MasterChef 4: prato perfeito e rãs no estúdio
A competição hoje começa com uma prova contra o tempo seguida de uma disputa com apresentação dos bichos vivos
Até agora, essa temporada do MasterChef Brasil não teve fogo brando. Cada episódio tem sido cozido em fogo alto dos dois lados da tela. Do lado de lá estão os participantes, ora tramando uns contra os outros ora aliados, mas sempre competidores afiados. Desse lado, há uma participação intensa nas redes sociais com torcidas unidas pelo Twitter a defender seus favoritos ou derrubar aqueles pelos quais não nutrem um traço mínimo de simpatia.
Isso ficou claro na semana passada, quando os seis remanescentes foram convidados a ocupar o restaurante contemporâneo Tuju, na Vila Madalena, em São Paulo acompanhados sob o olhar sempre muito atento dos jurados Paola Carosella (Arturito e La Guapa Empanadas), Erick Jacquin (Tartar & Co e Le Bife) e Henrique Fogaça (Sal Gastronomia, Jamile, Admiral’s Place e Cão Véio).
Paola faz uma recomendação “Entrem com o pé direito. Uma boa cozinha, uma cozinha desse nível é onde vocês precisam entrar com muito respeito”. Parece que a recomendação funcionou ao contrário. O sexteto dividido em duplas por sorteio – dois nas entradas, um par nos pratos principais e os restantes nas sobremesas – simplesmente travou. Pareciam mortos-vivos, meio catatônicos, diante de tantas tarefas a executar.
Os pratos que tinham de elaborar eram complexos e repletos de etapas. Curioso que o chef Ralston não sorriu uma única vez com a presença daqueles “estrangeiros” naquele espaço aberto, nem os incentivou a ir em frente. Em alguns instantes, pareceu estar até incomodado com as ações tão desastrosas dos participantes.
Deu no que deu. Mirian estava completamente perdida. Não conseguia achar o sal, não tinha ideia de como porcionar o peixe, não encontrava o creme de coco… Levou bronca da Paola, levou bronca do chef. Mas estar em um espaço novo e completamente desconhecido pode desorientar algumas pessoas. O que se viu foi quase um desastre.
Os tropeços foram ainda piores quando se pensa que a Deborah perdeu por completo a sopa fria de amendoim (a receita está no blog e você acessa clicando aqui), batida num dos processadores mais caros e sofisticados do mercado. Primeiro, ela colocou a porção inteira de amendoins, o que gerou o primeiro erro e uma enquadrada de Ralston. Com a tampa grande sem a tampinha central, ela resolveu improvisar e cobrir com um pano para não espirrar. Por um vacilo, o tecido acabou sendo batido junto com o creme. Não tem desculpa nesse caso para Deborah, não se salva o que não tem salvação. Era jogar tudo fora e começar de novo.
Apareceu então um Fogaça furioso que jogou a candidata no paredão. Deborah disse que a pressão estava tão grande que sua vontade era entregar o avental, ops!, o dólmã, que todos eles estavam usando pela primeira vez na temporada. Em vez disso, ela seguiu em frente e foi para a prova de eliminação.
Cabe lembrar que a vida de todos os concorrentes não foi fácil nessa prova inicial. Acredito que em nenhum outro programa anterior vi uma dificuldade tão grande. Para preparar os pratos, havia uma infinidade de processos. Até a carne, grelhada pelo Valter, precisava ser virada a cada 20 segundos, contrariando a técnica clássica normalmente usada.
Salvaram dois candidatos, o Valter e a Michele. O catarinense incomodou bastante a Mirian com sua comemoração. Ele, aliás, já tinha chateado a dentista quando se recusou a ajudá-la na cara dura. Claro, que a Mirian exagerou nos pedidos. Mas fica claro também que esses competidores são mais preparados, assistiram às versões anteriores do reality e estão ali para jogar — de verdade.
No estúdio, a vida dos quatro remanescentes piorou. Cabia a eles desossar e rechear um pato. Mirian ficou no paredão com Leonardo, o único amigo que lhe restou. Ela levou a pior com a carne crua, quase voando, e o molho considerado gorduroso. Nas redes sociais, foi alvo de duras críticas, exageradas mesmo.
No programa de hoje, tem uma surpresa e tanto. Começa com algo que parece simples e que todo participante busca no programa: o prato prefeito. Simples, que nada. Cada um deles terá duas horas máximas de trabalho para preparar uma carne vermelha que pode ser de cordeiro, javali ou de boi e também e uma corrida contra o tempo.
Caso qualquer um deles termine o prato antes desse período, pode apresentar aos jurados para a avaliação. Caso eles julguem perfeito, a prova acaba nesse momento. Do contrário, o candidato sobre para o mezanino e espera os demais. Será uma prova de tensões e provocações como já se viu no teaser, com Leonardo e Valter trocando farpas. Afinal, se não houver o prato prefeito, todos estão no paredão.
Em seguida, Paola apresenta uma caixa com rãs vivas. Será que veremos os participantes encarando e matando os bichinhos verdes? Uma vez só? Mais de uma vez? A prova com essa carne rã será em três rounds. O primeiro terá 30 minutos e ingredientes livres. Na segunda etapa, serão 20 minutos e cinco ingredientes disponíveis. A final encolhe para 15 minutos e só três ingredientes. Vai ter gente pulando pela cozinha-estúdio.
Conheça os participantes:
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