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Não há segunda onda de Covid-19 em São Paulo, diz Bruno Covas

Nos últimos dias, hospitais e autoridades têm alertado sobre um aumento no número de internações

Por Redação VEJA São Paulo 19 nov 2020, 13h01

Bruno Covas, prefeito e candidato à reeleição pelo PSDB, disse nesta quinta-feira (19) que “não há segunda onda” de coronavírus na cidade de São Paulo. Nos últimos dias, hospitais e autoridades têm alertado sobre um aumento no número de internações

A afirmação de Covas se deu em dois momentos: em agenda de campanha e em coletiva de imprensa. Segundo ele, há uma “estabilidade da evolução na pandemia”. O prefeito disse ainda que não vai flexibilizar nem retroceder, por enquanto, as ações de quarentena. O governo do estado anunciou nesta semana a prorrogação da quarentena até o dia 16 de dezembro.

“Aqui não há espaço para nenhum discurso extremista, é preciso manter os cuidados, mas não há nenhum número que indique necessidade de lockdown como alguns vem espalhando em fake news”, disse Covas.

Em reportagem da Vejinha, especialistas disseram que ainda não há uma segunda onda da Covid-19 no Brasil. “Nem saímos da primeira”, explica a consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia e professora da Unicamp, Raquel Stucchi.

A opinião é compartilhada com o médico infectologista e membro do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, David Uip. “Na minha opinião, não saímos da primeira onda. Em São Paulo os dados mostram que a gente teve uma diminuição no número de casos e mortes, mas não ao nível que ocorreu em outros países. Caiu, mas nem tanto, e agora recrudesce”, disse.

para o pesquisador Domingos Alves, responsável pelo LIS (Laboratório de Inteligência em Saúde) da Faculdade de Medicina da USP, o Brasil já vive a segunda onda da doença. A avaliação do especialista se baseia na evolução da taxa de reprodução do coronavírus no país, que indica que a pandemia voltou a crescer.

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