MasterChef 4: pratos de campeões e uma terrine na semifinal

Saiba como foram os bastidores do episódio anterior e tudo o que rola no programa de hoje

Foi um privilégio participar de mais um episódio do MasterChef Brasil – é a terceira vez consecutiva que pinto por lá. Afinal, a vida de um crítico é avaliar comida. Nesse caso então, ainda mais especial. Foi a oportunidade de mostrar em rede nacional como são feitas as avaliações de prato e rigor que uso no trabalho. Esse rigor em momento quer dizer grosseira ou ataques de destempero.

Também é a chance de conviver no estúdio com os jurados Paola Carosella (Arturito e La Guapa Empanadas), Erick Jacquin (Tartar & Co e Le Bife) e Henrique Fogaça (Sal GastronomiaJamileAdmiral’s Place e Cão Véio), que são craques nesse tipo de avaliação diante das câmeras. Observado por todos os lados, não há chance para o erro, o que gera uma tremenda pressão sobre os participantes.

Victor Vieira no adeus: derrapada na berinjela do foie gras (Carlos Reinis/Band/Veja SP/Divulgação)

E, finalmente, a chance de contar um pouco dos bastidores do programa. Seguramente, todos os participantes estavam muito nervosos. Ou quase todos eles.

O Valter me pareceu o cara mais inabalável do grupo. Estava disposto a responder a todas as perguntas. Também tinha a vontade de ousar ao fazer um molho de romã para um assado de tira. Só não me agradou, ainda que discreto, o sabor amargo na batata.

Trio finalista: Valter, Deborah e Michele na disputa pelo troféu (Carlos Reinis/Band/Divulgação)

A insegurança da Michele ficou evidente desde o momento que eu e meu colegas sentados junto do balcão diante dela. Lembram-se que ela não conseguia fechar o processador para preparar a massa? Mas ela seguiu firme e fez o ravióli de cacau. No conjunto, a massa veio al dente, mas um exagero de ingredientes, entre eles a manga.

O mais nervoso de todos era visivelmente o Victor Vieira. Ele elaborou o que chamou um prato simples. Não era. Simplicidade de ingredientes não significava simplicidade técnica. Eram muitas etapas, num trabalho monumental para uma hora e meia. Deu no que deu. O visual ficou mal-acabado e faltaram molhos para cada um daqueles ingredientes. Essencial nas culinárias do Extremo Oriente, o arroz estava bom, mas não era suficiente na avaliação.

Elisa: de competidora a avaliadora com Michele no foco (Carlos Reinis/Band/Divulgação)

A Deborah fez aquele que teria sido o melhor prato. Só que não. O excesso de confiança foi seu maior inimigo e a derrotou nessa prova. Tanto que ela não ouviu o sábio conselho do Jacquin: “corte a lagosta em medalhões”. Perdeu a chance e ganhar com essa lição do mestre. De nada adiantou ter feito uma massa al dente com um molho incrível mais uma farofa de aplaudir. Ninguém pede um prato de lagosta em restaurante para comer para comer o bicho cru, quase nadando. Nem no futuro Farofaria Bistrô daria para encarar.

Izabel: apresentação do ravióli de pupunha com recheio de abóbora aos competidores (Carlos Reinis/Band/Divulgação)

A prova de hoje começava com a ideia de replicar pratos dos três campeões anteriores. Estão na cozinha estúdio Elisa Izabel Alvarez e Leonardo Young. Elisa apresenta um filé-mignon com couve-flor rôti e purê de limão. Um ravióli de palmito pupunha recheado de abobora-cabotiá defumada ao molho de cogumelos é a receita da Izabel. O Leo vai de polvo grelhado na emulsão de manjericão com arroz vermelho de pancetta.

Quem subir para o mezanino estará livre de preparar a terrine em croûte pode ser de carne suína ou bovina envolta em massa podre ou folheada. Além da clássica entrada francesa, a dupla de participantes terá ainda de fazer um prato principal. Correria à vista.

Conheça os participantes:

(Veja São Paulo/Veja SP)

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