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25 motivos para amar Santana

Em uma das regiões mais antigas da Zona Norte, convivem prédios históricos, bares tradicionais e ruas badaladas

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

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O bairro às margens do Rio Tietê, que nasceu como uma fazenda de jesuítas, transformou-se numa das regiões mais badaladas da Zona Norte, com ruas e avenidas repletas de restaurantes e botecos. Estabelecimentos com muita história, como o Clube Esperia e o Bar do Luiz Fernandes, convivem com novos points, como a pizzaria Graça Di Napolli, aberta em junho deste ano. Caminhar ou pegar uma bike e rodar pela arborizada Avenida Braz Leme pode ser um bom ponto de partida para conhecer Santana. Confira 25 dicas na região:

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1. Idalina e Luiz Fernandes formam um dos casais mais conhecidos do bairro. Eles estão à frente, ou melhor, atrás do balcão do Bar do Luiz Fernandes, um cantinho simples e tradicional que reúne clientes de todas as regiões da cidade. Não saia de lá sem experimentar o famoso bolinho de carne.

2. A pizzaria Graça di Napolli, aberta em junho de 2014, chamou a atenção já no início de sua atividade, pela qualidade de suas receitas. Na época, o crítico Arnaldo Lorençato a avaliou como a melhor pizza da cidade. A que leva o nome da casa vem com cream cheese, queijo gruyère, alcachofrinha, pasta de alcachofra, azeitona preta, tomatinho, parmesão e salsinha.

3. O bairro é um dos mais antigos da Zona Norte. Nasceu como a fazenda de Sant’ana, propriedade da Companhia de Jesus, que se estendia do Mosteiro da Luz à Serra da Cantareira. O terreno começou a ser ocupado por volta de 1560. No século XVIII, o Rio Tietê era passagem obrigatória para frotas de canoas que utilizavam as vias fluviais para abastecer povoados.

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4. Inaugurado em 2005, o Sesc Santana atrai um público diversificado a suas dependências. Crianças podem aproveitar cursos de férias. Para jovens e adultos, a unidade conta com quadras esportivas, acesso à internet e uma cafeteria.

5. A melhor maneira de conhecer o bairro a pé é fazer uma caminhada pela Avenida Braz Leme, uma das principais vias da região. No canteiro central há uma pista de caminhada bem conservada, que costuma ser usada também por atletas de fim de semana. Uma ciclovia garante a diversão de quem for de bike.

6. Em 1924, a Paróquia Santa Teresinha começou a ser construída. As obras foram finalizadas três anos depois. As pinturas no interior são dos irmãos Enrico e Fernando Bastiglia e datam do século 20. Pela beleza, o local se mostra um dos mais procurados para a realização de casamentos na Zona Norte.

7. Depois de um investimento de 4,5 milhões de reais, em 2012, o Teatro Alfredo Mesquita, aberto em 1988, passou a rechear a sua programação com espetáculos adultos, infantis e de dança. Desde então já passaram pelo palco do local, que acomoda 198 pessoas, os atores Drica Moraes, Enrique Diaz e Alexandre Passos, entre outros. O local também recebe eventos abertos ao público, principalmente em datas comemorativas, como o aniversário de São Paulo, por exemplo.

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8. No fim de semana, o cenário é sempre de agito na Avenida Engenheiro Caetano Álvares, point que reúne bares, danceterias e restaurantes. Dos mesmos donos do Bar do Luiz Fernandes, a Cervejaria do Luiz Fernandes ocupa dois casarões e tem clima mais arrumadinho do que o irmão mais velho. O Estação Mandaqui, o Caetano´s e o boteco Santa Villa são alguns dos estabelecimentos dessa via.

9. No século XVIII, o bairro abrigou o Solar dos Andradas, casa de José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838). Foi ali que o Patriarca da Independência escreveu uma carta pedindo a permanência de Dom Pedro I no Brasil. Depois de se tornar sede de uma escola e de um hospital, a construção foi demolida em 1915.

10. As esfihas são as estrelas do cardápio da Casa Libanesa. Aberta em 2005 pelo chef Armando Sabbag, a lanchonete oferece pratos da culinária árabe, mas são os salgados de massa crocante que atraem o público. Até pouco tempo a casa possuía apenas vinte lugares, porém após uma reforma, passou a ter lugares também no andar de cima, dobrando a sua capacidade. Nos dias de semana em média 700 esfihas são servidas, entre abertas e fechadas.

11. Entre as estações Tietê e Santana do Metrô, cerca de setenta grafiteiros deixaram a sua marca nas pilastras da Avenida Cruzeiro do Sul. Os painéis a céu aberto ganharam até um nome: Museu Aberto de Arte Urbano. Quem estiver de passagem por lá poderá conferir os traços de Enivo, Minhau, Chivitz e Coletivo ZN, entre outros artistas.

12. Procura um lugar para decorar o quarto de seu bebê? Você não vai perder a viagem na Avenida Zaki Narchi, que concentra lojas especializadas em móveis infantis. Estão entre as opções a Cadê o Nenê?, a Decorita Baby e a Allegrini Baby. Elas costumam ter preços mais em conta do que os dos grandes centros de compra.

13. O gigantesco Anhembi, colado na Marginal Tietê, é, desde 1970, quando foi inaugurado, um espaço que recebe as principais feiras, exposições e shows da cidade. Dentro do parque, o Sambódromo virou palco dos desfiles do Carnaval paulistano.

14. Localizado ao lado do Anhembi, o Holiday Inn é o maior hotel da cidade, com 780 apartamentos. Já hospedou celebridades nacionais e internacionais, como Caetano Veloso, Rita Lee, Dulce Maria e María Antonieta de las Nieves, a Chiquinha do seriado infantil Chaves

15. O restaurante Dhaigo oferece um dos rodízios japoneses mais procurados da região. Após uma reforma em 2012, o ambiente ficou mais confortável. Grupos de amigos se reúnem no deque coberto por vidros.

16. Não faltam boas opções de pizzaria no bairro. Os moradores de Santana têm programa certo no fim de semana: lotam as mesas da Jullia, que fica numa esquina arborizada e agradável, ou vão à Babbo Giovanni. Em clima bem mais informal, é possível comer pedaços caprichados das redondas no balcão da Century Pães e Doces.

17. Não há como passar por Santana e não visitar a Casa Garabed. Há mais de sessenta anos, esse restaurante armênio de ambiente familiar prepara todo e qualquer pedido do freguês na hora. As esfihas, como a de queijo com bastrmá (carne bovina seca), são imperdíveis. Fique de olho no piso, original dos anos 1940.

18. O aeroporto Campo de Marte, inaugurado em 1920, se mostra um marco da aviação. Hoje, apesar de não operar linhas aéreas regulares, tornou-se o espaço com a maior frota de helicópteros da capital, com decolagens e pousos frequentes. A escola de pilotagem Aeroclube de São Paulo fica instalada nas dependências do terreno, que também abriga uma filial do Bar Brahma.

19. Na Paleteria Los Hermanos, você vai encontrar sorvetes elaborados, com sabores tradicionais, e outros nem tanto, que são servidos no palito. Essas iguarias foram criadas na região mexicana de Tocumbo, nos anos 30.

20. Entre 1924 e 1944, a Travessia de São Paulo a Nado, uma prova que pode ser traduzida como a São Silvestre dos nadadores, era realizada nas águas, então limpas, do Tietê. O trajeto passava pelo bairro, da ponte da Vila Maria à sede do Clube Esperia.

21. Com 80 000 metros quadrados, o Clube Esperia é um importante reduto de esportistas. Localizado às margens do Rio Tietê, o local foi fundado por italianos em 1899. Hoje conta com piscinas, campos de futebol, pista de atletismo e áreas de lazer.

22. Numa casa rústica, com pé-direito alto e tijolos à vista, o restaurante Dona Carmela é tocado pelo restaurateur Michel Kerlakian. O chef Romildo Brito, que já teve passagem pelo Famiglia Mancini, cria massas de fabricação própria em receitas como o nhoque à bolonhesa.

23. Fundado por imigrantes alemães em 1923, o Colégio Imperatriz Leopoldina iniciou suas atividades em três salas que comportavam sessenta alunos. Atualmente o ensino do alemão faz parte da grade curricular. Os descendentes germânicos marcaram a história do local.

24. Deu vontade de comer um lanche? Endereços com bons hambúrgueres podem ser encontrados no bairro. O mais popular é a lanchonete Dizzy, que tem ambiente moderno, com paredes de vidro. Tente encarar o “um pouco de tudo”, sanduíche que vem com tomate, alface, presunto, queijo prato, ovo, bacon, maionese e vinagrete. Mais simples, o Marques Hambúrguer também faz sucesso na região.

25. A Biblioteca Narbal Fontes guarda a história de uma família tradicional do bairro. O centro público ocupa uma construção em formato de castelo que era chamada de Chácara Baruel, erguida no século XIX.

Fonte: VEJA SÃO PAULO