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Hospitais de SP têm aumento de internações por Covid-19, diz plataforma

Secretaria Municipal de Saúde afirma que o aumento é falso e que a pandemia está sob controle

Por Redação VEJA São Paulo 16 nov 2020, 12h27

Uma ferramenta desenvolvida por pesquisadores da Unesp e da USP, que monitora o avanço da pandemia no estado, a Info Tracker, relevou que na última semana houve aumento no número de internações por Covid-19 nos hospitais da rede pública municipal em São Paulo. A tendência acontece após aumento de internações pela doença em hospitais privados.

Entre 7 e 13 de novembro, os hospitais tiveram alta de 9% nas internações (de 556 para 604). Na Baixada Santista, o aumento foi de 23% (de 180 para 222), e na região norte da Grande SP, de 37% (19 para 26).

Segundo os pesquisadores e boletins epidemiológicos municipais, além do aumento das internações, observa-se também uma alta de 50% de casos suspeitos e da taxa de aceleração do contágio do novo coronavírus.

“Não é uma pequena oscilação. É uma alta consolidada, que envolve uma análise desde agosto. Pode ser um indício de que vamos acabar emendando [uma onda da Covid com a outra]”, diz Wallace Casaca, professor da Unesp e pesquisador do CeMEAI-USP (Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria).

Entretanto a Secretaria Municipal de Saúde informou que não é verídica a informação de que haja alta de internações e de ocupação de UTI na rede municipal paulistana, e que a pandemia está sob controle na cidade.

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Na rede privada de São Paulo, ao menos seis hospitais (Sírio-Libanês, Albert Einstein, Vila Nova Star, Oswaldo Cruz, HCor e São Camilo), também registraram diferentes aumentos de internações nas primeiras semanas de novembro. “Teve um aumento, mas não dá para falar ainda que se trata de uma curva crescente exponencial como foi na primeira fase da pandemia”, afirma Sidney Klajner, presidente do Albert Einstein à Folha.

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