), aquele bolinho de risoto italiano ao molho de tomate e manjericão, chega dourada, quentinha e com o queijo do recheio em fios derretidos.

Lasagna individual com molho vermelho e folha de manjericão fresco, servida em prato branco decorado com flores azuis e amarelas, sobre uma superfície marmorizada
Lasanha à bolonhesa: recheio de carne e creme de parmesão (Ricardo Dangelo/Veja SP)

Das três massas provadas, a mais saborosa é o clássico agnolotti del plin (R$ 115,00), receita típica do Piemonte recheada de carne e banhada de leve com molho demi-glace e creme de queijo parmesão. Também faz bonito a lasanha da casa (R$ 75,00), variação da bolonhesa com recheio de carne e creme de parmesão.

Bem, o nhoque com mix de cogumelos frescos e molho de conserva de trufa (R$ 90,00) pode ser pulado, a não ser por aqueles que apreciam o sabor artificial desse fungo. Um prato da Lombardia, o ossobuco (R$ 110,00) é a recomendação para os dias mais frios. Em vez do tradicional e caro risoto de açafrão, chega com o arroz perfumado por limão-siciliano.

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Uma torta de merengue de limão com topo dourado e queimado, servida em um pedestal branco decorado com limões amarelos, sobre uma mesa de mármore com parede de pedra ao fundo
Torta de limão-siciliano: merengue tostado no maçarico (Ricardo Dangelo/Veja SP)

Paladares mais frugais vão se dar bem com a panacota de baunilha (R$ 48,00) na sobremesa. Para uma irresistível gordice instagramável — aliás, como todos os salões, em especial o lindo bar —, a torta de limão-siciliano com merengue tostado no maçarico é irresistível. Custa R$ 98,00 e dá para três, quiçá, quatro paladares.

Avaliação: BOM (✪✪✪) 

Mata Città

Alameda Rio Claro, 260 (Cidade Matarazzo), Bela Vista. Não tem telefone (470 lugares). 12h/15h e 19h/22h (qui. e sex. jantar até 23h; sáb. almoço até 16h e jantar até 23h; dom. 12h/16h e 19h/22h). Taxa de Rolha (R$ 150,00), Tem acessibilidade. Aberto em 2025. $

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Publicado em VEJA São Paulo de 12 de junho de 2026, edição nº 2999.

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