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Incêndio em galpão da Cinemateca: mais de 2 mil filmes eram armazenados no local

Governo federal afirmou que "lamenta profundamente" o episódio; apenas parte do endereço foi atingido pelo fogo

Por Pedro Carvalho 29 jul 2021, 18h46 | Atualizado em 29 jul 2021, 20h21
Imagem aérea mostra galpão em chamas
Incêndio na Cinemateca, Vila Leopoldina (Reprodução Record TV/Divulgação)
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Um galpão da Cinemateca Brasileira pega fogo na noite desta quinta-feira (29). O Corpo de Bombeiros começou o combate às chamas na unidade Vila Leopoldina da instituição por volta das 18h.

Até o momento, cerca de quatorze viaturas combatiam o fogo, que foi controlado, mas não extinto. O edifício fica na Rua Othão, no número 290 e não há vítimas. O incêndio atingiu rolos de filmes que são altamente inflamáveis. No momento do fogo, a empresa que presta segurança para o endereço tinha funcionários no edifício: a Vejinha conversou com um dos funcionários, que descartou a possibilidade do caso ter sido ocasionado por algum elemento externo ao prédio, como um ato criminoso.

O galpão possui cerca de 6 300 m² e pertence ao governo federal e cerca de 300 metros quadrados foram atingidos. O fogo começou durante a manutenção de ar condicionado. Três salas do local foram atingidas, duas armazenavam rolos de filmes e uma contava com arquivo impresso. “O princípio de incêndio ocorreu durante essa manutenção no ar condicionado, aconteceu alguma falha e esse princípio de incêndio, tentaram fazer a extinção com extintores e não conseguiram e se alastrou para essas três salas”, disse a capitã Karina Paula Moreira, do Corpo de Bombeiros.

De acordo com ex-funcionários ouvidos pela reportagem, no local fica um acervo museológico e rolos de filmes destinados para exibição: mais de 2 000 películas estavam no espaço. Documentos da Embrafilme, do Instituto Nacional de Cinema e do Concine também eram alocados ali, segundo ex-diretores da instituição. “Desde agosto de 2020 nenhum técnico trabalhava no prédio, era realizada só manutenção predial”, diz o ex-conselheiro da Cinemateca, Eduardo Morettin.

Em nota, a Secretaria Especial da Cultura, vinculada ao Ministério do Turismo, afirma que “lamenta profundamente e acompanha de perto o incêndio”. A pasta afirma que o sistema de climatização do espaço passou por manutenção há cerca de um mês. “A Secretaria já solicitou apoio à Polícia Federal para investigação das causas do incêndio e só após o seu controle total pelo Corpo de Bombeiros que atua no local poderá determinar o impacto e as ações necessárias para uma eventual recuperação do acervo e, também, do espaço físico”.

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Ainda não se sabe a causa do incêndio: a quadra onde fica o galpão está interditada. “O vizinho do prédio é um edifício desocupado. As chamas vistas aqui por fora atingiram cerca de 6 metros de altura”, diz o diretor da Defesa Civil da Lapa, Robson da Silva Bertoloto, para a reportagem.

Imagem mostra rua com carros do corpo de bombeiros e edifício, de onde sai fumaça
Corpo de Bombeiros tenta controlar fogo na unidade Vila Leopoldina da Cinemateca (Pedro Carvalho/Veja SP)

O endereço não é a sede principal da instituição, que fica na Vila Clementino e também já sofreu um incêndio em 2016, quando cerca de 1 000 rolos de filmes foram destruídos.

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ABANDONO

Desde dezembro de 2019 o contrato firmado entre o governo federal e a Fundação Roquette Pinto se encerrou e, desde então, não houve nova licitação para a administração da Cinemateca.

Em junho deste ano a gestão Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que realizaria um chamamento público para definir o novo gestor da instituição. O acervo total da Cinemateca conta com 240 000 rolos de filmes. A portaria para o chamamento foi publicada no Diário Oficial da União e deve ter início nos próximos cinco meses. Atualmente, a Cinemateca é de responsabilidade do Ministério do Turismo.

A Cinemateca foi capa da Vejinha em junho de 2020: antes do fim do contrato com a Roquette Pinto o governo federal chegou a dever 11 milhões de reais para a entidade.

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Mais informações em instantes. 

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