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Doria anuncia toque de recolher e proíbe cultos religiosos e futebol

Chamada de 'fase emergencial', medidas ainda mais duras visam desafogar sistema de saúde estadual, que corre risco iminente de colapso

Por Vinicius Tamamoto Atualizado em 11 mar 2021, 14h18 - Publicado em 11 mar 2021, 13h15

O governador João Doria anunciou novas medidas restritivas para tentar frear o avanço da Covid-19 no estado de São Paulo. Entre as mudanças estão a limitação do horário de funcionamento de serviços essenciais e a suspensão das atividades presenciais nas escolas estaduais. O governo teme o iminente colapso do sistema de saúde. Chamada de ‘fase de emergência’, medidas entram em vigor na próxima segunda-feira (15) e duram ao menos por 15 dias, até o dia 30 de março.

“Nossos hospitais estão chegando no limite máximo de ocupação. Temos de adotar medidas mais duras de distanciamento social”, afirmou Doria. “Esse é o momento mais difícil da pandemia no nosso estado”, disse Jean Gorinchteyn, secretário estadual da Saúde. Segundo ele, são 150 novas admissões de pacientes em UTIs a cada dia.

O que muda

Escolas estaduais serão fechadas. Unidades seguirão parcialmente abertas somente para atender alunos socialmente vulneráveis que precisem receber merenda. Para a rede privada, o funcionamento será opcional, mas as escolas só podem receber 35% da capacidade total.

Lojas de material de construção terão que fechar, assim como igrejas que só poderão receber fieis de forma individual. Jogos de futebol e outras esportes coletivos também não poderão acontecer. Escritórios só poderão funcionar em sistema de home office. Serviços de retirada de alimentos e produtos nos estabelecimentos está vetado. O delivery segue permitido.

Toque de recolher

Também será adotado um toque de recolher entre 20h e 5h. É proibida a circulação nesse horário. Também está proibido o uso de praias e parques. Na capital, a ideia das autoridades é reduzir em 4 milhões o número de pessoas circulando diariamente.

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Em vídeo, João Doria disse nesta quinta que entende que as medidas são impopulares, mas que são necessárias para salvar vidas. “Vou honrar o cargo que ocupo, mesmo que isso custe minha popularidade. Vocês me elegeram para cuidar de vocês, não para cuidar de mim”, disse ele.

São Paulo está, desde o último sábado (6), na fase vermelha, a mais restritiva do plano de combate ao coronavírus até agora. Em vigência também está o chamado “toque de restrição”, que limita a circulação de pessoas nas ruas entre 23h e 5h. O objetivo é combater festas e aglomerações durante à noite.

Na quarta (10), São Paulo registrou 469 óbitos pela Covid-19. No dia anterior, 517 pessoas haviam morrido por conta de complicações relacionadas com a doença. No Brasil, mais de 2.300 vidas foram perdidas em um único dia, entre terça e quarta, o recorde na pandemia.

Em Taboão da Serra, 11 pessoas morreram à espera de um leito de UTI. Em Riberão Pires, a prefeitura informou que duas pessoas também morreram por falta de leitos especializados. Na capital, 13 hospitais têm leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) lotadas com 100% de capacidade.

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