Conheça 5 prédios modernistas no centro de São Paulo
Erguidos entre os anos 1950 e 1960, edifícios estão a poucos quarteirões um do outro e podem ser vistos numa caminhada pela República
Quem atravessa o centro de São Paulo com a cabeça um pouco erguida percebe que a região se destaca por sua exuberância arquitetônica. Entre prédios que vão do art déco ao eclético, muitos foram construídos entre as décadas de 1950 e 1960, durante o auge do modernismo na cidade.
Usando elementos como cobogós, brises, curvas misturadas a linhas retas e concreto aparente, nomes como Oscar Niemeyer, Lina Bo Bardi, Rino Levi, João Batista Vilanova Artigas e Paulo Mendes da Rocha projetaram inúmeros prédios por São Paulo, que se tornaram importantes cartões-postais da cidade.
Esses arquitetos, guiados por ideias trazidas da Europa, ajudaram a criar um modernismo próprio de São Paulo. A funcionalidade e a redução do uso de ornamentos foram premissas importantes desse movimento. Por meio de passagens e espaços de convivência abertos aos pedestres, as obras garantem uma integração importante com o entorno e com a cidade, algo raro nos desenhos de hoje.
A VEJA São Paulo reuniu 5 desses prédios, que podem ser conhecidos em um passeio a pé pela República.
Edifício Eiffel
Projetado por Oscar Niemeyer, o prédio com duas abas laterais tem um formato que lembra um livro em pé e tem menos curvas que obras mais conhecidas do arquiteto que projetou Brasília. Além disso, o Eiffel tem uso misto, ou seja, tem pessoas morando nos andares superiores e um térreo aberto com algumas lojas no interior numa espécie de galeria, e outras voltadas para um jardim, formando uma agradável praça. Algumas das opções são o Bonita Café e a Livraria Eiffel, especializada em arquitetura, urbanismo, design e paisagismo.
Edifício Itália
Em uma das esquinas mais charmosas do centro, nas avenidas Ipiranga e São Luís, o Edifício Itália tem uma planta triangular e é o 5º prédio mais alto da cidade. Por seu formato e altura únicos, ele pode ser visto de longe em algumas ruas próximas.
O edifício, de Franz Heep, abriga salas comerciais, e em seu térreo há o Teatro Itália e uma galeria de arte, o LAB MR. No andar térreo, há também um teatro e uma galeria de arte. O prédio de 46 andares possui um restaurante no topo, o Terraço Itália, que possui um mirante com uma vista panorâmica do centro, com visitas a R$69.
Edifício Copan
Do outro lado da avenida Ipiranga, o Copan é a obra mais famosa de Oscar Niemeyer em São Paulo. A fachada ondulada, revestida de pastilhas e cortada por brises horizontais que protegem os apartamentos do sol da tarde nasceu de um projeto de 1951.
Com 1. 160 apartamentos e mais de 5 mil moradores, o prédio funciona como uma pequena cidade vertical, a ponto de ter CEP próprio. Sua galeria térrea, que liga a avenida Ipiranga à rua Araújo, reúne mais de 70 lojas, como o bar Orfeu, a sorveteria Tem Umami e a livraria Megafauna.
Fechado desde 2019, o mirante da cobertura voltou a receber visitantes neste mês, aos sábados.
Galeria Metrópole
Ao lado da Biblioteca Mário de Andrade, a Galeria Metrópole nasceu de um concurso de arquitetura e foi desenhada por Salvador Candia e Gian Carlo Gasperini. O resultado é um prédio comercial de corredores largos e jardim interno, sobre o qual se apoia uma torre de escritórios marcada por linhas verticais.
A galeria tem reganhado a popularidade que perdeu antes da pandemia, com ateliês de design, sebos, livrarias, cafés e bares ocupando os diferentes andares. O percurso pelos corredores rende achados como a nova sede da editora Ubu, a sorveteria Cangote e o sebo Descabeça Livros.
Conjunto Zarvos
Do outro lado da avenida São Luís e quase na Consolação, o conjunto é uma obra de Júlio Neves. São dois blocos, um comercial e outro residencial, o Edifício Ambassador. Eles são unidos no térreo por uma galeria de lojas, cafés e restaurantes que atravessa o conjunto, agindo, assim como os outros, como uma extensão da calçada.
Os interiores da galeria são de Jorge Zalszupin, um dos grandes nomes do design moderno brasileiro, e têm elementos de vidro, alumínio e jacarandá maciço.







