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Blog do Lorençato Por Arnaldo Lorençato O editor sênior Arnaldo Lorençato é crítico de restaurantes há 29 anos. De 1992 para cá, fez mais de 15 000 avaliações. Também é autor do Cozinha do Lorençato, um podcast de gastronomia, e do Lorençato em Casa, programa de receitas em vídeo. O jornalista leciona na Universidade Presbiteriana Mackenzie

Grupo Le Vin fecha uma filial e perde chef recém-contratado

A unidade de Higienópolis foi fechada pela empresária Nancy Mattos, que mantém três restaurantes na cidade, e não conta mais com Marcilio Araujo na cozinha

Por Arnaldo Lorençato 26 mar 2018, 15h15

Quando foi aberto em 2000 nos Jardins, o Le Vin Bistro tinha como supervisor do menu o chef Erick Jacquin, hoje festejado como um dos jurados do MasterChef Brasil, o reality culinário de maior sucesso da TV aberta no Brasil. Naquela época, Jacquin era titular de outro restaurante do grupo, o requintando e extinto Café Antiqüe, no mesmo bairro. Se a casa-mãe fechou, o Le Vin prosperou e se tornou uma rede com quatro unidades paulistanas, uma padaria-confeitaria e uma filial em Brasília.

Na semana retrasada, porém, o Le Vin encolheu. A unidade de Higienópolis fechou as portas. Uma faixa com um celular avisa quem circula pela Praça Vilaboim, que o ponto está à venda. Aliás, não é o único na pracinha que viu morrer muitos restaurantes. Entre eles, a Pizza Bros. e até mesmo uma charmosa filial do Arábia, que não vingou por lá.

Le Vin Higienópolis em dois tempos: no auge e com o ponto à venda Peu Reis/Arnaldo Lorençato/Divulgação/Veja SP

“Era uma casa gostosa, aconchegante. Mas tínhamos custos altos e o movimento não acompanhou”, explica a empresária Nancy Mattos, à frente do Le Vin, com unidades nos Jardins, no Itaim e no Shopping Morumbi. A restauratrice acredita que era o momento de se recolher um pouco para voltar a expandir novamente. “Não sei o que aconteceu naquela praça, onde vários pontos fecharam. Era a casa que dava menos retorno, mas consegui recolocar quase todos os funcionários”, diz.

Antes mesmo de encerrar essa operação, Nancy não contava mais com o serviços do mineiro Marcilio Araujo na rede de bistrôs Le Vin. O chef havia retornado no início de dezembro ao grupo onde já havia trabalhado como contei aqui no blog. A proposta era que o antigo cozinheiro promovesse uma renovação do cardápio. Embora sua permanência fosse prevista para durar, ele realizou apenas uma consultoria. “A intenção era contratá-lo para fazer a padronização dos pratos”, explica a empresária.”Decidi não dar continuidade porque preferi manter a cozinha clássica de bistrô.”

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Moules à la creme: mexilhões com creme e fritas, clássico que continua no menu Tadeu Brunelli/Divulgação

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