Clique e assine por apenas 6,90/mês
Blog do Lorençato Por Arnaldo Lorençato O editor sênior Arnaldo Lorençato é crítico de restaurantes há 27 anos. De 1992 para cá, fez mais de 15 000 avaliações de estabelecimentos. Além das atividades na Vejinha, leciona na Universidade Mackenzie

Fogo de Chão demite 436 funcionários

Sem abrir seus salões desde o início das práticas de isolamento social, a rede de churrascarias tem trabalhando apenas com delivery e comida para viagem

Por Arnaldo Lorençato - Atualizado em 28 May 2020, 16h28 - Publicado em 15 May 2020, 17h05

Por Saulo Yassuda

A rede de churrascarias Fogo de Chão demitiu, desde o início da pandemia, 436 funcionários no país. A marca tem endereços em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília em território nacional. A justificativa são os efeitos da queda de faturamento causada pela quarentena.

Sem abrir seus imensos salões desde o início das práticas de isolamento social, a Fogo de Chão tem trabalhando apenas com sistema de delivery e de comida para viagem.

+ Assine a Vejinha a partir de 6,90

Continua após a publicidade

Desde 2018, a cadeia de restaurantes pertence à empresa de investimentos Rhône Capital. A transação, à época, foi de 560 milhões de dólares. Atualmente, além das unidades nacionais, a marca tem casas em Estados Unidos, Porto Rico, México, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Das verbas rescisórias, a Fogo de Chão garantiu ter pago “o que era devido do proporcional do 13º salário e férias além de 20% da multa do FGTS”. Uma parcela não quitada equivale a metade da multa de 40% aplicada aos depósitos do FGTS. A empresa mandou a conta dos 20% faltantes aos governos estaduais, numa interpretação o artigo 486 da CLT. Ou seja, para receber a quantia que ainda está em débito, os funcionários teriam de acionar o estado. Após a polêmica, o grupo voltou atrás e informou no último dia 27 que vai liberar integralmente as indenizações residuais*.

Leia a nota:

O zelo pelos colaboradores que estão sofrendo os impactos causados pela pandemia do Covid-19 é uma das principais preocupações do Fogo de Chão. Nos amparamos no Artigo 486 da CLT para realizar a demissão dos 436 funcionários pois havíamos avaliado que era aplicável às situações resultantes da pandemia. Entretanto, dadas as questões jurídicas levantadas e o impacto financeiro desta solução para os membros das equipes e suas famílias, reconsideramos nossa decisão. Dessa maneira, o Fogo de Chão pagará integralmente todos os colaboradores que foram anteriormente afetados, liberando, assim, as indenizações residuais, o que inclui os 20% restantes da multa do FGTS e pagamento do aviso prévio de acordo com as normas vigentes do regime CLT.

Continua após a publicidade

*Atualizada em 28 de maio de 2020

Valeu pela visita! Para me seguir nas redes sociais, é só clicar em:
Facebook: Arnaldo Lorençato
Instagram: @alorencato
Twitter: @alorencato

Para enviar um email, escreva para arnaldo.lorencato@abril.com.br

Caderno de receitas:
+ Fettuccine alfredo como se faz em Roma

 

Publicidade